{"id":1039,"date":"2019-04-23T16:05:13","date_gmt":"2019-04-23T19:05:13","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=1039"},"modified":"2019-04-23T16:05:13","modified_gmt":"2019-04-23T19:05:13","slug":"o-jornalismo-tradicional-nao-trata-corretamente-as-questoes-de-genero-afirma-jornalista-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/o-jornalismo-tradicional-nao-trata-corretamente-as-questoes-de-genero-afirma-jornalista-argentina\/","title":{"rendered":"\u201cO jornalismo tradicional n\u00e3o trata corretamente as quest\u00f5es de g\u00eanero\u201d, afirma jornalista argentina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuando o jornalista percebe o trauma que um abuso provoca na v\u00edtima, passa a ter cuidado em como noticia\u201d, reflete a jornalista argentina Lenny C\u00e1cere, fundadora do site <a href=\"https:\/\/diariofemenino.com.ar\/\">Diario Digital Femenino<\/a> e membro da <a href=\"http:\/\/www.redperiodistasgenero.org\/\">Red Internacional de Periodistas con Visi\u00f3n de G\u00e9nero<\/a>. Para ela, a m\u00eddia tradicional ainda n\u00e3o sabe trabalhar a quest\u00e3o de g\u00eanero e reproduz injusti\u00e7as, preconceitos e senso comum no discurso jornal\u00edstico.<br \/>\nC\u00e1cere cita duas formas para os meios jornal\u00edsticos trabalharem com a quest\u00e3o de g\u00eanero. A primeira \u00e9 chamar os acontecimentos pelo o que eles s\u00e3o, como por exemplo, ao relatar um assassinato, n\u00e3o escrever \u201cuma mulher foi encontrada morta\u201d, mas sim \u201cuma mulher foi assassinada\u201d. Em segundo, n\u00e3o culpar ou julgar as v\u00edtimas. \u201cN\u00e3o importa o que estava vestindo, onde estava e qual a profiss\u00e3o que exercia, a culpa n\u00e3o \u00e9 da v\u00edtima\u201d, refor\u00e7a.<br \/>\nOutra quest\u00e3o que a jornalista destaca \u00e9 quanto ao uso de imagens, que podem causar gatilhos em v\u00edtimas e normalizar situa\u00e7\u00f5es. Para ela, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio reproduzir imagens de viol\u00eancia para contar uma hist\u00f3ria. \u201cDevemos pensar que estamos falando sobre e para pessoas que s\u00e3o afetadas pelo nosso discurso\u201d, lembra a jornalista. Para ela, a quest\u00e3o de g\u00eanero deveria ser obrigat\u00f3ria na forma\u00e7\u00e3o de jornalistas.<br \/>\nO Diario Digital Femenino \u00e9 o primeiro e \u00fanico site dedicado exclusivamente para o agrupamento e produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre quest\u00f5es de g\u00eanero. As pautas abrangem quest\u00f5es ligadas aos direitos e reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres e da comunidade LGBT+ que n\u00e3o apareceriam na m\u00eddia tradicional. \u201cPodemos seguir revoltadas, ou mudarmos a realidade a nossa volta\u201d, declara C\u00e1cere.<br \/>\nA jornalista relata que, em 2018, o movimento das mulheres argentinas pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto se destacou tamb\u00e9m nas redes sociais digitais e por isso n\u00e3o p\u00f4de ser ignorado pelas m\u00eddias tradicionais. \u201cSe n\u00e3o podemos contar uma hist\u00f3ria nas empresas em que trabalhamos, vamos contar nas nossas redes sociais e elas tamb\u00e9m ser\u00e3o repercutidas\u201d, relata.<br \/>\nLenny C\u00e1cere realizou a confer\u00eancia de abertura do 6\u00ba C\u00f3loquio Mulher e Sociedade, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a, dia 23. A programa\u00e7\u00e3o completa do evento est\u00e1 dispon\u00edvel no site: http:\/\/sites.uepg.br\/jornalismo\/ocs\/index.php\/6mulheresociedade\/6mulheresociedade<\/p>\n<p>Por Daniela Valenga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuando o jornalista percebe o trauma que um abuso provoca na v\u00edtima, passa a ter cuidado em como noticia\u201d, reflete a jornalista argentina Lenny C\u00e1cere, fundadora do site Diario Digital Femenino e membro da Red Internacional de Periodistas con Visi\u00f3n de G\u00e9nero. 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