{"id":169,"date":"2023-07-06T11:37:17","date_gmt":"2023-07-06T14:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/?p=169"},"modified":"2023-07-06T11:37:51","modified_gmt":"2023-07-06T14:37:51","slug":"egresso-da-uepg-e-destaque-mundial-por-descoberta-astronomica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/egresso-da-uepg-e-destaque-mundial-por-descoberta-astronomica\/","title":{"rendered":"Egresso da UEPG \u00e9 destaque mundial por descoberta astron\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"col-padding\">\n<div class=\"heateorSssClear\"><\/div>\n<p><a role=\"link\" href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-47004 lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" data-srcset=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-scaled.jpg 1920w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-272x182.jpg 272w\" data-src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Portrait_3Rings-scaled.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><a role=\"link\" href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-47008 alignleft lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"380\" data-srcset=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1.jpg 1080w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1-272x182.jpg 272w\" data-src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/chrystian-pereira-1.jpg\" data-sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a><\/strong>Ci\u00eancia \u00e9 confirmar e refutar hip\u00f3teses. Uma descoberta astron\u00f4mica liderada por Chrystian Luciano Pereira, egresso do curso de Licenciatura em F\u00edsica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e atual aluno de doutorado no Observat\u00f3rio Nacional, no Rio de Janeiro, foi publicada na\u00a0<a role=\"link\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/article?access=doi&amp;doi=10.1051\/0004-6361\/202346365\">revista Astronomy &amp; Astrophysics Letters<\/a>\u00a0nesta sexta-feira (28). A descoberta de um segundo anel ao redor do Objeto Transnetuniano (50000) Quaoar desafia uma teoria idealizada em 1848, o limite de Roche. A pesquisa de doutorado de Chrystian \u00e9 orientada pelo professor Felipe Braga-Ribas, da Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (UTFPR) e co-orientada pelo professor Marcelo Em\u00edlio, da UEPG.<\/p>\n<p>Quaoar \u00e9 um pequeno planeta que fica al\u00e9m de Netuno, com um di\u00e2metro aproximado de 1110 km, um ter\u00e7o da Lua terrestre. No in\u00edcio do ano, foi descoberto um anel orbitando esse objeto a uma dist\u00e2ncia maior do que a teorizada pelo limite de Roche, e agora a nova descoberta \u00e9 de mais um anel \u201cimposs\u00edvel\u201d. \u201cFoi uma grande surpresa\u201d, relata Chrystian. \u201cIsso implica que Quaoar \u00e9 um sistema mais complexo do que pensamos inicialmente\u201d. Com as for\u00e7as de mar\u00e9 geradas a partir da for\u00e7a gravitacional do planeta, objetos circulando ao seu redor a uma dist\u00e2ncia menor do que a do limite de Roche teriam a tend\u00eancia de se manter no formato de anel e a uma dist\u00e2ncia maior, se aglutinariam em luas.<\/p>\n<p>Uma campanha mundial foi organizada para observar uma oculta\u00e7\u00e3o estelar (quando um objeto do Sistema Solar passa em frente a uma estrela e bloqueia sua luz por alguns instantes), em 09 de agosto de 2022, com o objetivo de obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre Quaoar. Participaram dessa observa\u00e7\u00e3o telesc\u00f3pios amadores e profissionais, como o Gemini Norte e Canad\u00e1-Fran\u00e7a-Hawaii Telescope (CFHT), com di\u00e2metro de 8,1 e 3,6 metros, respectivamente. \u201cA alta performance dos instrumentos acoplados nos telesc\u00f3pios Gemini Norte e CFHT, as cameras \u2018Alopeke e WIRcam, aliada \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o no topo do Mauna Kea, no Hawaii, permitiram a obten\u00e7\u00e3o de curvas de luz com qualidade \u00edmpar\u201d, explicam os pesquisadores.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de an\u00e9is ao redor de corpos do Sistema Solar foi observada pela primeira vez por Galileu Galilei, ao apontar sua luneta para Saturno, em 1610. Depois disso, esse tipo de estrutura foi descoberta ao redor de outros tr\u00eas planetas gigantes: J\u00fapiter, Urano e Netuno. A primeira vez em que an\u00e9is orbitando pequenos corpos no Sistema Solar foram descobertos foi em 2013, ao redor do objeto Centauro (10199) Chariklo. Em 2017, um anel foi descoberto ao redor do planeta-an\u00e3o Haumea.<\/p>\n<p><strong><a role=\"link\" href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-47003 alignleft lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R.png\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"401\" data-srcset=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R.png 787w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R-300x200.png 300w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R-768x512.png 768w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R-272x182.png 272w\" data-src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R.png\" data-sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/a>Quaoar<\/strong><\/p>\n<p>Quaoar \u00e9 o nome do Deus criador da miotologia Togva, um povo nativo norte-americano. O objeto, descoberto em 2002, orbita o Sol no cintur\u00e3o de Kuiper, uma regi\u00e3o de planetesimais (corpos rochosos ou de gelo) que fica al\u00e9m de Netuno \u2013 mesma regi\u00e3o em que est\u00e1 localizado Plut\u00e3o.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es de Quaoar entre 2018 e 2021 resultaram na descoberta de um anel ao redor do objeto, publicada em fevereiro de 2023. Agora, a nova descoberta mostra que o sistema \u00e9 ainda mais complexo, com um segundo anel mais interno ao divulgado no in\u00edcio do ano. A oculta\u00e7\u00e3o estelar permitiu sondar o primeiro anel (preliminarmente nomeado Q1R), revelando uma estrutura estreita confinada, com aproximadamente 5 km de largura e grande profundidade \u00f3ptica, ou seja, bastante densa, e uma regi\u00e3o mais extensa e t\u00eanue, com largura m\u00e9dia de 90 km e menos de 1% da opacidade da regi\u00e3o mais densa. Esse anel fica a cerca de 4060 km de Quaoar. \u201cEsse n\u00facleo estreito do anel \u00e9 cercado por um envelope de material disperso com cerca de 60 km, se assemelhando em estrutura ao anel F de Saturno ou o arco observado nos an\u00e9is de Netuno\u201d, comentam os autores no trabalho.<\/p>\n<p><a role=\"link\" href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R_RocheLimit.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-47002 alignright lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R_RocheLimit.png\" alt=\"\" width=\"564\" height=\"376\" data-srcset=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R_RocheLimit.png 741w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R_RocheLimit-300x200.png 300w, https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R_RocheLimit-272x182.png 272w\" data-src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Quaoar2R_RocheLimit.png\" data-sizes=\"(max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><\/a>O segundo anel (Q2R), descoberto agora, tem cerca de 10 km de largura e est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de Quaoar, a 2520 km do centro do objeto. Essa localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 fora do limite de Roche, dist\u00e2ncia m\u00ednima que pode suportar um objeto em \u00f3rbita ao redor de um corpo de maior densidade sem come\u00e7ar a se desintegrar devido \u00e0 for\u00e7a gravitacional. Esse limite te\u00f3rico, estimado em 1780 km do centro do corpo, foi proposto pelo astr\u00f4nomo franc\u00eas \u00c9douard Roche em 1848. \u201cOutra propriedade interessante e n\u00e3o usual do anel de Quaoar \u00e9 a variabilidade na sua largura e opacidade, sendo muito estreito e denso em uma regi\u00e3o, enquanto t\u00eanue e extenso em outra\u201d, apontam.<\/p>\n<p>\u201cO anel mais externo orbita Quaoar a uma dist\u00e2ncia muito pr\u00f3xima a regi\u00e3o de estabilidade gerada pela resson\u00e2ncia<em>\u00a0spin-\u00f3rbita<\/em>\u00a01:3, significando que enquanto Quaoar completa tr\u00eas rota\u00e7\u00f5es, as part\u00edculas do anel completam uma \u00f3rbita\u201d, explicam os pesquisadores. \u201cJ\u00e1 o anel mais interno se encontra pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o de resson\u00e2ncia<em>\u00a0spin-\u00f3rbita<\/em>\u00a05:7, ou seja, enquanto Quaoar completa sete rota\u00e7\u00f5es, as part\u00edculas do anel completam cinco \u00f3rbitas\u201d. Essa diferen\u00e7a de resson\u00e2ncia pode explicar a diferen\u00e7a na localiza\u00e7\u00e3o dos an\u00e9is e a manuten\u00e7\u00e3o deste anel interno, segundo a pesquisa.\u00a0Outra hip\u00f3tese \u00e9 a de que uma lua ou outros pequenos sat\u00e9lites atuem como \u201cpastores\u201d, criando instabilidades gravitacionais que impedem as part\u00edculas de se juntar e formar outras luas.<\/p>\n<p>Para entender melhor o sistema din\u00e2mico em que Quaoar e seus an\u00e9is se inserem, ser\u00e1 necess\u00e1rio realizar novas observa\u00e7\u00f5es dessas estruturas e determinar de maneira mais precisa a forma de Quaoar. Outra oculta\u00e7\u00e3o estelar est\u00e1 prevista para 13 de maio. \u201cEsse evento envolve uma estrela brilhante e vai ser \u00fatil para restringir melhor o formato de Quaor, al\u00e9m de ser uma boa oportunidade para obter mais detalhes sobre esses dois an\u00e9is not\u00e1veis\u201d, conta Chrystian.<\/p>\n<p><strong>Coopera\u00e7\u00e3o mundial<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho faz parte do projeto \u201cLucky Star\u201d, sob a lideran\u00e7a do pesquisador Bruno Sicardy, do Observat\u00f3rio de Paris (Fran\u00e7a) e foi viabilizado atrav\u00e9s de uma colabora\u00e7\u00e3o mundial envolvendo astr\u00f4nomos profissionais e amadores. Este estudo contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores de diversos institutos internacionais, como: Instituto de Astrof\u00edsica de Andaluc\u00eda (Granada, Espanha), Observat\u00f3rio Nacional (Rio de Janeiro, Brasil), Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 (Curitiba, Brasil), Laborat\u00f3rio Interinstitucional de e-Astronomia (Rio de Janeiro, Brasil), Instituto Espacial da Fl\u00f3rida (Orlando, Fl\u00f3rida), e outros.<\/p>\n<blockquote><p>Texto: Aline Jasper, com informa\u00e7\u00f5es dos pesquisadores \u00a0| Imagens: Divulga\u00e7\u00e3o e Arquivo Pessoal<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ci\u00eancia \u00e9 confirmar e refutar hip\u00f3teses. 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