{"id":1067,"date":"2019-05-17T10:48:04","date_gmt":"2019-05-17T13:48:04","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=1067"},"modified":"2019-05-17T10:48:04","modified_gmt":"2019-05-17T13:48:04","slug":"jornalismo-oficializa-o-patriarcado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/jornalismo-oficializa-o-patriarcado\/","title":{"rendered":"Jornalismo oficializa o patriarcado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Que as reda\u00e7\u00f5es de jornais est\u00e3o precarizadas, j\u00e1 sabemos! Que a m\u00eddia tradicional vem sofrendo com graves imprecis\u00f5es \u00e9ticas \u00e9 vis\u00edvel! Esses problemas s\u00e3o ainda mais marcantes em reda\u00e7\u00f5es tradicionais regionais, onde em cidades pequenas a reprodu\u00e7\u00e3o de not\u00edcias sem argumentatividade, relev\u00e2ncia social e reflexividade est\u00e3o constantemente nos portais de not\u00edcias. O mal uso do espa\u00e7o das m\u00eddias e das plataformas digitais v\u00eam contribuindo para a reprodu\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos e rela\u00e7\u00f5es de poder, caracterizando um pensamento unilateral e retr\u00f3grado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Analisando durante uma semana a editoria de Pol\u00edtica do site do jornal Di\u00e1rio dos Campos se pode notar a aus\u00eancia de fontes oficiais mulheres. Foram observadas dez mat\u00e9rias na editoria e destas dez, todas trouxeram fontes oficiais homens, n\u00e3o houve nenhuma fonte mulher. Se pegarmos a editoria de Pol\u00edcia no site e analisarmos a presen\u00e7a de fontes mulheres, como j\u00e1 foi feito em an\u00e1lises anteriores pelo Observat\u00f3rio de M\u00eddia, h\u00e1 uma crescente presen\u00e7a de fontes mulheres. Assim sendo, podemos perceber como as representa\u00e7\u00f5es do jornalismo podem tamb\u00e9m contribuir para uma vis\u00e3o patriarcal, em que coloca as mulheres apenas na posi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima, em um estado de risco. Quando se trata em dar voz a elas, n\u00e3o por estarem em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, mas por serem cidad\u00e3s, participarem da vida social e, principalmente, da vida pol\u00edtica, suas vozes s\u00e3o ignoradas. Embora o poder tanto executivo, quanto legislativo de Ponta Grossa tenha um n\u00famero muito m\u00ednimo de mulheres, o jornalismo n\u00e3o pode deixar de entender seu papel de comunicador, de fomentador do discurso. Dessa maneira, as representa\u00e7\u00f5es que o jornalismo escolhe, sem ao menos entender os contextos e as complexidades, contribuem para estere\u00f3tipos, constru\u00e7\u00f5es sem entendimentos e naturaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro aspecto que n\u00e3o podemos ignorar \u00e9 o espa\u00e7o perdido do jornalismo pelas assessorias, a publica\u00e7\u00e3o de releases tamb\u00e9m contribu\u00ed para a constru\u00e7\u00e3o de discursos estereotipados. A aceita\u00e7\u00e3o dessas mat\u00e9rias sem uma reflexividade, sem um entendimento social prejudica o trabalho do jornalismo e vende um espa\u00e7o que poderia servir como um espa\u00e7o de discursos relevantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Por Rafael Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que as reda\u00e7\u00f5es de jornais est\u00e3o precarizadas, j\u00e1 sabemos! Que a m\u00eddia tradicional vem sofrendo com graves imprecis\u00f5es \u00e9ticas \u00e9 vis\u00edvel! Esses problemas s\u00e3o ainda mais marcantes em reda\u00e7\u00f5es tradicionais regionais, onde em cidades pequenas a reprodu\u00e7\u00e3o de not\u00edcias sem argumentatividade, relev\u00e2ncia social e reflexividade est\u00e3o constantemente nos portais de not\u00edcias. O mal uso do&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":846,"featured_media":199,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1067"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1067\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}