{"id":506,"date":"2026-04-02T11:02:20","date_gmt":"2026-04-02T14:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/?p=506"},"modified":"2026-04-02T11:04:28","modified_gmt":"2026-04-02T14:04:28","slug":"egresso-da-uepg-conheceu-40-paises-morou-em-seis-e-se-tornou-professor-na-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/egresso-da-uepg-conheceu-40-paises-morou-em-seis-e-se-tornou-professor-na-franca\/","title":{"rendered":"Egresso da UEPG conheceu 40 pa\u00edses, morou em seis e se tornou professor na Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A jornada de Daniel Malanski at\u00e9 se tornar professor universit\u00e1rio em Lyon, na Fran\u00e7a, exigiu compromisso, dedica\u00e7\u00e3o e muitos quil\u00f4metros rodados. Afinal, as escolhas de vida do professor fizeram ele conhecer cerca de 40 pa\u00edses e morar em seis: Brasil, Irlanda, Su\u00e9cia, Hong Kong, Espanha e Fran\u00e7a. Mas, antes de tudo isso, Daniel iniciou sua hist\u00f3ria no Paran\u00e1. Nascido em Curitiba, o professor tem uma longa hist\u00f3ria com a cidade de Ponta Grossa e, em 2002, ele foi aprovado no vestibular e iniciou a gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).<\/p>\n<div id=\"attachment_112736\" style=\"width: 453px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-2-scaled.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-112736\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-112736\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"443\" height=\"332\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-112736\" class=\"wp-caption-text\">Daniel (ao centro), com Rafael Kondlatsch e Jeferson Augusto na UEPG (2003)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s concluir o curso de Jornalismo, a carreira de Daniel buscou novos ares. Ele seguiu para a Europa, onde concluiu seu mestrado em Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>e M\u00eddia na Universidade de Estocolmo, na Su\u00e9cia. Em seguida, foi at\u00e9 Hong Kong, onde trabalhou como assistente de pesquisa s\u00eanior na City University of Hong Kong. Em Taipei, capital de Taiwan, ele conheceu sua orientadora da Sorbonne Nouvelle &#8211; Universidade em Paris. \u201cFoi em uma confer\u00eancia que conheci a minha orientadora, a professora Catherine Bertho-Lavenir. Meu doutorado foi realizado em regime de cotutela entre a Sorbonne, onde obtive o t\u00edtulo de doutor em Hist\u00f3ria Cultural, e a Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona, onde obtive o t\u00edtulo de doutor em Comunica\u00e7\u00e3o Audiovisual\u201d, conta Daniel. Mesmo rodando o mundo, Daniel n\u00e3o abandonou o Brasil \u2013 afinal, o pa\u00eds \u00e9 a base de suas pesquisas acad\u00eamicas.<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-5-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-112739\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-5-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A tese do professor \u00e9 baseada nas representa\u00e7\u00f5es do Brasil \u2013 enquanto territ\u00f3rio, Estado e na\u00e7\u00e3o \u2013 nas exposi\u00e7\u00f5es universais do s\u00e9culo XIX e a forma como as representa\u00e7\u00f5es foram renegociadas em megaeventos esportivos do s\u00e9culo XXI, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Ol\u00edmpicos de 2016. O interesse pelo tema sempre esteve com Daniel, que acompanha desde muito cedo as cerim\u00f4nias de aberturas dos Jogos Ol\u00edmpicos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como tema de pesquisa, a ideia surgiu durante os Jogos de Londres, em 2012, quando era assistente de pesquisa do professor Walter Mignolo, em Hong Kong. &#8220;Nesse contexto, trabalh\u00e1vamos com perspectivas decoloniais, que questionam a forma como a narrativa hist\u00f3rica \u00e9 frequentemente constru\u00edda a partir de um ponto de vista euroc\u00eantrico, no qual determinados grupos s\u00e3o invisibilizados e no qual ideias como modernidade, progresso e desenvolvimento funcionam como modelos normativos \u2013 tendo a Europa como refer\u00eancia\u201d, explica o professor.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a conclus\u00e3o do doutorado, ele utilizou o mesmo m\u00e9todo de an\u00e1lise e referenciais te\u00f3ricos para outras cerim\u00f4nias. Foi ent\u00e3o que Daniel elaborou um projeto que foi selecionado pelo Irish Research Council. &#8220;Ao longo de dois anos, desenvolvi a pesquisa entre idas e vindas entre Dublin (Irlanda) \u2013 onde realizei meu p\u00f3s-doutorado \u2013, Lyon (Fran\u00e7a), onde j\u00e1 residiam minha esposa e meus filhos, e Lausanne (Su\u00ed\u00e7a), onde se encontra a biblioteca de estudos ol\u00edmpicos do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional\u201d, explica. O resultado desse trabalho foi o livro <i>Olympic Opening Ceremonies: Memories and Modernity<\/i> (Cerim\u00f4nias de Abertura das Olimp\u00edadas: Mem\u00f3ria e Modernidade, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<span class=\"Apple-converted-space\"> <a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-6-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-112740 alignright\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-6-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O livro prop\u00f5e olhar para os Jogos Ol\u00edmpicos como uma lente atrav\u00e9s da qual \u00e9 poss\u00edvel observar quest\u00f5es globais mais amplas (como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, tens\u00f5es geopol\u00edticas, desigualdades sociais e transforma\u00e7\u00f5es culturais). Ao mesmo tempo, ele mostra que, embora os Jogos sejam um evento global, as cerim\u00f4nias de abertura carregam fortes refer\u00eancias locais, o que permite compreender como culturas espec\u00edficas se inserem, ou s\u00e3o moldadas, por din\u00e2micas globais\u201d, defende o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para ele, as cerim\u00f4nias n\u00e3o devem ser vistas como entretenimento ou celebra\u00e7\u00f5es culturais, mas como constru\u00e7\u00f5es organizadas que carregam mensagens sobre pol\u00edtica, identidade e ideologia. &#8220;As escolhas est\u00e9ticas \u2013 os s\u00edmbolos, as performances, os temas \u2013 refletem rela\u00e7\u00f5es de poder, indicando quem fala, quem \u00e9 visibilizado e quem permanece invis\u00edvel. Isso abre espa\u00e7o para refletir sobre debates contempor\u00e2neos ligados a minorias, diversidade e pertencimento\u201d, explica Daniel.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para chegar ao seu atual espa\u00e7o como professor da Universidade de Lyon, Daniel reconhece a import\u00e2ncia da UEPG e do curso de Jornalismo. &#8220;O curso de Jornalismo da UEPG foi determinante na minha trajet\u00f3ria. Tive a oportunidade de aprender com professores como Silvio Demetrio, Leandro Marshall, Sergio Gadini, Karina Janz Woitowicz e Vanessa Zappia, entre outros. Suas aulas contribu\u00edram decisivamente para a minha forma\u00e7\u00e3o, despertando o interesse em compreender o mundo e os diferentes contextos sociais em que estamos inseridos, e em refletir sobre os modos pelos quais narrativas s\u00e3o constru\u00eddas e disputadas\u201d, explica. Ele relembra tamb\u00e9m que, durante a gradua\u00e7\u00e3o, realizou est\u00e1gio na pr\u00f3pria assessoria da Universidade, entre 2004 e 2005.<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-4-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-112738 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-4-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"455\" height=\"341\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, Daniel trabalha na Faculdade de Ci\u00eancias do Esporte, onde ministra disciplinas de Hist\u00f3ria do Esporte, Geopol\u00edtica e Comunica\u00e7\u00e3o, tanto na gradua\u00e7\u00e3o quanto na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m atua como professor visitante na Academia Ol\u00edmpica Internacional, bra\u00e7o acad\u00eamico do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional, em Ol\u00edmpia, na Gr\u00e9cia. Nesse contexto, leciona para estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de diferentes partes do mundo, abordando a hist\u00f3ria, o impacto e o significado sociocultural das cerim\u00f4nias ol\u00edmpicas.<\/p>\n<p><strong>Vida pessoal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Daniel visita sua fam\u00edlia no Brasil a cada dois anos, aproximadamente. &#8220;Como temos filhos em idade escolar e leciono na universidade, torna-se dif\u00edcil conciliar a agenda de todos e encontrar o melhor momento para viajar\u201d, explica. Daniel casou com Ol\u00edvia, uma francesa, e juntos t\u00eam dois filhos que s\u00e3o franceses e brasileiros. &#8220;A maior parte da minha fam\u00edlia mora em Curitiba \u2013 meus pais se mudaram para l\u00e1 na d\u00e9cada de 1970, e o restante da fam\u00edlia foi se transferindo a partir dos anos 2000. Por isso, faz tempo que n\u00e3o vou a Ponta Grossa. Tamb\u00e9m tenho um irm\u00e3o em Bras\u00edlia e uma irm\u00e3 em Gotemburgo, na Su\u00e9cia\u201d, conta Daniel.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-112735\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Daniel-Malanski-1-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a>O livro<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro &#8220;Olympic Opening Ceremonies: Memory and Modernity&#8221;, publicado pela editora brit\u00e2nica Routledge (Londres), est\u00e1 prestes a completar um ano e dever\u00e1 ganhar em breve uma edi\u00e7\u00e3o em brochura, mais acess\u00edvel. De acordo com levantamento realizado via <em>WorldCat<\/em>, a obra encontra-se atualmente dispon\u00edvel em 109 bibliotecas universit\u00e1rias, distribu\u00eddas por diferentes continentes. Entre elas, bibliotecas de institui\u00e7\u00f5es como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), assim como a Columbia University, New York University, University of Illinois, Universit\u00e9 de Montr\u00e9al, McGill University, University of Amsterdam, University of Edinburgh, University of Glasgow, al\u00e9m da biblioteca do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional, em Lausanne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A hist\u00f3ria com a UEPG<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A rela\u00e7\u00e3o de Daniel com a cidade e a UEPG \u00e9 anterior a sua entrada no curso de gradua\u00e7\u00e3o. Seu av\u00f4 paterno, o professor Eug\u00eanio Malanski, lecionou no Departamento de Geografia, chegando a ser nome do centro acad\u00eamico do curso na \u00e9poca. Atualmente, o nome do professor Eug\u00eanio Malanski tamb\u00e9m \u00e9 um Col\u00e9gio Estadual localizado na Rua Santa M\u00f4nica.<\/p>\n<blockquote><p>Texto: Andr\u00e9 Packer | Fotos: Arquivo pessoal<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornada de Daniel Malanski at\u00e9 se tornar professor universit\u00e1rio em Lyon, na Fran\u00e7a, exigiu compromisso, dedica\u00e7\u00e3o e muitos quil\u00f4metros rodados. Afinal, as escolhas de vida do professor fizeram ele conhecer cerca de 40 pa\u00edses e morar em seis: Brasil, Irlanda, Su\u00e9cia, Hong Kong, Espanha e Fran\u00e7a. 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