5 ° Painel de Autismo: Evento promovido pela Prae e Progesp

Segundo o Psicólogo William Rosa, para uma Universidade ser cada vez mais inclusiva é necessário a escuta, o diálogo e relacionamentos saudáveis

Por Lucas Barbato

O Evento 5° Painel Sobre Autismo, ocorreu na quinta-feira dia 16 de abril, promovido pela PRAE e pela PROGESP, na UEPG. A quinta edição teve como tema principal “A Pessoa com TEA no ensino superior: um processo em construção”.  O painel contou com a participação da psicóloga clínica Daniela Perini Rigotti, especializada em Reabilitação Neuropsicológica, que falou sobre o autismo na universidade, o entendimento da validação e a construção de relações inclusivas. A advogada e Professora de Direito da UEPG, Gislaine Rocha Simões da Silva, também integrou a mesa e em sua fala abordou a cidadania inclusiva, com foco na previsão legal à inclusão da pessoa autista no mercado de trabalho. 

O evento contou também com a palestra ministrada pelo psicólogo que faz parte da Diretoria de Ações Afirmativas de Diversidade da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, William Rosa. Ele destacou o evento como um convite à reflexão e ao fortalecimento do compromisso com a  inclusão social. “O evento do painel autismo, já teve 4 edições anteriores, com um foco mais nos estudantes, promovido pela Prae. Porém na quinta edição decidimos expandir, porque estamos em um contexto de Universidade, que não se restringe apenas aos alunos”, destaca. 

A quinta edição foi focada na expansão, além dos estudantes, houve presença de funcionários, técnicos de laboratório e técnicos de outras áreas. William conclui que o objetivo foi “trazer conscientização do que é o transtorno do espectro autista e sobre o que não é o espectro autista e como podemos construir uma universidade cada vez mais inclusiva”, declara. 

Para o Estudante de Agronomia Hiago, o painel é importante “ pois traz na prática um debate com relatos de palestrantes e estudantes, com finalidade de abranger um público amplo, não somente quem é autista, para os acadêmicos  ter uma noção embasada no tema que é relevante para a diversidade e inclusão acadêmica”. 

Para a Psicológa Daniela é preciso cuidar dos relacionamentos pois “ se as pessoas souberem se comunicar, dialogar e entender o funcionamento do outro, vamos construir uma sociedade com relações saudáveis”, destaca. 

 A advogada Gislaine  explica a importância das tecnologias assistivas: “ela é um dos mecanismos e  uma das formas de trabalhar as barreiras que muitas vezes podem ser pelo comprometimento físico, mas também pelos sensoriais, intelectuais e mentais”. A advogada concluiu dizendo que “ a tecnologia assistiva é uma adaptação que envolve a metodologia que pode ser tanto para o uso das tecnologias  quanto para a parte escrita por digitações”. 


                

 

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