Oficina de fotojornalismo destaca a força da imagem como registro, memória e resistência

Por Celyne Stefani 

Na tarde da última quinta-feira (09), o jornalista e educador André Rodrigues ministrou a oficina e bate-papo “Para que serve uma fotografia?”, atividade que integra a programação do VII Ciclo Descomemorar Golpes. O encontro, que aconteceu no miniauditório do curso de Direito da UEPG, reuniu estudantes e professores do curso de Jornalismo em um momento de troca, reflexão e debate sobre o papel da imagem na contemporaneidade.

Ao longo da oficina, André Rodrigues compartilhou experiências de sua trajetória profissional, abordou desde coberturas internacionais, como as eleições presidenciais no Paraguai, até acontecimentos marcantes no Brasil, como o cenário político de 2014 e as manifestações durante o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A partir dessas vivências, o fotógrafo evidenciou como o olhar e o planejamento são fundamentais para a construção de narrativas visuais consistentes.

Além disso, Rodrigues apresentou trabalhos relacionados ao movimento punk, às pichações e às mensagens políticas presentes no espaço urbano e destacou como a fotografia pode atuar como ferramenta de registro e também de interpretação crítica da realidade.

Foto: Celyne Stefani

A oficina girou em torno da pergunta “Para que serve uma fotografia?”. A questão,levou a reflexões sobre o trabalho profissional e também o hábito automático de tirar fotos hoje em dia. A conclusão é que a imagem nunca é neutra, mas sim um ato de vontade, reforçado pela frase do jornalista: “Quem tem uma câmera, tem direito de lutar por uma causa”.

Mais do que uma atividade prática, a oficina se mostrou necessária diante de um cenário marcado pela saturação visual. Em um contexto de excesso de imagens, pensar a fotografia torna-se um exercício essencial. Durante a conversa, foi destacado que a fotografia, hoje mais do que nunca, cumpre múltiplas funções: atesta fatos, denuncia, evidencia, narra, recupera memórias e registra a vida cotidiana. Nesse sentido, discutir seus usos e significados é também refletir sobre responsabilidade, intenção e impacto.

O VII Ciclo Descomemorar Golpes termina nesta segunda-feira (13), com os lançamentos editoriais e a conferência de encerramento. Desde o dia 6, foram realizadas atividades diversas como palestras, exibição de documentários, exposições, entrevistas e oficinas.

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