VII Ciclo Descomemorar Golpes revive memórias da ditadura

Evento propõe espaços de reflexão sobre governos autoritários na América Latina

Por Julia Smaka

Com a finalidade de discutir criticamente os impactos da ditadura militar e de outros atentatos à democracia não apenas no Brasil, mas em outros países da América Latina, teve início na manhã desta segunda (6) a sétima edição do Ciclo Descomemorar Golpes. O evento é organizado pelo projeto de extensão Combate à Desinformação nos Campos Gerais, juntamente com outros projetos, cursos e programas de pós-graduação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), e conta com a participação de professores, estudantes e integrantes de movimentos sociais.

 

Além de palestras, também são oferecidas oficinas, exposições de fotojornalismo, exibição de documentários e espaços de diálogo com especialistas e participantes de entidades da sociedade. 

 

O primeiro dia de palestras teve a presença do Dr. Aníbal Pozzo, da Universidad del Este (Paraguai), da jornalista Daniela Neves (Unioeste), dos militantes argentinos Diego Castaño e Hermínio Chabrol e de Ana Barnes, uma ativista da organização Abuelas de Plaza de Mayo, cujo objetivo é localizar bebês e crianças sequestrados ou desaparecidos durante a ditadura militar argentina e devolvê-los a suas famílias biológicas. 

Palestrantes mostram seus livros na abertura do Descomemorar Golpes por: Julia Smaka

 

Também foi realizada, nesta segunda, uma oficina ministrada pela historiadora e mestranda em História Política pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maria Victória Klosienski, sobre arquivos revelados da ditadura militar argentina.

 

Como parte das atividades culturais, foram inauguradas exposições fotográficas que estão disponíveis no hall do Departamento de Jornalismo. A mostra Ditadura Nunca Mais, pelo expositor Narciso Pires, militante dos direitos humanos, apresenta fotos e conta a história de presos, torturados e desaparecidos políticos. A equipe do projeto Lente Quente foi responsável pela organização da exposição Terra, de Sebastião Salgado, em acervo disponibilizado pelo professor Régis Clemente.

 

O evento segue com atividades até o dia 13 de abril nos campi Central e Uvaranas, com inscrições gratuitas. 

 
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