{"id":224,"date":"2023-07-07T10:15:55","date_gmt":"2023-07-07T13:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/?p=224"},"modified":"2023-07-07T10:15:55","modified_gmt":"2023-07-07T13:15:55","slug":"egressa-da-uepg-realiza-trabalho-sobre-subnotificacao-de-casos-de-estupro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/egressa-da-uepg-realiza-trabalho-sobre-subnotificacao-de-casos-de-estupro\/","title":{"rendered":"Egressa da UEPG realiza trabalho sobre subnotifica\u00e7\u00e3o de casos de estupro"},"content":{"rendered":"<p>A luta pela prote\u00e7\u00e3o de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia ganhou colabora\u00e7\u00e3o da aluna egressa da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Laura Tozetto Goes. Durante trabalho de conclus\u00e3o de curso em Direito, a acad\u00eamica analisou o problema da subnotifica\u00e7\u00e3o do crime de estupro, em busca dos motivos pelos quais as v\u00edtimas n\u00e3o reportam o crime \u00e0s autoridades.<\/p>\n<p>Laura realizou uma pesquisa de campo, por meio de um question\u00e1rio on-line; destinado mulheres cis g\u00eanero; para professoras e alunas matriculadas no ano letivo de 2021 na UEPG, que foram v\u00edtimas de estupro. O objetivo era saber se elas reportaram o crime \u00e0s autoridades respons\u00e1veis. O estudo apontou subnotifica\u00e7\u00e3o do crime, que se deve principalmente \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o e ao julgamento da sociedade, de acordo com Laura.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s an\u00e1lise da amostra coletada, foi poss\u00edvel observar que a maior parte das participantes n\u00e3o reportou o crime \u00e0 pol\u00edcia\u201d, explica a egressa. O motivo mais assinalado foi que a v\u00edtima n\u00e3o reconheceu que passou por um crime de estupro. \u201cEsse crime muitas vezes ocorre pelo fato dessa pessoa ter sofrido a viol\u00eancia quando crian\u00e7a, menor de 14 anos, ou jovem, de 14 a 19 anos\u201d, adiciona.<\/p>\n<p>De acordo com o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (2020), 70,5% das v\u00edtimas de estupro s\u00e3o vulner\u00e1veis. \u201cNessas faixas de idade, provavelmente a maior parte das v\u00edtimas n\u00e3o tem conhecimento suficiente para identificar que aquilo que ocorreu foi uma viol\u00eancia sexual\u201d. O trabalho apontou que a maioria das participantes sentem vergonha ou culpa pelo que ocorreu. \u201cEsse fato possivelmente ocorre devido ao pr\u00f3prio pensamento da sociedade. Dessa forma, a ofendida \u00e9 culpabilizada pelo que ocorreu e sente vergonha de ter sido v\u00edtima\u201d.<\/p>\n<p>O medo de que n\u00e3o acreditem no seu relato foi o terceiro motivo mais colocado pelas participantes da pesquisa. \u201cIsso pode ocorrer pelo fato de que existe uma vis\u00e3o de um homem estuprador como um monstro, uma pessoa doente, violenta, sozinha. Ent\u00e3o quando aquela mulher afirma que o indiv\u00edduo a estuprou, a popula\u00e7\u00e3o tende a olhar a vida pregressa do agressor, seu trabalho, seu visual, sua fam\u00edlia e percebem que ele \u00e9 algu\u00e9m \u2018normal\u2019 e que a princ\u00edpio nunca faria isso\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas sobre o trabalho, sem identifica\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas, est\u00e3o dispon\u00edveis em arquivo<a role=\"link\" href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1puneU9nkKng9X32TOmy3sX4WebIy9rOR\/view?usp=sharing\">\u00a0aqui<\/a>.<\/p>\n<blockquote><p>Texto: J\u00e9ssica Natal | Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta pela prote\u00e7\u00e3o de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia ganhou colabora\u00e7\u00e3o da aluna egressa da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Laura Tozetto Goes. Durante trabalho de conclus\u00e3o de curso em Direito, a acad\u00eamica analisou o problema da subnotifica\u00e7\u00e3o do crime de estupro, em busca dos motivos pelos quais as v\u00edtimas n\u00e3o reportam o crime&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":661,"featured_media":225,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/661"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=224"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":226,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions\/226"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}