{"id":650,"date":"2019-07-27T03:03:43","date_gmt":"2019-07-27T03:03:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=650"},"modified":"2021-05-17T20:11:57","modified_gmt":"2021-05-17T20:11:57","slug":"imigrantes-alemaes-em-castro-primeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/imigrantes-alemaes-em-castro-primeiros\/","title":{"rendered":"Imigrantes em Castro, primeiros grupos"},"content":{"rendered":"<p>Segundo Giralda Seyferth (1990, p.59) \u201centre os imigrantes europeus que se dirigiam para o Sul do Brasil havia muitos artes\u00e3os, refugiados pol\u00edticos, professores, profissionais liberais, jornalistas e at\u00e9 cientistas\u201d. Para a historiadora, \u201ctodos entraram no pa\u00eds na condi\u00e7\u00e3o de colonos, mas poucos permaneceram como agricultores ou sequer chegaram \u00e0s \u00e1reas coloniais\u201d (Idem).<\/p>\n<p>Tal processo pode ser igualmente identificado em Castro. Apesar de pouco estudada, a presen\u00e7a dos primeiros grupos de imigrantes europeus na cidade \u2013 poloneses, ucranianos, italianos e principalmente alem\u00e3es \u2013 contribuiu para modifica\u00e7\u00f5es na cidade, desde que ali chegaram a partir das \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX (LEANDRO, 1995, p. 19).<\/p>\n<p>Oney Borba (1986, p. 171) informa que em meados da d\u00e9cada de 1880 &#8220;puseram-se a caminho de Castro os primeiros alem\u00e3es e a\u00ed se estabeleceram como art\u00edfices&#8221;. Estes primeiros grupos receberam refor\u00e7o em 1890, quando vinte e cinco fam\u00edlias da Vol\u00ednia estabeleceram-se na Col\u00f4nia Santa Clara. Em outro momento, o escritor afirma que os primeiros grupos estrangeiros (sem indicar a proced\u00eancia) chegaram a Castro em 1885 e compunham-se de dezessete familias, para as quais foram entregues dezessete lotes nas Col\u00f4nias Santa Leopoldina e Santa Clara (BORBA, 1986, p. 101).<\/p>\n<p>Talvez os alem\u00e3es que primeiro &#8220;puseram-se a caminho&#8221; tenham chegado em 1885 estabelecendo-se na Col\u00f4nia Santa Leopoldina e o &#8220;refor\u00e7o&#8221; de 1890, de ucranianos, tenha originado a Col\u00f4nia Santa Clara. Problemas de origem \u00e0 parte, as primeiras levas de estrangeiros, de 1885 ou 1890, n\u00e3o vieram com muitos recursos, e \u201cenquanto permaneciam na cidade \u00e0 espera de constru\u00e7\u00e3o de casas nos lotes, eram os imigrantes contratados para reparos nas ruas da cidade\u201d (Idem).<\/p>\n<p>\u00c9 bem prov\u00e1vel que muitos desses imigrantes tenham permanecido no centro urbano, engrossando a fileira dos que ingressaram no pa\u00eds como colonos\/agricultores e que sequer foram encaminhados aos lotes coloniais como observou Giralda Seyferth. Em Castro, na d\u00e9cada de 1890, a presen\u00e7a de marcos e refer\u00eancias culturais urbanas, sobretudo de alem\u00e3es, j\u00e1 era bastante vis\u00edvel. Exemplo disso foi a funda\u00e7\u00e3o, em abril de 1890, da Sociedade Uni\u00e3o Alem\u00e3. Al\u00e9m de criar um clube recreativo, tal sociedade passou a administrar, em 1896, a sua pr\u00f3pria escola para crian\u00e7as, a qual duraria quarenta e quatro anos (WEISS, 1990, p.17).<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>BORBA, Oney B. <em>Os iapoenses<\/em>. Curitiba : Litero-T\u00e9cnica, 1986.<\/p>\n<p>LEANDRO, Jos\u00e9 Augusto. <em>Palco e tela na moderniza\u00e7\u00e3o de Castro<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria Social). Curitiba: Universidade Federal do Paran\u00e1, 1995.<\/p>\n<p>SEYFERTH, Giralda. <em>Imigra\u00e7\u00e3o e cultura na Brasil.<\/em>Bras\u00edlia: UNB, 1990.<\/p>\n<p>WEISS, Jos\u00e9 Luiz. <em>Sociedade Educacional 1890<\/em>: 100 Anos. Castro: Kugler Artes Gr\u00e1ficas, 1990.<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>: Jos\u00e9 Augusto Leandro<\/p>\n<p>Professor Associado do Departamento de Hist\u00f3ria UEPG<\/p>\n<p><strong>Ano<\/strong>: 2019<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: 2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Giralda Seyferth (1990, p.59) \u201centre os imigrantes europeus que se dirigiam para o Sul do Brasil havia muitos artes\u00e3os, refugiados pol\u00edticos, professores, profissionais liberais, jornalistas e at\u00e9 cientistas\u201d. Para a historiadora, \u201ctodos entraram no pa\u00eds na condi\u00e7\u00e3o de colonos, mas poucos permaneceram como agricultores ou sequer chegaram \u00e0s \u00e1reas coloniais\u201d (Idem). 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