{"id":856,"date":"2019-09-12T20:26:19","date_gmt":"2019-09-12T20:26:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=856"},"modified":"2021-05-17T20:09:51","modified_gmt":"2021-05-17T20:09:51","slug":"historia-da-historiografia-local-regional-i-o-projeto-de-frederico-martinho-bahls","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/historia-da-historiografia-local-regional-i-o-projeto-de-frederico-martinho-bahls\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da historiografia local\/regional (I): O projeto de Frederico Martinho Bahls"},"content":{"rendered":"<p>Como toda forma de saber, tamb\u00e9m a <em>historiografia <\/em>tem uma hist\u00f3ria. \u201cA hist\u00f3ria n\u00e3o existe antes do historiador\u201d, diz Philippe Ari\u00e8s (1989, p. 223).\u00a0 Conforme Michel de Certeau (1982, p. 65-119), o discurso historiogr\u00e1fico \u00e9 produto de um <em>lugar\u00a0<\/em>(uma institui\u00e7\u00e3o social), uma <em>pr\u00e1tica\u00a0<\/em>(os m\u00e9todos, as t\u00e9cnicas de \u201cestabelecimento das fontes\u201d) e uma <em>escrita\u00a0<\/em>(um texto, uma narrativa dada a ler).<\/p>\n<p>Pelo que se tem not\u00edcia, o primeiro \u201cmodelo\u201d de hist\u00f3ria de Ponta Grossa foi proposto pelo vereador Frederico Martinho Bahls e aprovado unanimemente pela C\u00e2mara Municipal, em 1883. Diz o documento:<\/p>\n<p><em>Indico que a C\u00e2mara fa\u00e7a uma Hist\u00f3ria do seu munic\u00edpio e fique arquivado, para o futuro que ser\u00e1 de muito valor essa descri\u00e7\u00e3o come\u00e7ando primeiro o tempo em que isto foi Bairro de Castro, Freguesia, Vila e Cidade as datas de sua cria\u00e7\u00e3o, distrito de paz, subdelegacia, delegacia, J\u00fari Municipal, Termo e Comarca esta \u00faltima quando foi suprimida e de novo criada outra; anexa\u00e7\u00e3o da Palmeira em tempo que foi Vila, e desligado desta e depois anexa outra vez; cria\u00e7\u00e3o da Freguesia das Conchas; Matriz por quem foi feita e em que \u00e9poca; do mesmo modo a outra [primeira matriz] e Cadeia, Teatro em que tempo, por quem e o tempo em que desabou; cria\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o, como seja Irmandade, biblioteca, Ma\u00e7onaria e a extin\u00e7\u00e3o de uma e de outra; d\u00e1diva do terreno para a feitura da Freguesia, d\u00e1diva a mais importante para a Igreja; primeiro J\u00fari e por quem foi presidido; a primeira C\u00e2mara, seus nomes; visita do primeiro Presidente, Imperador e Bispo. N\u00famero de f\u00e1bricas, engenhos de serrar, socar, curtir e seus donos. Tempo em que chegou os colonos, n\u00famero, e quantos sa\u00edram, e os que ficaram; g\u00eaneros de exporta\u00e7\u00e3o e como foi e s\u00e3o exportados; cria\u00e7\u00e3o de tel\u00e9grafo, expedi\u00e7\u00e3o de estradas de ferro para o Mato Grosso, e outras at\u00e9 Castro, os nomes dos engenheiros.\u00a0<\/em><em>Assim como a introdu\u00e7\u00e3o de animais de ra\u00e7a, qualidade e nomes dos introdutores, ovelhas, muares e qualidade e o motivo da extin\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><i>Saber da planta\u00e7\u00e3o do trigo que antigamente exportava e o motivo de se extinguir. Pa\u00e7o da C\u00e2mara, 21 de agosto de 1883. Martinho Bahls. Entrando em discuss\u00e3o foi unanimemente aprovada\u00a0<\/i>(ATAS DA C\u00c2MARA MUNICIPAL DE\u00a0PONTA GROSSA, 22\/8\/1883).<\/p>\n<p>A \u00eanfase em datas, nomes pr\u00f3prios e \u201corigens\u201d remete a uma concep\u00e7\u00e3o tradicional da hist\u00f3ria, dita oficial, pr\u00f3xima das elites e dos poderes constitu\u00eddos. N\u00e3o obstante, o projeto apresenta uma sinopse, um modelo indicativo de \u201ccampos\u201d a serem explorados pela pesquisa e escrita de uma <em>hist\u00f3ria ainda por fazer<\/em>; elenca uma s\u00e9rie de temas, quest\u00f5es e \u201cobjetos\u201d a servirem de orienta\u00e7\u00e3o ou plano nos campos da hist\u00f3ria pol\u00edtica, eclesi\u00e1stica, econ\u00f4mica, demogr\u00e1fica, administrativa, dos transportes, da \u201ccultura\u201d, das comunica\u00e7\u00f5es, entre outros.<\/p>\n<p>De modo geral, as correntes historiogr\u00e1ficas do s\u00e9culo XIX tinham em comum a valoriza\u00e7\u00e3o das fontes prim\u00e1rias de informa\u00e7\u00e3o. Lei t\u00e1cita dos meios acad\u00eamicos, era necess\u00e1rio ir aos arquivos, selecionar, copiar, provar, ou seja, documentar a pesquisa de modo a compor uma narrativa a mais pr\u00f3xima poss\u00edvel do que \u201crealmente aconteceu\u201d no passado, no caso, desde a origem do munic\u00edpio. Nesse sentido, o \u201cmodelo Bahls\u201d \u00e9 bastante \u201cmoderno\u201d para o seu tempo e lugar. Em sess\u00f5es seguintes, o vereador prop\u00f4s uma <em>heur\u00edstica\u00a0<\/em>dos arquivos que combinasse documentos de origens diversas, escritos e orais, oficiais ou n\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Indico que para se poder fazer o hist\u00f3rico do munic\u00edpio, se pe\u00e7a informa\u00e7\u00f5es \u00e0 C\u00e2mara de Castro o tempo que isto era Bairro e criado Freguesia, ao vig\u00e1rio desta Par\u00f3quia o que lhe tocar, ao Bar\u00e3o de Guara\u00fana, ao Tenente Coronel Manoel Ferreira Ribas, ao Capit\u00e3o Joaquim Ferreira Pinto, Capit\u00e3o C\u00e2ndido Xavier de Almeida e Souza, [ileg\u00edvel] Pedro da Silva Carvalhais a parte que puder e o que souber e possa esclarecer. Pa\u00e7o da C\u00e2mara, 25 de agosto de 1883. Martinho Bahls. Entrando em discuss\u00e3o foi unanimemente aprovada, mandando-se oficiar (<\/em>ATAS DA C\u00c2MARA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, 25\/8\/1883).<\/p>\n<p>Na primeira reuni\u00e3o de 1884, o vereador indicou mais dois membros para compor a lista de informantes:<\/p>\n<p><em>O Sr. vereador Bahls indicou verbalmente que se oficiasse ao Sr. Tenente Coronel Jos\u00e9 Florentino de S\u00e1 Bittencourt, e Diogo Dias Batista, pedindo informa\u00e7\u00f5es para a hist\u00f3ria deste munic\u00edpio.<\/em> (ATAS DA C\u00c2MARA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, 9\/1\/1884)<\/p>\n<p>At\u00e9 onde se sabe, o projeto n\u00e3o vingou.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u25a0<\/p>\n<p>Os Bahls foram a primeira fam\u00edlia de imigrantes alem\u00e3es a estabelecer-se em Ponta Grossa, em 1828. &#8220;Conta o not\u00e1vel linhagista [Francisco Negr\u00e3o] que Martinho Bahls n\u00e3o podendo viver no sert\u00e3o, estabeleceu-se com uma alfaiataria em Ponta Grossa. A\u00ed constituiu a sua fam\u00edlia, vivendo at\u00e9 os 76 anos e sobrevivendo a sua esposa [Marie Louise Axt Bahls], que alcan\u00e7ou a provecta idade de 99 anos&#8221; (LE\u00c3O, 1926, vol. 7, p. 66).<\/p>\n<p>Um dos filhos do casal, Frederico Martinho, nascido em 1829, teve uma trajet\u00f3ria marcante de ascens\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica. Na trilha do pai, come\u00e7ou a vida profissional como alfaiate, mas al\u00e7ava voos maiores. Um bom casamento serviu-lhe de catapulta.<\/p>\n<p>&#8220;Frederico Martinho Bahls [\u2026], nascido em Santo Amaro, casou-se, em 1853, com Ana Perp\u00e9tua, filha do sargento-mor Miguel da Rocha Ferreira Carvalhais, rico fazendeiro e um dos fundadores da freguesia de Ponta Grossa. Da\u00ed, ser a noiva representante de uma das mais influentes e tradicionais fam\u00edlias campesinas. Sendo assim, n\u00e3o demorou muito e Frederico Bahls estava atuando na pol\u00edtica. Em 1855, foi eleito camarista e chegou a Presidente da C\u00e2mara, nas elei\u00e7\u00f5es de 1860 [e em outras tr\u00eas legislaturas]&#8221;\u00a0(PEDROSO, 2001, p. 29; HOLZMANN, 1969, p.48).<\/p>\n<p>Trata-se de um pol\u00edtico que exerceu de fato o poder legislativo e executivo municipal durante vinte e cinco anos. Seguiu tamb\u00e9m carreira na Guarda Nacional, obtendo a patente de tenente; foi pedreiro e carpinteiro (concluiu a constru\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara municipal); atuou em projetos de imigra\u00e7\u00e3o e assentamentos de colonos imigrantes (ocupou, em 1892, o cargo de \u201cencarregado da coloniza\u00e7\u00e3o\u201d no munic\u00edpio.)<\/p>\n<p>Morreu em 1902, aos 73 anos, em Ponta Grossa, sem ver realizado o seu projeto de uma hist\u00f3ria municipal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u25a0<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1880, quando foi proposto e aprovado o projeto de Bahls, as hist\u00f3rias municipais, apesar de raras, n\u00e3o eram uma novidade. No Brasil, essas narrativas aparecem desde o s\u00e9culo XVIII colonial. Em 1872, uma provis\u00e3o de D. Maria I, rainha de Portugal, expedida pelo Conselho Ultramarino, ordenou que todas as c\u00e2maras do Brasil &#8220;criassem um livro, onde fizessem escrever todos os acontecimentos mais not\u00e1veis e dignos de mem\u00f3ria, desde o descobrimento das capitanias at\u00e9 ao presente; e os que fossem sucedendo de ora em diante se escrever\u00e3o anualmente, em virtude dela [&#8230;]&#8221; (SANTOS, 1951, v.1, p.4).<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XIX imperial herdou essa tradi\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. Sobre Paranagu\u00e1, Antonina e Morretes, Ant\u00f4nio Vieira dos Santos, nos meados do s\u00e9culo, escreveu sua trilogia de <em>Mem\u00f3rias Hist\u00f3ricas<\/em>, dedicadas \u00e0s respectivas c\u00e2maras municipais. Sem d\u00favida, a apari\u00e7\u00e3o comparativamente tardia dos primeiros esbo\u00e7os de historiografia dos Campos Gerais explica-se, em parte, pelas diferentes \u201chistoricidades\u201d: as cidades do litoral s\u00e3o mais antigas que as dos planaltos. Havia tamb\u00e9m uma grande defici\u00eancia do ensino p\u00fablico na regi\u00e3o, como de resto em todo o Brasil. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabia ler e escrever. O ensino de hist\u00f3ria (onde existia) era deficiente e fundado na memoriza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados did\u00e1ticos e n\u00e3o na pesquisa rigorosa de fontes. Al\u00e9m disso, inexistia o ensino p\u00fablico de hist\u00f3ria. Em 1875, a C\u00e2mara de Ponta Grossa, em of\u00edcio \u00e0 presid\u00eancia da prov\u00edncia, solicitava a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201ccadeira\u201d de hist\u00f3ria e geografia no principal col\u00e9gio da cidade.<\/p>\n<p><em>Com o t\u00edtulo de Instituto Paranaense, floresce nesta cidade este col\u00e9gio de instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e secund\u00e1ria devido aos \u00fanicos esfor\u00e7os de seu diretor, o Sr. Dr. Agostinho Martins Colares. [\u2026] Por t\u00e3o envergada abnega\u00e7\u00e3o a bem da causa da instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica, pede esta C\u00e2mara a Vossa Senhoria se digne abrig\u00e1-la sob sua valiosa coajuva\u00e7\u00e3o criando uma cadeira de hist\u00f3ria e geografia subvencionada pela Prov\u00edncia.<\/em> (LIVRO DE EXPEDIENTE DA C\u00c2MARA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA, 14\/1\/1875).<\/p>\n<p>Somente nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, os literatos e eruditos locais (cronistas, poetas, jornalistas, memorialistas e mesmo historiadores) come\u00e7aram a escrever e publicar as primeiras \u201chist\u00f3rias\u201d de Ponta Grossa. Essa historiografia assumiu m\u00faltiplas formas, da cr\u00f4nica ao poema \u00e9pico, da \u201creminisc\u00eancia\u201d ao romance hist\u00f3rico, da biografia de \u201cgrandes vultos\u201d a textos propriamente historiogr\u00e1ficos, ou melhor, com pesquisa, cita\u00e7\u00e3o e refer\u00eancia de documentos. \u00c9 vis\u00edvel a influ\u00eancia do \u201cmodelo\u201d de Martinho Bahls n\u00e3o somente na defini\u00e7\u00e3o de per\u00edodos e conte\u00fados da historiografia local, como tamb\u00e9m na perman\u00eancia de determinadas concep\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria herdadas do s\u00e9culo XIX. Mas esse problema carece de pesquisas mais detalhadas.<\/p>\n<p><strong>FONTES<\/strong>:<\/p>\n<p>Atas da C\u00e2mara Municipal de Ponta Grossa \u2013 1883; 1884.<\/p>\n<p>Livro de Expediente da C\u00e2mara Municipal de Ponta Grossa \u20131875.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong>:<\/p>\n<p>ARI\u00c8S, Philippe. <em>O tempo da hist\u00f3ria. <\/em>Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.<\/p>\n<p>CERTEAU, Michel de. <em>A escrita da hist\u00f3ria. <\/em>Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 1982.<\/p>\n<p>HOLZMANN, Gu\u00edsella Vel\u00eada Frey. O aspecto pol\u00edtico na hist\u00f3ria de Ponta Grossa. <em>Minerva.<\/em>Anu\u00e1rio da Faculdade Estadual de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ponta Grossa, n. 3, 1969<\/p>\n<p>LE\u00c3O, Ermelino de. <em>Dicion\u00e1rio Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Paran\u00e1. <\/em>(Suplemento). Curitiba: Impressora Paranaense, 1926, v. 7.<\/p>\n<p>PEDROSO, Maria Lourdes O. <em>De como aconteceu<\/em>: um mergulho na hist\u00f3ria dos Campos Gerais. 2\u00aa ed. Ponta Grossa: Gr\u00e1fica Planeta, 2001.<\/p>\n<p>SANTOS, Ant\u00f4nio Vieira dos.\u00a0<em>Mem\u00f3ria hist\u00f3rica, cronol\u00f3gica, topogr\u00e1fica e descritiva da cidade de Paranagu\u00e1 e seu munic\u00edpio. <\/em>Curitiba: Museu Paranaense, 1951, v. 1.<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>: Antonio Paulo Benatte<\/p>\n<p>Professor Adjunto Departamento de Hist\u00f3ria UEPG<\/p>\n<p><strong>Ano<\/strong>: 2019<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: 2020<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como toda forma de saber, tamb\u00e9m a historiografia tem uma hist\u00f3ria. \u201cA hist\u00f3ria n\u00e3o existe antes do historiador\u201d, diz Philippe Ari\u00e8s (1989, p. 223).\u00a0 Conforme Michel de Certeau (1982, p. 65-119), o discurso historiogr\u00e1fico \u00e9 produto de um lugar\u00a0(uma institui\u00e7\u00e3o social), uma pr\u00e1tica\u00a0(os m\u00e9todos, as t\u00e9cnicas de \u201cestabelecimento das fontes\u201d) e uma escrita\u00a0(um texto, uma&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/856"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=856"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/856\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1100,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/856\/revisions\/1100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}