{"id":3919,"date":"2021-09-03T13:56:47","date_gmt":"2021-09-03T16:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=3919"},"modified":"2021-09-03T13:56:47","modified_gmt":"2021-09-03T16:56:47","slug":"isolamento-social-impacta-na-saude-mental-da-populacao-lgbtqia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/isolamento-social-impacta-na-saude-mental-da-populacao-lgbtqia\/","title":{"rendered":"Isolamento social impacta na sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>\u201c<\/strong>Faz parte de uma das milhares de coisas que eu queria apenas que ela entendesse e aceitasse\u201d relata jovem que vive a opress\u00e3o familiar<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<p>O t\u00f3pico da piora da sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA + durante a pandemia tem preocupado especialistas da sa\u00fade. Para identificar os desafios da comunidade LGBT+ durante o per\u00edodo de isolamento social, o coletivo #VoteLGBT conduziu o estudo <a href=\"https:\/\/www.votelgbt.org\/pesquisas\"><em>Diagn\u00f3stico LGBT+ na pandemia<\/em><\/a>, de 28 de abril a 15 de maio de 2020. A pesquisa aconteceu por meio de um formul\u00e1rio online, obtendo o resultado de mais de 10 mil pessoas de todo o pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>A piora na sa\u00fade mental foi citada por 43% dos entrevistados e desse total 54% afirmou a necessidade de apoio psicol\u00f3gico. A mudan\u00e7a brusca de rotina e o aumento no conv\u00edvio familiar foram destacados por cerca de 39% dos participantes. A parte mais vulnerabilizada \u00e9 a parcela menor de idade, uma vez que, n\u00e3o tem outra alternativa a n\u00e3o ser conviver com familiares que muitas vezes n\u00e3o aceitam sua sexualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Durante a fase da adolesc\u00eancia, expressar-se faz parte do processo de autoconhecimento dos jovens para construir sua identidade antes de atingir a vida adulta. Segundo Flavia Fanchin, estudante de psicologia do quinto ano da faculdade Sant&#8217;Ana de Ponta Grossa, adolescentes com uma din\u00e2mica familiar muito r\u00edgida, que impede o filho de entender quest\u00f5es a respeito da sua sexualidade e individualidade, faz com que o adolescente passe por constante opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n<p>A partir disso, vivenciar situa\u00e7\u00f5es sem um apoio parental em uma fase essencial para o amadurecimento emocional pode desencadear casos de depress\u00e3o e outros transtornos psicol\u00f3gicos. &#8220;Em um pa\u00eds que anda para tr\u00e1s, muitos menores de idade LGBTQIA+ n\u00e3o t\u00eam ref\u00fagio nas pr\u00f3prias casas. Principalmente agora em meio \u00e0 pandemia que jovens menores de idade n\u00e3o t\u00eam a op\u00e7\u00e3o de ficarem distantes de suas fam\u00edlias por dependerem delas&#8221;, destaca a estudante.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p>Flavia Fanchin menciona o aumento do contato com a internet devido ao isolamento, para fins de express\u00e3o e busca de apoio. &#8220;A internet pode ser muito \u00fatil para jovens LGBT+ por conta da quantidade de informa\u00e7\u00e3o que pode colaborar com as quest\u00f5es relacionadas a sua sexualidade. Por\u00e9m, se o jovem vive em constante opress\u00e3o e questionamento de pais homof\u00f3bicos, atos de desespero para achar apoio em desconhecidos, pode expor eles de maneira perigosa&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n<p>Uma jovem de 16 anos, que preferiu n\u00e3o se identificar, relata os impactos negativos em sua sa\u00fade mental ao conviver mais tempo com sua m\u00e3e durante o isolamento. Segundo ela, passa por constantes humilha\u00e7\u00f5es e provoca\u00e7\u00f5es vindas da sua fam\u00edlia, a respeito de sua sexualidade. Mesmo tendo contato com seus amigos e colegas pelas redes sociais, a adolescente queria apenas se sentir aceita. &#8220;Escolhi n\u00e3o fazer nada por ter medo, mas eu sempre me senti muito rejeitada. Faz parte de uma das milhares de coisas que eu queria apenas que ela entendesse e aceitasse&#8221;, relata.<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<h2>Se voc\u00ea precisa de aux\u00edlio psicol\u00f3gico, busque o centro de valoriza\u00e7\u00e3o da vida dispon\u00edvel gratuitamente 24 horas no n\u00famero 188.<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFaz parte de uma das milhares de coisas que eu queria apenas que ela entendesse e aceitasse\u201d relata jovem que vive a opress\u00e3o familiar O t\u00f3pico da piora da sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA + durante a pandemia tem preocupado especialistas da sa\u00fade. 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