{"id":5772,"date":"2024-10-02T20:44:15","date_gmt":"2024-10-02T23:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=5772"},"modified":"2024-10-02T20:44:15","modified_gmt":"2024-10-02T23:44:15","slug":"exposicao-do-cartunista-naji-al-ali-retrata-apartheid-na-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/exposicao-do-cartunista-naji-al-ali-retrata-apartheid-na-palestina\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o do cartunista Naji Al-Ali retrata apartheid na Palestina"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-weight: 400\">A mostra, aberta para visita\u00e7\u00e3o no Museu Campos Gerais, tem como objetivo promover o debate sobre a situa\u00e7\u00e3o atual e hist\u00f3rica da Palestina por meio de desenhos<\/span><\/em><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A nova exposi\u00e7\u00e3o do Museu Campos Gerais \u201c Naji \u2013 Apartheid na Palestina em Cartuns&#8221; apresenta as obras do cartunista palestino Naji al-Ali, que retratam a luta, vida, esperan\u00e7as e sofrimento do povo palestino. A mostra \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o\u00a0 do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), do Projeto de Extens\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos e Ensino de Hist\u00f3ria e do Comit\u00ea Ponta-Grossense de Solidariedade \u00e0 Palestina com apoio do Comit\u00ea \u00c1rabe-brasileiro de Solidariedade do Paran\u00e1.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Naji Al-Ali nasceu na aldeia Al-Shajara na Palestina em 1938. Quando tinha 10 anos de idade, as for\u00e7as israelenses ocuparam sua aldeia e ele foi for\u00e7ado a fugir com sua fam\u00edlia para o sul do L\u00edbano, onde ficaram refugiados. Os primeiros desenhos do cartunista foram publicados em 1962, a partir disso Al-Ali surge como um \u00edcone na luta palestina. Seus desenhos s\u00e3o um s\u00edmbolo de resist\u00eancia dos povos \u00e1rabes. Para ele, resistir \u00e9 a \u00fanica forma de recuperar aquilo que foi perdido. No dia 22 de julho de 1987, Naji Al-Ali estava a caminho de seu trabalho em Londres, quando foi atingido por uma bala que ficou alojada em seu olho e o levou \u00e0 morte, 38 dias depois do coma, em 29 de agosto de 1962.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O professor do Mestrado de Hist\u00f3ria da UEPG, Lu\u00eds Fernando Cerri, um dos organizadores da exposi\u00e7\u00e3o, conta que a ideia surgiu em uma reuni\u00e3o do comit\u00ea de solidariedade \u00e0 Palestina, juntando os interesses e a din\u00e2mica do mestrado em Hist\u00f3ria, que tem uma grande preocupa\u00e7\u00e3o nacionalista \u00a0 com a milit\u00e2ncia do comit\u00ea. \u201cO mestrado em Hist\u00f3ria tem uma associa\u00e7\u00e3o \u00edntima com o Museu Campos Gerais, trouxemos para o museu a ideia e eles acharam muito boa e acataram\u201d.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O professor explica que o processo demorou cerca de tr\u00eas meses, passando pela curadoria de imagens, a defini\u00e7\u00e3o de como as imagens seriam expostas e os ajustes diante das preocupa\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea e do mestrado em expressar mais do que a\u00a0 indigna\u00e7\u00e3o com o <\/span><a href=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/posts\/para-o-bem-da-humanidade-o-regime-sionista-deve-ser-enterrado-afirma-breno-altman\/\"><span style=\"font-weight: 400\">genocidio e o apartheid<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Segundo ele, a proposta foi documentar isso e esclarecer que\u00a0 n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o ou uma opini\u00e3o pol\u00edtica do comit\u00ea ou dos organizadores, mas sim\u00a0 um processo real, que vem sendo registrado por v\u00e1rias ONGs e entidades supranacionais.\u00a0 \u201cProcuramos\u00a0 dar espa\u00e7o e visibilidade para essa discuss\u00e3o da Palestina, ent\u00e3o ao mesmo tempo que \u00e9 um ato\u00a0 de estudo, acad\u00eamico, \u00e9 um ato com caracter\u00edsticas pol\u00edticas e tamb\u00e9m um ato de solidariedade\u201d, afirma Cerri.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Segundo o professor, o apartheid e o genocidio palestino podem ser relacionados com a realidade brasileira. Cerri compara o que esta acontecendo com o povo palestino, com a presen\u00e7a de Israel, com o que aconteceu com os ind\u00edgenas do Paran\u00e1, que tiveram seu territ\u00f3rio tomado e sua presen\u00e7a f\u00edsica, cultural e espacial apagada por um grupo que veio de fora.\u00a0 \u201cTrazer essa exposi\u00e7\u00e3o e esse debate tem a ver com a import\u00e2ncia e necessidade de que esse assunto seja pensado, o que a gente quer \u00e9 que as pessoas conhe\u00e7am, saibam e pensem sobre\u201d.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>Personagens de Naji Al Ali<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o jornalista e cr\u00edtico Abdullah Omar, que produziu o material <\/span><a href=\"https:\/\/www.editoramemo.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Naji_alAli_PTG.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNaji Al Ali: \u00cdcone da luta palestina\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, publicado pelo instituto Monitor do Oriente M\u00e9dio, a caricatura \u201cfoi a ferramenta com a qual ele tentou contestar o sistema de valores \u00e0 sua volta\u201d. Entre seus personagens est\u00e3o Handala, um s\u00edmbolo da resist\u00eancia palestina: <\/span><b>o<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> garoto descal\u00e7o, com roupas rasgadas, sempre de costas e com as m\u00e3os para tr\u00e1s, \u00e9 a testemunha da guerra, das bombas que destroem mesquitas, escolas e hospitais, do imperialismo americano e da dissemina\u00e7\u00e3o do sionismo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Outra cria\u00e7\u00e3o do cartunista \u00e9 F\u00e1tima, que de acordo com o jornalista representa amor, amizade, bondade e doa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da import\u00e2ncia da luta das mulheres pela liberdade. H\u00e1 tamb\u00e9m o Homem Bom, que representa a figura comum do \u00e1rabe simples, pobre, oprimido, que perdeu seus familiares na guerra, mas que mesmo diante deste cen\u00e1rio declara lealdade ao seu povo e sua terra.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">As obras de Naji Al Ali tamb\u00e9m trazem personagens que representam aquilo que h\u00e1 de ruim no mundo \u00e1rabe, como pol\u00edticos corruptos, oportunistas e opressores. Na an\u00e1lise de <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Abdullah Omar, as figuras aparecem<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> inchadas, muitas vezes sem p\u00e9s ou pesco\u00e7o, n\u00e3o possuem ra\u00edzes e est\u00e3o sempre dispostas a trair a na\u00e7\u00e3o em troca de alguns d\u00f3lares. H\u00e1 ainda o Soldado Israelense, marcado pela covardia e fraqueza.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<b>Servi\u00e7o<\/b><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O Museus Campos Gerais fica localizado na rua <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Rua Engenheiro Schamber, n\u00ba 686, no centro de Ponta Grossa. A exposi\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o durante tr\u00eas meses.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mostra, aberta para visita\u00e7\u00e3o no Museu Campos Gerais, tem como objetivo promover o debate sobre a situa\u00e7\u00e3o atual e hist\u00f3rica da Palestina por meio de desenhos &nbsp; &nbsp; A nova exposi\u00e7\u00e3o do Museu Campos Gerais \u201c Naji \u2013 Apartheid na Palestina em Cartuns&#8221; apresenta as obras do cartunista palestino Naji al-Ali, que retratam a&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":846,"featured_media":5773,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5772"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}