{"id":525,"date":"2026-06-01T13:14:03","date_gmt":"2026-06-01T16:14:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/uepg-integra-estudo-sobre-trajetorias-academicas-e-evasao-nas-universidades-estaduais-do-parana\/"},"modified":"2026-06-01T13:14:03","modified_gmt":"2026-06-01T16:14:03","slug":"uepg-integra-estudo-sobre-trajetorias-academicas-e-evasao-nas-universidades-estaduais-do-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/egressos\/uepg-integra-estudo-sobre-trajetorias-academicas-e-evasao-nas-universidades-estaduais-do-parana\/","title":{"rendered":"UEPG integra estudo sobre trajet\u00f3rias acad\u00eamicas e evas\u00e3o nas universidades estaduais do Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo desenvolvido pelas sete universidades estaduais do Paran\u00e1 analisou trajet\u00f3rias acad\u00eamicas e evas\u00e3o estudantil ao longo de mais de uma d\u00e9cada. A pesquisa, realizada por encomenda governamental da Secretaria da Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior do Paran\u00e1 (Seti), <span>com <\/span>investimento do Fundo Paran\u00e1, identificou redu\u00e7\u00e3o nos \u00edndices de evas\u00e3o e apontou fatores relacionados \u00e0 perman\u00eancia dos estudantes na gradua\u00e7\u00e3o. Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), os dados revelam menor evas\u00e3o entre mulheres e estudantes beneficiados por pol\u00edticas de cotas, e maior evas\u00e3o nos anos iniciais da gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados integram o e-book <em>Trajet\u00f3rias acad\u00eamicas e evas\u00e3o: um estudo multic\u00eantrico nas universidades estaduais do Paran\u00e1<\/em>, organizado pelos pesquisadores S\u00e9rgio Carrazedo Dantas e Suzana Pereira do Prado. A obra, que foi apresentada em reuni\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Paranaense das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior P\u00fablico (Apiesp), re\u00fane an\u00e1lises realizadas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Paran\u00e1 (Unespar), Universidade Estadual do Norte do Paran\u00e1 (UENP), Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 (Unioeste) e UEPG. O livro est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente para download no <a href=\"https:\/\/editoraarquetipos.com.br\/produto\/trajetorias-academicas-e-evasao-um-estudo-multicentrico-nas-universidades-estaduais-do-parana\/\">site da Editora Arqu\u00e9tipos<\/a>, respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-pm-slice=\"0 0 []\">Na UEPG, a pesquisa contou com uma equipe formada por um coordenador, um bolsista graduado e tr\u00eas bolsistas de gradua\u00e7\u00e3o, com apoio da Pr\u00f3-Reitoria de Gradua\u00e7\u00e3o (Prograd) e da Comiss\u00e3o Permanente de Sele\u00e7\u00e3o (CPS). O grupo analisou dados fornecidos pela Prograd e pelo N\u00facleo de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (NTI), abrangendo 19 processos seletivos realizados entre 2012 e 2022, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas de 24 mil estudantes matriculados em cursos presenciais entre 2010 e 2022. Para o estudo, a evas\u00e3o ocorre quando o aluno abandona definitivamente ou \u00e9 desligado da institui\u00e7\u00e3o sem concluir a gradua\u00e7\u00e3o, exclu\u00eddos os casos de falecimento.<\/p>\n<p>Os dados de 2010 a 2022 mostram que h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de estudantes evadidos no Sistema Estadual de Ensino Superior do Paran\u00e1, que atingem o menor percentual em 2022, com 30,5%. Na UEPG, a taxa m\u00e9dia de evas\u00e3o nesse per\u00edodo foi de 29,39%, o que significa que aproximadamente tr\u00eas em cada dez estudantes interrompem o percurso formativo antes de concluir a gradua\u00e7\u00e3o. Esse percentual se alinha \u00e0s m\u00e9dias nacionais observadas em universidades p\u00fablicas, que segundo dados de 2022 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) variam entre 20% e 40%, dependendo da \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o, do tipo de institui\u00e7\u00e3o e da modalidade de ensino.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa_29\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_29.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa_24\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_24.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n<p>Coordenador da equipe da UEPG, o professor Erivelton Fontana De Laat destaca o car\u00e1ter pioneiro do estudo. \u201c<span>Existiam trabalhos acad\u00eamicos que analisam a evas\u00e3o de um curso espec\u00edfico, mas estudar uma universidade inteira j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil. Fazer isso em uma rede de sete universidades \u00e9 um trabalho in\u00e9dito no Brasil, nenhuma tinha ido t\u00e3o a fundo antes. \u00c9 um trabalho de repercuss\u00e3o para outras universidades, e a gente tem recebido muitos elogios de outras redes estaduais de ensino superior\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p>Entre os resultados obtidos est\u00e1 a predomin\u00e2ncia feminina nas matr\u00edculas da UEPG (55,43% a 44,57%), o que reflete uma tend\u00eancia nacional de feminiza\u00e7\u00e3o do ensino superior, conforme dados do Inep. Observa-se tamb\u00e9m maior evas\u00e3o entre homens (35,50% a 25,45%), um fen\u00f4meno que o livro aponta que pode estar associado \u00e0 inser\u00e7\u00e3o precoce no mercado de trabalho e \u00e0 press\u00e3o cultural do papel de provedor. \u201cUma coisa interessante \u00e9 que os dados apontam que as mulheres j\u00e1 s\u00e3o maioria entre os alunos no sistema estadual de ensino superior. E elas evadem menos, mesmo tendo muitas vezes mais tarefas, e aqui a gente est\u00e1 falando desde mulheres de 17 anos at\u00e9 acad\u00eamicas com mais de 60 anos de idade. Porque a gente pensava que por ter mais matr\u00edculas de mulheres, teria mais evas\u00e3o. \u00c9 o contr\u00e1rio. Tem menos matr\u00edculas de homens e mais evas\u00e3o de homens. Esse foi um dado que a gente n\u00e3o esperava, e nas sete universidades apareceu isso\u201d, comenta Erivelton.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m demonstra que os cotistas de escola p\u00fablica apresentam menor taxa de evas\u00e3o (26,08%) do que os n\u00e3o cotistas (28,62%), embora ainda existam desigualdades entre os grupos benefici\u00e1rios. Para Erivelton, um dos principais m\u00e9ritos da investiga\u00e7\u00e3o foi permitir uma an\u00e1lise baseada em evid\u00eancias. \u201cFoi um trabalho muito importante para a gente sair do senso comum. Por exemplo, a gente mostra que os estudantes cotistas, tendo condi\u00e7\u00f5es de permanecer, eles permanecem, o que ratifica a posi\u00e7\u00e3o de que pol\u00edticas de perman\u00eancia s\u00e3o importantes. A partir do momento em que as pessoas t\u00eam uma bolsa de qualquer natureza, seja de pesquisa, extens\u00e3o, monitoria, elas t\u00eam essa viabilidade de permanecer, e n\u00e3o v\u00e3o debandar para voltar ao mundo do trabalho sem forma\u00e7\u00e3o. Os n\u00fameros mostram isso\u201d, afirma. O professor destaca a cria\u00e7\u00e3o da Pr\u00f3-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) da UEPG, em dezembro de 2018, como um dos fatores que influenciaram essa tend\u00eancia. \u201cA <span>Prograd da UEPG j\u00e1 tinha estrat\u00e9gias para vencer a evas\u00e3o, como preencher <\/span><span>as vagas remanescentes, ent\u00e3o isso ajudou, mas a partir de 2019, os dados de evas\u00e3o melhoraram, apesar da pandemia\u201d, observa.<\/span><\/p>\n<p>Segundo Erivelton, a UEPG enfrentou um desafio adicional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais universidades, j\u00e1 que parte das informa\u00e7\u00f5es analisadas ainda n\u00e3o estava digitalizada. \u201cN\u00f3s tivemos um problema que as outras universidades n\u00e3o tiveram, porque elas j\u00e1 tinham as informa\u00e7\u00f5es informatizadas. A gente n\u00e3o tinha, at\u00e9 2018. Ent\u00e3o os acad\u00eamicos precisaram buscar documentos f\u00edsicos e transcrever informa\u00e7\u00f5es para o banco de dados, como os question\u00e1rios socioecon\u00f4micos dos vestibulandos\u201d, relata. De acordo com o professor, a recupera\u00e7\u00e3o desse material exigiu um trabalho manual de organiza\u00e7\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o de registros produzidos ao longo de v\u00e1rios anos. \u201cEra um processo meio arcaico, n\u00e3o tinha sistema que dialogasse entre si. Foi um trabalho bra\u00e7al que as outras universidades n\u00e3o precisaram fazer. Na UEPG isso melhorou basicamente de 2019 pra c\u00e1\u201d, completa.<\/p>\n<p data-pm-slice=\"0 0 []\">Al\u00e9m da an\u00e1lise dos dados institucionais, o projeto realizou uma pesquisa de campo com estudantes do ensino m\u00e9dio da rede estadual. Por meio de question\u00e1rios aplicados em col\u00e9gios selecionadas por amostragem, os pesquisadores buscaram compreender os fatores que influenciam a decis\u00e3o de ingressar ou n\u00e3o no ensino superior. Segundo Erivelton, os resultados ajudam a compreender as expectativas dos jovens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 universidade e complementam as an\u00e1lises sobre ingresso e perman\u00eancia estudantil.<\/p>\n<p><strong>Segunda etapa<\/strong><\/p>\n<p data-pm-slice=\"0 0 []\">O estudo alcan\u00e7ou os objetivos relacionados ao ingresso e \u00e0 perman\u00eancia dos estudantes, mas os pesquisadores encontraram dificuldades para analisar a trajet\u00f3ria dos egressos ap\u00f3s a conclus\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o. Segundo Erivelton, o desafio foi comum \u00e0s sete universidades participantes da pesquisa. \u201cEsse \u00e9 um problema mundial, quando a gente vai analisar a refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica. Talvez a It\u00e1lia seja o pa\u00eds que trabalhe melhor com a quest\u00e3o do egresso, mas l\u00e1 tem um setor espec\u00edfico pra isso, a gente n\u00e3o tem isso no Brasil\u201d, explica.<\/p>\n<p data-pm-slice=\"0 0 []\">A dificuldade tamb\u00e9m se refletiu nas tentativas realizadas durante a pesquisa. De acordo com o professor, um dos obst\u00e1culos \u00e9 a aus\u00eancia de mecanismos permanentes de contato com os ex-alunos. \u201cO retorno \u00e9 muito baixo. <span>O Brasil n\u00e3o tem essa vincula\u00e7\u00e3o com o egresso, \u00e9 um aspecto cultural nosso, diferente dos Estados Unidos e da Europa. Aqui o<\/span> egresso sai da universidade e muitas vezes o \u00faltimo contato \u00e9 na cola\u00e7\u00e3o de grau. As pesquisas mostram que as pessoas mudam muito de e-mail ao longo dos anos no Brasil, e quando deixam de usar o e-mail institucional e a gente perde esse v\u00ednculo. Ent\u00e3o, o nosso \u00faltimo sinal de vida com ele seria o telefone. Agora, sistematizar isso \u00e9 complexo\u201d, afirma. Diante desse cen\u00e1rio, agora os pesquisadores buscam alternativas para identificar as trajet\u00f3rias profissionais dos formados. \u201cO desafio da segunda etapa do projeto \u00e9 justamente o egresso. Foi o ponto que a gente n\u00e3o conseguiu dar conta no primeiro estudo\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p data-pm-slice=\"0 0 []\">Texto: Jo\u00e3o Pizani | Fotos: Aline Jasper<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reitores-e-secretario-seti-mai-26-aline-jasper-baixa_1\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reitores-e-secretario-seti-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_1.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa_25\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_25.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa_26\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_26.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa_23\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_23.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa_11\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA_11.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.uepg.br\/livro-trajetorias-academicas\/reuniao-apiesp-mai-26-aline-jasper-baixa\/\"><img loading=\"lazy\" width=\"1920\" height=\"1280\" src=\"https:\/\/www.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/reuniao-apiesp-mai-26-Aline-Jasper-BAIXA.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo desenvolvido pelas sete universidades estaduais do Paran\u00e1 analisou trajet\u00f3rias acad\u00eamicas e evas\u00e3o estudantil ao longo de mais de uma d\u00e9cada. 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