{"id":5056,"date":"2023-04-24T16:27:22","date_gmt":"2023-04-24T19:27:22","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=5056"},"modified":"2023-04-24T16:27:22","modified_gmt":"2023-04-24T19:27:22","slug":"dados-da-fenaj-mostram-aumento-de-violencia-contra-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/dados-da-fenaj-mostram-aumento-de-violencia-contra-jornalistas\/","title":{"rendered":"Dados da FENAJ mostram aumento de viol\u00eancia contra jornalistas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Diretora do Sindicato dos Jornalistas do Paran\u00e1 destaca viol\u00eancia de g\u00eanero e ra\u00e7a contra profissionais<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O relat\u00f3rio Viol\u00eancia contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, realizado pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mostra que em 2022 foram registrados 376 ataques contra jornalistas, comunicadores e ve\u00edculos de imprensa, e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi o principal agressor, somando 104 ataques. Do total, 46 foram agress\u00f5es verbais e ataques virtuais e 49 casos de agress\u00f5es f\u00edsicas. A FENAJ faz uma ressalva de que os dados de viol\u00eancia s\u00e3o subnotificados, pois nem todas as ocorr\u00eancias trazem a identidade de g\u00eanero. No relat\u00f3rio consta que a viol\u00eancia contra mulheres jornalistas foi de 80 casos (25%), j\u00e1 contra homens jornalistas foram 222 casos (69,37%) e g\u00eanero n\u00e3o identificado 18 casos (5,63%), o restante foi contra ve\u00edculos.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>VIOL\u00caNCIAS ADICIONAIS POR QUEST\u00d5ES DE G\u00caNERO E RA\u00c7A<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Embora o boletim demonstre que os homens s\u00e3o as maiores v\u00edtimas no meio jornal\u00edstico, conforme a diretora do Sindicato de Jornalistas do Paran\u00e1, Aline Rios, a coleta dessas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 suficiente para essa afirma\u00e7\u00e3o, levando em conta que mulheres sofrem viol\u00eancias adicionais que n\u00e3o s\u00e3o pautadas para a realiza\u00e7\u00e3o desses levantamentos. \u201cAs mulheres dentro da profiss\u00e3o sofrem viol\u00eancias adicionais.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Nenhum homem jornalista sofre uma amea\u00e7a de estupro, j\u00e1 as mulheres jornalistas v\u00eam sofrendo viol\u00eancias dessa ordem tamb\u00e9m\u201d. Para ela, al\u00e9m de sofrer a viol\u00eancia por ser jornalista, as mulheres enfrentam outras situa\u00e7\u00f5es. \u201cSe considerarmos jornalistas que s\u00e3o pretos e pretas \u00e9 poss\u00edvel observar formas adicionais dessa viol\u00eancia se apresentar, por isso enfrentamos essas opress\u00f5es estruturais\u201d, revela.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>COMISS\u00c3O NACIONAL DE MULHERES<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Conforme relata Aline, desde 2017 est\u00e1 em atua\u00e7\u00e3o a Comiss\u00e3o Nacional de Mulheres Jornalistas da FENAJ, que conta com representa\u00e7\u00f5es de dez estados, incluindo o Paran\u00e1. Atualmente, a comiss\u00e3o \u00e9 integrada por 19 jornalistas que atuam nos sindicatos estaduais. \u201c\u00c9 um esfor\u00e7o importante para estarmos pautando algumas informa\u00e7\u00f5es relacionadas a g\u00eanero, porque somos atacadas por v\u00e1rias frentes. Ent\u00e3o precisamos ter um espa\u00e7o para discutir determinadas coisas se n\u00e3o a gente n\u00e3o consegue avan\u00e7ar\u201d, observa a jornalista.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>\u00a0CONAJIRA<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A Comiss\u00e3o Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial atua vinculada \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mas nem sempre teve esse nome. O movimento foi iniciado no Estado de S\u00e3o Paulo nos anos 2000 com o nome inicial de Comit\u00ea Permanente de Jornalistas Negros. Os objetivos iniciais eram combater o racismo no interior do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de S\u00e3o Paulo e atender demandas espec\u00edficas. Por\u00e9m percebeu a complexidade das assimetrias raciais no jornalismo e a necessidade de ampliar as a\u00e7\u00f5es e em 2010, foi criada a Comiss\u00e3o Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (CONAJIRA).<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Oito Sindicatos Estaduais, incluindo o Paran\u00e1, participam da CONAJIRA. Contudo, ainda \u00e9 insuficiente, de acordo com a dirigente sindical.\u00a0 \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Ainda n\u00e3o temos uma organiza\u00e7\u00e3o bem estruturada no pa\u00eds todo, ent\u00e3o eu diria que a gente vem avan\u00e7ando em passos lentos tendo em vista a realidade que temos no pa\u00eds\u201d, lamenta.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>A VIOL\u00caNCIA EM REGI\u00d5ES BRASILEIRAS<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Em um comparativo entre os anos de 2021 e 2022, \u00e9 poss\u00edvel notar o aumento de viol\u00eancias por regi\u00f5es. Em 2021, o Centro-Oeste registrou 169 casos (56,90%), Sudeste 69 casos (23,23%), Norte 16 casos (5,39%), Nordeste 25 casos (8,42%) e Sul 18 casos (6,06%). J\u00e1 em 2022, o Centro-Oeste teve 98 casos (34,03%), Sudeste 82 casos (28,47%), Norte 38 casos (13,2%), Nordeste 35 casos (12,15%) e Sul 35 casos (12,15%). Das cinco regi\u00f5e<\/span>s brasileiras, s\u00f3 houve diminui\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra profissionais na regi\u00e3o Centro-Oeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-5058 size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Opera-Instantaneo_2023-04-24_154953_docs.google.com_-300x290.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"290\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Por Camila Souza<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Fotos e infogr\u00e1fico: Camila Souza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretora do Sindicato dos Jornalistas do Paran\u00e1 destaca viol\u00eancia de g\u00eanero e ra\u00e7a contra profissionais &nbsp; O relat\u00f3rio Viol\u00eancia contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, realizado pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mostra que em 2022 foram registrados 376 ataques contra jornalistas, comunicadores e ve\u00edculos de imprensa, e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":846,"featured_media":5061,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[41,39],"tags":[44,45,168],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5056"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5056\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}