{"id":3250,"date":"2021-04-27T14:38:14","date_gmt":"2021-04-27T17:38:14","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=3250"},"modified":"2021-04-27T14:38:14","modified_gmt":"2021-04-27T17:38:14","slug":"desemprego-e-preconceito-racial-levam-grande-parte-dos-artistas-negros-a-informalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/desemprego-e-preconceito-racial-levam-grande-parte-dos-artistas-negros-a-informalidade\/","title":{"rendered":"Desemprego e preconceito racial levam grande parte dos  artistas negros \u00e0 informalidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">O n\u00famero de artistas negros que n\u00e3o consegue se sustentar, parcial ou integralmente, com sua pr\u00f3pria arte, \u00e9 incont\u00e1vel. \u201cEm Ponta Grossa n\u00e3o temos visibilidade, espa\u00e7o e muito menos oportunidade\u201d afirma Elis Rosa, cantora, 19 anos, negra e pontagrossense. Preconceito racial e falta de oportunidades dificultam o acesso ao mercado de trabalho, segundo a artista.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O Brasil chegou a 14 milh\u00f5es de desempregados no primeiro trimestre de 2021, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u201cFaz tr\u00eas anos que eu canto profissionalmente com meu irm\u00e3o. O mercado de trabalho \u00e9 complicado porque Ponta Grossa \u00e9 conservadora. Eu canto reggae que deriva da cultura afro. N\u00e3o \u00e9 uma arte que todo mundo procura, consome ou gosta. Toda vez que faz\u00edamos um show, antes da pandemia, rolava cach\u00ea, mas nunca foi uma renda fixa. Ainda n\u00e3o consigo viver s\u00f3 da arte\u201d relata Elis. A cantora, tamb\u00e9m \u00e9 estudante de t\u00e9cnica em enfermagem e revela que seu maior sonho \u00e9 viver da m\u00fasica, mas aponta que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil. Elis conta que seu plano para o futuro \u00e9 se estabilizar como enfermeira para conseguir investir no futuro musical.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Profiss\u00f5es ligadas \u00e0 arte exigem certa sensibilidade, reconhecimento de suas ra\u00edzes culturais e talento por parte dos artistas, seja das artes visuais, m\u00fasicos, poetas, dan\u00e7arinos, escritores e grafiteiros. Elis teve contato com m\u00fasica e arte desde os seis anos. \u201cSempre que tinha coisas relacionadas a arte e m\u00fasica na escola, era eu que apresentava. Beyonc\u00e9 e Rihanna s\u00e3o grandes refer\u00eancias art\u00edsticas, de representatividade e empoderamento; e meu irm\u00e3o porque comecei a cantar com ele\u201d, conta a cantora.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Questionada sobre o porqu\u00ea de muitas pessoas n\u00e3o gostam e n\u00e3o consomem reggae, Elis diz que v\u00ea um certo racismo velado. \u201cPode ter a ver com o gosto, mas aqui em Ponta Grossa n\u00e3o temos visibilidade, espa\u00e7o e muito menos oportunidade\u201d afirma.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">\u201cOuvimos a frase \u2018apoie artistas locais\u2019 mas na pr\u00e1tica \u00e9 diferente. Sempre que me convidavam para tocar, antes da pandemia, era na parceira, n\u00e3o tratando minha arte como uma renda e emprego, considerando-a como hobbie\u201d.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A cantora de reggae conta que foi bem dif\u00edcil lugares que ela e seu irm\u00e3o n\u00e3o tiveram que se impor, algumas vezes, decidindo n\u00e3o se apresentar, por n\u00e3o ter o trabalho valorizado. \u201cRepresentatividade importa. Aqui em Ponta Grossa temos nomes incr\u00edveis. N\u00e3o adianta ser um bom artista se n\u00e3o temos espa\u00e7o e oportunidades. \u00c9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica e social\u201d complementa.\u00a0<\/span><br \/>\n<b>Institui\u00e7\u00f5es privadas e p\u00fablicas:<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O pesquisador Alan Ari\u00ea, 24 anos, atua como artista, curador, educador e produtor em S\u00e3o Paulo. Idealizador do projeto <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Negrestudo: mapeamento de artistas representades pelas galerias de arte de S\u00e3o Paulo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, levanta quest\u00f5es como: quais mudan\u00e7as efetivas podem ser geradas dentro das institui\u00e7\u00f5es de arte em pr\u00f3 da repara\u00e7\u00e3o racial? Pessoas negras, ind\u00edgenas, trans e mulheres cis s\u00f3 entram em museus em grande quantidade quando existem quest\u00f5es tratando de suas aus\u00eancias? A partir dessas reflex\u00f5es, notou-se a necessidade de fazer um mapeamento que explicitasse esta iniquidade.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o estudo de Alan Ari\u00ea, publicado em outubro de 2020, pelo site <\/span><a href=\"https:\/\/projetoafro.com\/editorial\/artigo\/negrestudo-mapeamento-artistas-representades-pelas-galerias-de-arte-de-sao-paulo\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Projeto Afro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, uma plataforma afro-brasileira de mapeamento e difus\u00e3o de artistas negros\/as\/es, dos 619 nomes levantados pela pesquisa, apenas 46 pessoas n\u00e3o s\u00e3o brancas. Destas, 27 s\u00e3o pessoas negras \u2013 23 homens e apenas 4 mulheres; 14 s\u00e3o pessoas asi\u00e1ticas \u2013 nove homens\u00a0 e cinco mulheres; quatro s\u00e3o pardas \u2013 todos homens; e apenas uma pessoa \u00e9 ind\u00edgena, no caso uma artista mexicana chamada Mariana Castillo Deball, ou seja, n\u00e3o temos ind\u00edgenas nascidos no Brasil na lista. A diferen\u00e7a racial entre as mulheres \u00e9 expressiva, pois as quatro mulheres cis-negras representam somente 2,07% entre todas as mulheres, enquanto a \u00fanica ind\u00edgena presente representa 0,51%. Os homens cis-negros representam 5,39%, enquanto n\u00e3o h\u00e1 homens ind\u00edgenas nas galerias de arte de S\u00e3o Paulo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Os dados da pesquisa de Alan Ari\u00ea foram coletados atrav\u00e9s de uma rela\u00e7\u00e3o de artistas de 24 galerias de arte da cidade de S\u00e3o Paulo, em um total de 619 nomes listados em um conjunto de tabelas. A primeira tabela cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es individuais de cada galeria com as especifica\u00e7\u00f5es de cada artista. A segunda possui especifica\u00e7\u00f5es gerais quanto ao local de nascimento e a terceira, dados integrais de artistas de todas as 24 galerias.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Segundo Alan Ari\u00ea, nos \u00faltimos anos houve um aumento de artistas pretos, pardos e ind\u00edgenas (PPI) nas universidades p\u00fablicas e privadas, formando mais profissionais da cultura negros pelos cursos de artes visuais no pa\u00eds.\u00a0 Esse aumento foi muito estimulado pela pol\u00edtica de cotas raciais que reserva vagas para estudantes de escola p\u00fablica e PPI, no come\u00e7o dos anos 2000 e tem sua consolida\u00e7\u00e3o com a lei n\u00ba 12.711\u00a0 em 2012. A partir do mapeamento de Alan Ari\u00ea foi poss\u00edvel levantar outras quest\u00f5es como: ser\u00e1 que a presen\u00e7a destes estudantes negres que entraram na universidade est\u00e3o tendo uma proporcional inclus\u00e3o no mercado de trabalho e no circuito institucional de arte depois de formados?<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O cen\u00e1rio desenhado por Ari\u00ea quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o de PPI no meio acad\u00eamico tamb\u00e9m pode ser visto em PG.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">\u201cTrabalhar como artista independente em Ponta Grossa \u00e9 complicado, mas h\u00e1 um crescimento da rede de apoio entre os artistas pontagrossenses que nos fortalece\u201d. explica Sava, 21 anos, negra, artista visual e estudante de licenciatura em artes visuais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). \u201cAcredito que assim como eu consegui muito suporte dentro da academia com a bolsa e com o contato que tenho com professores e outros alunos, fora dela, a rede de apoio dos artistas independentes consegue ajudar pessoas que v\u00eam de outra realidade, que n\u00e3o frequentam o espa\u00e7o acad\u00eamico\u201d. Sava ressalta que essa rede acaba abrangendo muito mais pessoas, de diversos g\u00eaneros e ra\u00e7as.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu tive contato com um coletivo que j\u00e1 n\u00e3o existe mais, o <\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/crucolab\/about\"><span style=\"font-weight: 400\">Cru Colab<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Fiz exposi\u00e7\u00e3o em eventos delas. Agora muito do apoio que eu vejo, vem da internet, tanto pelos artistas, m\u00fasicos, donos de brech\u00f3. Ent\u00e3o \u00e9 uma coisa mais informal que eu participo e que eu conhe\u00e7o\u201d conta Sava. O Cru Colab foi uma colabora\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> de produ\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica de artistas mulheres pontagrossenses, que tinha como vis\u00e3o, cultura e resist\u00eancia. Muitos grupos de apoio n\u00e3o conseguem continuar seu trabalho por falta de apoio governamental e at\u00e9 mesmo de p\u00fablico. O coletivo Cru Colab encerrou suas atividades em fevereiro de 2020.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu acredito que \u00e9 um problema estrutural o baixo reconhecimento e apoio da cultura afro. Dentro do Paran\u00e1 existe uma abordagem que valoriza muito a presen\u00e7a dos imigrantes europeus e acaba por tentar esconder as pessoas de outras etnias, por exemplo, a negra dos ambientes mais institucionalizados\u201d.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Sava explica que essa aus\u00eancia dos artistas negros no mercado vem do processo de embraquencimento da nossa popula\u00e7\u00e3o, que nos acompanha h\u00e1 muito tempo. Esse processo busca mostrar no Paran\u00e1 e em Ponta Grossa, uma comunidade branca, sendo que desde o in\u00edcio do povoamento existia pessoas negras, e elas s\u00e3o uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">.A partir do <\/span><span style=\"font-weight: 400\">s\u00e9culo 17 e at\u00e9 o fim do s\u00e9culo 18 a popula\u00e7\u00e3o de pretos e pardos na capital paranaense era superior a 40%, segundo estimativas.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Conforme pesquisa de autodeclara\u00e7\u00e3o do censo de 2010, feito pelo IBGE, 3,15% da popula\u00e7\u00e3o paranaense se autodeclara negra e 25,35% parda. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua do IBGE do segundo semestre de 2019, 57,05% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 afrodescendente e a classe m\u00e9dia negra j\u00e1 existe h\u00e1 mais de sete d\u00e9cadas. \u201cMas isso foge dessa est\u00e9tica criada pelo estado e toda regi\u00e3o, refletindo nas mais diversas \u00e1reas, principalmente nas artes pl\u00e1sticas, onde o que vai ser mais valorizado \u00e9 a extradi\u00e7\u00e3o, retratar o imigrante, paisagens e os pinheiros. Deixando de lado outros assuntos e artistas\u201d exemplifica Sava.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u201cEmbora eu n\u00e3o seja apenas a minha ra\u00e7a ou meu g\u00eanero, eles s\u00e3o parte de quem eu sou, eles moldam muito das minhas experi\u00eancias pessoais\u201d responde Sava quando questionada sobre representatividade nos seus trabalhos. A artista visual relata que come\u00e7ou no desenho e na pintura e dentro da universidade teve contato com outras pessoas e outros tipos de artes, e seu trabalho se voltou para estudar a gravura e a pintura principalmente.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Dentre os temas mais abordados pela artista est\u00e1 a vis\u00e3o de Sava sobre a sua pr\u00f3pria vida e onde ela se conecta com a de outras pessoas. \u201cApesar de eu, Sava, ter minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria e retratar ela, trabalho com esse espa\u00e7o de liga\u00e7\u00e3o, onde eu sei que o que eu passei, embora seja s\u00f3 meu, \u00e9 o que outras pessoas passam, j\u00e1 passaram ou v\u00e3o passar\u201d. explica.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">As artes de Sava tratam sobre identidade e reconhecimento de quem somos e quando nos conectamos com o pr\u00f3ximo. A artista faz gravuras de artistas negros que tem como refer\u00eancia, s\u00e1tiras ao governo Bolsonaro e uso de frases como \u201cComigo Ningu\u00e9m Pode\u201d, uma afirma\u00e7\u00e3o de identidade de Sava. \u201cEu tento tratar minha arte de uma forma mais leve digamos assim, trazendo n\u00e3o de forma de mostrar minha dor, mas mostrar que eu consegui me tornar essa pessoa e esse crescimento \u00e9 importante, valorizar meu pr\u00f3prio crescimento \u00e9 o que faz com que eu amadure\u00e7a e meu trabalho amadure\u00e7a tamb\u00e9m\u201d relata a artista.<\/span><br \/>\n<b>Artistas Negros Hist\u00f3ricos<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Segundo informa\u00e7\u00f5es do site e jornal Bem Paran\u00e1, em pesquisa realizada por Adegmar Silva Candiero, assessor de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial de Curitiba, o primeiro negro representado nas artes pl\u00e1sticas foi um negro trabalhador em uma obra de Debret, em 1827. A pesquisa de Candeiro se estende ao apresentar outras representa\u00e7\u00f5es e artistas que compuseram o cen\u00e1rio de artes no Paran\u00e1, ao todo s\u00e3o 10 personalidades negras que comp\u00f5em o cen\u00e1rio constru\u00eddo pelo autor da pesquisa<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Jo\u00e3o Pedro, o Mulato, considerado como o primeiro cartunista do Brasil. N\u00e3o se sabe se Jo\u00e3o Pedro<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, o Mulato,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> nasceu em Curitiba ou Paranagu\u00e1. Foi, entretanto, na capital paranaense que trabalhou e morou a maior parte de sua vida, no in\u00edcio do s\u00e9culo 19. As caricaturas que produzia retratavam de forma sat\u00edrica a vida colonial do Paran\u00e1 e de Santa Catarina. Algumas de suas telas foram descobertas pelo fil\u00f3sofo curitibano Newton Carneiro, em Lisboa, Portugal.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Maria Nicolas foi professora, escritora, poetisa, historiadora, contista, dramaturga, teatr\u00f3loga, novelista, bi\u00f3grafa, pesquisadora e pintora. Publicou os livros <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Almas das Ruas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Porque me orgulho de minha gente<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Cem anos de vida parlamentar<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e ainda recebeu v\u00e1rios pr\u00eamios como de Professora do Ano, da Academia Feminina de Letras do Paran\u00e1, do Centro de Letras do Paran\u00e1, do Centro Paranaense Feminino de Cultura, tamb\u00e9m Medalha de Ouro, nos VII Jogos Florais de Curitiba e o T\u00edtulo de Vulto Em\u00e9rito da C\u00e2mara Municipal de Curitiba.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Na poesia Laura Santos (1919-1981) tinha um estilo peculiar, sens\u00edvel, pendendo entre o tom rom\u00e2ntico e o erotismo. Foi uma das fundadoras da Academia Jos\u00e9 de Alencar, em Curitiba, palco de v\u00e1rios encontros e saraus de poesia. Publicou diversos de seus textos nos jornais da capital e lan\u00e7ou tr\u00eas livros: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Sangue tropical, Poemas da Noite e Desejo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Seu jeito independente e o estilo po\u00e9tico vanguardista lhe renderam o apelido de P\u00e9rola Negra.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 na m\u00fasica, Saul da Silva Bueno, teve uma carreira de mais de 50 anos dedicados ao trompete e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do estilo que amava. Foi propriet\u00e1rio do \u2018Saul Trumpet Bar\u2019, onde se apresentaram os \u00edcones da cena instrumental. Tocou com diversos m\u00fasicos, entre eles Waltel Branco, Mauro Senise, Hermeto Pascoal, Leny Andrade, Arismar do Esp\u00edrito Santo, Proveta, H\u00e9lio Brand\u00e3o, Maur\u00edlio Ribeiro, sendo convidado a integrar o naipe de metais do renomado Ray Charles.\u00a0<\/span><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de artistas negros que n\u00e3o consegue se sustentar, parcial ou integralmente, com sua pr\u00f3pria arte, \u00e9 incont\u00e1vel. \u201cEm Ponta Grossa n\u00e3o temos visibilidade, espa\u00e7o e muito menos oportunidade\u201d afirma Elis Rosa, cantora, 19 anos, negra e pontagrossense. 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