{"id":4466,"date":"2021-12-15T13:28:18","date_gmt":"2021-12-15T16:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=4466"},"modified":"2021-12-15T13:28:18","modified_gmt":"2021-12-15T16:28:18","slug":"entidade-oferece-suporte-aos-migrantes-e-refugiados-em-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/entidade-oferece-suporte-aos-migrantes-e-refugiados-em-pg\/","title":{"rendered":"Entidade oferece suporte aos migrantes e refugiados em PG"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:17px\"><\/p>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:17px\"><em>Desde janeiro deste ano, o projeto \u201cNovos Rumos\u201d, desenvolvido pela C\u00e1ritas Diocesana, empregou oito pessoas que procuram novas oportunidades na cidade<\/em><\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Atualmente, a inser\u00e7\u00e3o de migrantes e refugiados no mercado de trabalho em Ponta Grossa \u00e9 um dos objetivos da atua\u00e7\u00e3o do projeto C\u00e1ritas Diocesana da cidade. Entre os anos de 2020 e 2021, cerca de 2.200 mil migrantes e refugiados foram atendidos pelo projeto. A maioria dos migrantes e refugiados s\u00e3o da Venezuela e do Haiti, mas tamb\u00e9m h\u00e1 pessoas da Col\u00f4mbia e da S\u00edria. Com base nas informa\u00e7\u00f5es fornecidas pela institui\u00e7\u00e3o, cerca de 714 cadastros foram realizados de janeiro at\u00e9 a \u00faltima semana de novembro deste ano no projeto \u201cNovos Rumos\u201d.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">A proposta principal da iniciativa \u00e9 inserir essas pessoas ao mercado de trabalho. O site foi inaugurado em janeiro de 2021 e Ponta Grossa serviu como piloto para aperfei\u00e7oamento da plataforma, mas o projeto \u00e9 de abrang\u00eancia nacional. Na cidade, desde de janeiro deste ano, oito profissionais conseguiram empregos.\u201cO projeto cria um contato entre o migrante ou refugiado, que est\u00e1 em busca de trabalho, com empresas e iniciativas empreendedoras da cidade\u201d, explica Gislaine da Rosa, uma das profissionais do projeto.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Segundo Gislaine, ao se cadastrar, as pessoas encontram informa\u00e7\u00f5es na plataforma para a elabora\u00e7\u00e3o de curr\u00edculos, aconselhamento e troca de informa\u00e7\u00f5es entre pessoas que se encontram na mesma situa\u00e7\u00e3o. As vagas de emprego s\u00e3o variadas, de acordo com Gislaine, h\u00e1 desde oportunidades de atua\u00e7\u00e3o em f\u00e1bricas e atendimento ao p\u00fablico em estabelecimentos comerciais da cidade.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><strong>Migrantes<\/strong><\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">De origem s\u00edria, Nagham Alhadi, mora h\u00e1 sete anos no Brasil com passagens em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Por conta da guerra civil que a S\u00edria enfrenta desde 2011, ela n\u00e3o teve outra escolha sen\u00e3o migrar ao Brasil com a fam\u00edlia. Nagham revela que chegou a Ponta Grossa atrav\u00e9s do programa Mais, financiado pela comunidade crist\u00e3 de Ponta Grossa. O programa atuou no Esp\u00edrito Santo &#8211; local onde Nagham desembarcou ap\u00f3s chegar da S\u00edria, mas atualmente possui a sede em Colombo, no Paran\u00e1. O Mais leva migrantes e refugiados \u00e0s cidades em que as igrejas cadastradas atuam para que sejam adotados por fam\u00edlias brasileiras.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Nagham destaca como foi o tempo de adapta\u00e7\u00e3o na cidade, ap\u00f3s ela e a fam\u00edlia serem acolhidas por membros da igreja. Al\u00e9m do suporte financeiro e com as aulas para entender a l\u00edngua portuguesa, Nagham tamb\u00e9m menciona o papel da C\u00e1ritas Diocesana para a comunidade que precisa de aux\u00edlio. \u201cA autoriza\u00e7\u00e3o da resid\u00eancia nacional de minha m\u00e3e e de meus irm\u00e3os foi realizada com a ajuda da C\u00e1ritas e, sempre que poss\u00edvel, eu indico amigos a participarem dos programas sociais da entidade\u201d, confirma Nagham.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Ap\u00f3s se estabilizar em Ponta Grossa, Nagham come\u00e7ou a vender comidas t\u00edpicas do seu pa\u00eds em parceria com seus pais. Atualmente, ela possui um trailer, localizado no Bairro Ronda, em que trabalha com uma amiga. Al\u00e9m de comercializar comidas, como kibe e shawarma, Nagham est\u00e1 no nono per\u00edodo de Enfermagem. Durante o dia ela estuda e \u00e0 noite, de ter\u00e7a a domingo, Nagham trabalha em seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Uma outra pessoa que foi contemplada pelo projeto foi Lydia Laktineh. Ela tamb\u00e9m \u00e9 refugiada da S\u00edria e veio para o Brasil com a sua m\u00e3e, com quem mora em Ponta Grossa por mais de tr\u00eas anos. Ela e a m\u00e3e vieram para Ponta Grossa para ficarem pr\u00f3ximas da irm\u00e3 de Lydia, que morava em Imbituva com o marido e com os filhos. Ao chegar na cidade, Lydia recebeu assist\u00eancia para obter documentos pessoais.&nbsp;<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Atualmente, ela est\u00e1 na fila para conseguir um emprego e sobrevive das doa\u00e7\u00f5es de pessoas e com aux\u00edlios do governo. \u201cA minha dificuldade para encontrar trabalho, al\u00e9m do idioma, j\u00e1 que ainda n\u00e3o me adaptei com o portugu\u00eas, \u00e9 porque eu preciso cuidar o tempo todo de minha m\u00e3e, que \u00e9 idosa\u201d, afirma. Lydia \u00e9 formada em Literatura Inglesa pela Universidade de Ba In Ingl\u00eas, localizada em Damasco. Por\u00e9m, o seu diploma ainda n\u00e3o possui validade no pa\u00eds. \u201cEu cheguei a dar aula de idiomas no pa\u00eds, fui tradutora, mas infelizmente precisei deixar o cargo devido a sa\u00fade da minha m\u00e3e\u201d, destaca a migrante.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\"><strong>Projetos<\/strong><\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Al\u00e9m do programa \u201cNovos Rumos\u201d, da C\u00e1ritas Diocesana, em Ponta Grossa existe o projeto Internacionaliza\u00e7\u00e3o, Cidadania e Direitos Humanos (InterMig), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto visa acolher estudantes que s\u00e3o migrantes e refugiados de outros pa\u00edses, atrav\u00e9s de atividades e atendimentos individuais, para facilitar o per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o dos alunos. Com base em dados divulgados pelo pr\u00f3prio projeto, quase 50 alunos intercambistas s\u00e3o atendidos.<\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:17px\">Al\u00e9m dessas iniciativas, h\u00e1 as parcerias entre institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas-privadas para o atendimento de refugiados e imigrantes. Em Ponta Grossa, as Secretarias Municipais Assist\u00eancia Social, de Sa\u00fade e de Educa\u00e7\u00e3o criaram uma parceria com a UEPG e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades para a realiza\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Municipal de Migrantes, Refugiados e Ap\u00e1tridas de Ponta Grossa. O primeiro passo do projeto foi organizar um banco de dados, que chegou a mais de 190 migrantes e refugiados cadastrados. O objetivo do comit\u00ea, que ainda est\u00e1 na fase inicial, \u00e9 propor pol\u00edticas p\u00fablicas municipais voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de migrantes e refugiados, que residem ou s\u00f3 passam por Ponta Grossa.<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<p>Texto: Leriany Barbosa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde janeiro deste ano, o projeto \u201cNovos Rumos\u201d, desenvolvido pela C\u00e1ritas Diocesana, empregou oito pessoas que procuram novas oportunidades na cidade Atualmente, a inser\u00e7\u00e3o de migrantes e refugiados no mercado de trabalho em Ponta Grossa \u00e9 um dos objetivos da atua\u00e7\u00e3o do projeto C\u00e1ritas Diocesana da cidade. 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