{"id":2698,"date":"2021-03-19T13:58:07","date_gmt":"2021-03-19T16:58:07","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=2698"},"modified":"2021-03-19T13:58:07","modified_gmt":"2021-03-19T16:58:07","slug":"agrotoxicos-encontrados-em-lambaris-no-alagados-mostram-a-importancia-das-pesquisas-de-universidades-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/agrotoxicos-encontrados-em-lambaris-no-alagados-mostram-a-importancia-das-pesquisas-de-universidades-publicas\/","title":{"rendered":"Agrot\u00f3xicos encontrados em Lambaris no Alagados mostram a import\u00e2ncia das pesquisas de Universidades P\u00fablicas"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify\">Agrot\u00f3xicos encontrados em lambaris na represa do Alagados levantam preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s pessoas que comem os peixes. A pesquisa foi realizada pelo Departamento de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Qu\u00edmica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e encontrou agrot\u00f3xicos proibidos no Brasil, como DDT e Endosulfan, ambos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade. Um dos principais problemas destes agrot\u00f3xicos \u00e9 sua pot\u00eancia, o DDT, por exemplo, demora de 4 a 30 anos para se degradar no meio ambiente, o veneno mata n\u00e3o apenas as pragas, mas contamina a fauna e flora do local. A pesquisa foi divulgada no \u00faltimo dia 15 e levanta preocupa\u00e7\u00e3o acerca da sa\u00fade das pessoas e do ecossistema.<\/p>\n<div id=\"attachment_2837\" style=\"width: 735px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2837\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2837\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/agriculture-4472766_1280-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"481\" \/><p id=\"caption-attachment-2837\" class=\"wp-caption-text\">A regi\u00e3o sudeste e nordeste s\u00e3o as mais afetadas, tendo 70% das mortes causadas por agrot\u00f3xicos no Brasil, segundo dados do DataSUS.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o advogado e participante do F\u00f3rum das \u00e1guas dos Campos Gerais, Jo\u00e3o Luiz Stefaniak, as pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea s\u00e3o prec\u00e1rias, segundo ele: \u201cExiste uma pol\u00edtica que incentiva o uso de agrot\u00f3xicos indiscriminadamente no Brasil. Bolsonaro liberou pelo menos 200 agrot\u00f3xicos novos, sem nenhuma fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d. Stefaniak esclarece que os agrot\u00f3xicos s\u00e3o proibidos em outros pa\u00edses da Europa e no pr\u00f3prio Estados Unidos por comprometer o consumo da \u00e1gua e causar danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O advogado fala que o setor do agroneg\u00f3cio brasileiro n\u00e3o est\u00e1 muito preocupado com os agrot\u00f3xicos. Em todo o Brasil foram usados cerca de 539,9 mil toneladas de pesticidas em 2017, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), deixando o Brasil em 7\u00ba na posi\u00e7\u00e3o de pa\u00edses que mais gastam com agrot\u00f3xicos, e o 2\u00ba que mais compra agrot\u00f3xicos proibidos em todo o mundo. E o n\u00famero s\u00f3 tende a aumentar, em 2005 houve a libera\u00e7\u00e3o para uso de 90 agrot\u00f3xicos no Brasil o que em 2019 aumentou para 474 agrot\u00f3xicos liberados, segundo dados do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jo\u00e3o comenta que n\u00e3o existem pol\u00edticas de descartes para estes venenos, que s\u00e3o usados de forma indiscriminada. &#8220;Existe uma pol\u00edtica para que estes agrot\u00f3xicos sejam usados\u201d explica Stefaniak. A import\u00e2ncia de pesquisas como essas: \u201csomente em pesquisas s\u00e9rias podem aferir dados corretos sobre o tema, \u00e9 importante ver universidades p\u00fablicas fazendo essas pesquisas, visto que outras formas de pesquisa s\u00e3o controladas pelos grandes fazendeiros\u201d. O agrot\u00f3xico encontrado nos peixes tinham concentra\u00e7\u00f5es baixas, o que preocupa apenas as pessoas que consomem o alimento com frequ\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":846,"featured_media":2700,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[39],"tags":[108,109,110,111,112],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2698"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2698\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}