{"id":1051,"date":"2019-05-07T09:01:30","date_gmt":"2019-05-07T12:01:30","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=1051"},"modified":"2019-05-07T09:01:30","modified_gmt":"2019-05-07T12:01:30","slug":"transcricoes-banalizam-temas-onde-esta-o-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/transcricoes-banalizam-temas-onde-esta-o-jornalismo\/","title":{"rendered":"Transcri\u00e7\u00f5es banalizam temas, onde est\u00e1 o jornalismo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Por Jo\u00e3o Pedro Teixeira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A espetaculariza\u00e7\u00e3o de acontecimentos ainda \u00e9 um caso recorrente das m\u00eddias como um todo. Casos de viol\u00eancia s\u00e3o comumente noticiados pelo simples teor do espet\u00e1culo e do \u201centretenimento\u201d coletivo. O jornalismo como meio comunicacional tem o principal papel de criar o debate, fornecendo a problematiza\u00e7\u00e3o e os caminhos argumentativos para que esses assuntos entrem em voga da forma correta. Mat\u00e9rias que repercutem pequenas notas de casos policiais, ferem esse direito ao debate de assuntos que s\u00e3o mais profundos e complexos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No portal aRede, tr\u00eas notas chamam aten\u00e7\u00e3o para essa situa\u00e7\u00e3o. A primeira delas, veiculada no dia 01 de maio, sob o t\u00edtulo \u201cAdolescentes s\u00e3o detidos por viol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d traz dois casos de adolescente que bateram na m\u00e3e e outro no padrasto. A nota nada mais traz do que, parece, a transcri\u00e7\u00e3o de um boletim de ocorr\u00eancia nos moldes jornal\u00edsticos de pir\u00e2mide invertida. Nada acrescenta e nada debate. Desse modo, \u00e9 poss\u00edvel perceber o destrato com o termo \u201cviol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d e naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra mat\u00e9ria, veiculada no dia 2 de maio, sob o t\u00edtulo \u201cMulher \u00e9 morta a tiros durante o jantar na regi\u00e3o\u201d, traz simplesmente outro boletim de ocorr\u00eancia e nada mais. Embora apresente no texto um \u201cposs\u00edvel caso de femin\u00edcidio\u201d, a \u00fanica coisa que o texto faz \u00e9 descrever o crime. S\u00f3 temos uma fonte na mat\u00e9ria, sendo a Pol\u00edcia Militar. Nada mais \u00e9 ouvido e a viol\u00eancia retoma como algo que acontece todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A \u00faltima mat\u00e9ria foi publicada no dia 5 de maio, sob o t\u00edtulo \u201cMulher \u00e9 morta a facadas pelo ex-marido no litoral\u201d. Mais uma transcri\u00e7\u00e3o de boletins, a nota n\u00e3o traz nenhuma informa\u00e7\u00e3o que escape dos contos policiais encontrados em jornais. Quando o compromisso do jornalismo de pluralidade \u00e9 de buscar informa\u00e7\u00f5es completas que procurem elucidar um fato ao debate p\u00fablico, simples transcri\u00e7\u00f5es falham com esse dever, principalmente quando tratamos da viol\u00eancia conta a mulher e viol\u00eancia dom\u00e9stica. \u00c9 nitidamente falho essa aten\u00e7\u00e3o aos detalhes da apura\u00e7\u00e3o, quando ela se baseia em transcri\u00e7\u00f5es e n\u00e3o em uma reportagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Pedro Teixeira A espetaculariza\u00e7\u00e3o de acontecimentos ainda \u00e9 um caso recorrente das m\u00eddias como um todo. Casos de viol\u00eancia s\u00e3o comumente noticiados pelo simples teor do espet\u00e1culo e do \u201centretenimento\u201d coletivo. O jornalismo como meio comunicacional tem o principal papel de criar o debate, fornecendo a problematiza\u00e7\u00e3o e os caminhos argumentativos para que&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":846,"featured_media":199,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1051"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}