{"id":5502,"date":"2024-01-05T18:33:29","date_gmt":"2024-01-05T21:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=5502"},"modified":"2024-01-05T18:33:29","modified_gmt":"2024-01-05T21:33:29","slug":"pesquisa-voltada-a-pessoas-com-deficiencia-revela-altos-niveis-de-exclusao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/pesquisa-voltada-a-pessoas-com-deficiencia-revela-altos-niveis-de-exclusao-social\/","title":{"rendered":"Pesquisa voltada a pessoas com defici\u00eancia revela altos n\u00edveis de exclus\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><b><i>Por Camila Souza<\/i><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Divulgados no segundo semestre deste ano, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD) mostram altos \u00edndices de exclus\u00e3o social que as pessoas com defici\u00eancia enfrentam e as maiores dificuldades encontradas durante a vida. Para a pesquisa in\u00e9dita, que \u00e9 uma iniciativa da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia e do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos, em uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), foram ouvidas pessoas com defici\u00eancia no per\u00edodo de julho, agosto e setembro de 2022.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Conforme apontou a pesquisa, quando se trata de analfabetismo, as pessoas com defici\u00eancia (19,5%) s\u00e3o as que mais sofrem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas sem defici\u00eancia (4,1%.). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conclus\u00e3o do Ensino M\u00e9dio, apenas 25,6% das pessoas com defici\u00eancia conclu\u00edram os estudos, j\u00e1 entre as pessoas sem defici\u00eancia, o \u00edndice chegou a 57,3%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s maiores dificuldades enfrentadas no cotidiano, a pesquisa mostra que pessoas com defici\u00eancia encontram maiores problemas para andar ou subir degraus (3,4%).<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Em contrapartida, se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil se locomover, quando se trata de acessibilidade vi\u00e1ria para pessoas com defici\u00eancia, as dificuldades s\u00e3o ainda maiores, conforme relata Marlon Cesar Nadal. O morador de Ponta Grossa de 42 anos perdeu completamente a vis\u00e3o h\u00e1 quatro anos, ap\u00f3s ser diagnosticado com diabetes. \u201cA acessibilidade em Ponta Grossa \u00e9 muito ruim. Tanto em cal\u00e7adas, como muito mato e buracos. Nem sempre estamos acompanhados de algu\u00e9m, ent\u00e3o sempre ca\u00edmos em buracos, batemos a cara em lixeiras, postes e em carros estacionados na cal\u00e7ada\u201d, revela Marlon.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Ciente das dificuldades e movido pelo desejo de colaborar com a causa, em outubro deste ano Marlon se candidatou e conseguiu assumir a presid\u00eancia do Conselho Municipal de Pessoas com Defici\u00eancia, o que para ele foi uma grande conquista. \u201cA gente tem que quebrar essa corrente de que o deficiente n\u00e3o pode fazer nada. Como presidente, tenho que trabalhar para ajudar essa classe que \u00e9 escondida, deixada de lado. Eu, como presidente e deficiente, consigo mostrar as dificuldades que temos na cidade\u201d, afirma.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>Pol\u00edticas p\u00fablicas para PCDs em Ponta Grossa<\/b><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Atrav\u00e9s da parceria com a Funda\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia Social do munic\u00edpio, sete entidades em Ponta Grossa realizam atendimentos direcionados a 560 pessoas com defici\u00eancia. Chamada de \u2018Centro dia\u2019, a modalidade assegura a perman\u00eancia dessas pessoas durante todo o dia na institui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fecha durante o per\u00edodo de f\u00e9rias. O objetivo principal da modalidade \u00e9 justamente a intera\u00e7\u00e3o social e a oferta de servi\u00e7os, garantindo uma rotina di\u00e1ria para essas pessoas, prevenindo o isolamento social.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A diretora do Departamento de Prote\u00e7\u00e3o Social Especial, Thais do Prado Dias Verillo, conta que a cidade est\u00e1 preparada para atender essas pessoas. \u201cHoje o munic\u00edpio disp\u00f5e de 52 vagas para acolhimento de pessoas com defici\u00eancia, seja intelectual ou f\u00edsica. E atualmente n\u00e3o temos fila de espera para esse p\u00fablico\u201d, conta a diretora.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Nessa modalidade de servi\u00e7o s\u00e3o oferecidas tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, al\u00e9m de uma equipe de especialistas como assistente social, psic\u00f3logo, terapeuta ocupacional e educador f\u00edsico. Os atendimentos s\u00e3o realizados de maneira cont\u00ednua, adaptando-se \u00e0 rotina da fam\u00edlia da pessoa com defici\u00eancia e n\u00e3o possui um prazo m\u00e1ximo de perman\u00eancia.\u00a0<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>APADEVI<\/b><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos do Deficiente Visual (APADEVI) \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es de Ponta Grossa que realiza atendimentos direcionados a pessoas com defici\u00eancia h\u00e1 37 anos. Marlon frequenta a APADEVI e considera que a institui\u00e7\u00e3o faz diferen\u00e7a na vida das pessoas. \u201cL\u00e1 a gente percebe que \u00e9 capaz de fazer mais do que a gente imagina. Hoje eu fa\u00e7o aula de m\u00fasica e nunca peguei um viol\u00e3o enquanto enxergava, l\u00e1 eu aprendi a tocar\u201d, conta.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental e sem fins lucrativos. Atualmente atende aproximadamente 191 pessoas com defici\u00eancia visual total ou baixa vis\u00e3o. N\u00e3o possui restri\u00e7\u00f5es de atendimento por idade e oferece diversos programas aos pacientes. <\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Camila Souza &nbsp; Divulgados no segundo semestre deste ano, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD) mostram altos \u00edndices de exclus\u00e3o social que as pessoas com defici\u00eancia enfrentam e as maiores dificuldades encontradas durante a vida. 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