“Retratista precisa gostar de gente”: fotojornalista relata experiências pessoais ao registrar a sociedade

Em Oficina de Fotojornalismo no VII Ciclo Descomemorar Golpes, Karime Xavier compartilha vivências fotográficas

Por: Guilherme Roza

Na última terça-feira (7), uma Oficina de Fotojornalismo ministrada pela fotojornalista e artista visual, Karime Xavier, e organizada pelo Projeto de Extensão Lente Quente do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), foi realizada na sétima edição do Ciclo Descomemorar Golpes, iniciativa que tem como objetivo recordar momentos da história que impactaram na democracia e direitos humanos do Brasil.  

Karime atua na Folha de S.Paulo desde 2005 e publicou nos principais veículos do país, como a Revista Veja, Carta Capital e Isto É. Durante a oficina, a profissional mostrou fotografias de sua autoria, que variam desde fotos de figuras famosas a retratos da realidade de crianças em comunidades, relatando as experiências do processo de produção de cada uma e a abordagem com diferentes públicos.

A fotógrafa expôs que, em seus registros, buscou fugir do convencional, utilizando perspectivas pouco exploradas para composição. Alguns de seus trabalhos funcionam como crítica social, denunciando invisibilidades e dando protagonismo a grupos frequentemente marginalizados. Em 2017, ao viajar para Bahia, por exemplo, retratou pessoas em situações de trabalho análogo à escravidão. Confira as imagens aqui.

A jornalista expressa o impacto e importância da fotografia. “A fotografia impacta mostrando. Ela simplesmente mostra, nua e cruamente, o tempo que a gente vive. Ela é um documento rico, importante e bonito do que está acontecendo com a humanidade”, afirmou.

Karime mostra fotos de projeto realizado com pacientes em tratamento do câncer de mama. Foto: Guilherme Roza

Emanuelle Pasqualotto, extensionista do Lente Quente, comentou sobre a experiência de receber uma renomada profissional da área no evento. “A visita da Karime tocou na minha percepção sobre fotojornalismo. É sempre muito rico para nós, que estamos na graduação, receber profissionais para aguçar nosso olhar. Ela faz com que enxerguemos a realidade social de outra forma através das lentes, algo necessário para compreendermos sobre a realidade de outras pessoas”, relatou.

Outra oficina de fotojornalismo ocorreu na quinta-feira (9), e teve como convidado o educador e jornalista visual, André Rodrigues. Durante a semana, a programação do VII Ciclo Descomemorar Golpes, incluiu mais oficinas, exposições, painéis, mostra de documentários, entrevistas, e na próxima segunda-feira (13) será seu encerramento com lançamentos editoriais e uma conferência final.


                            
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