{"id":5818,"date":"2024-10-15T17:02:12","date_gmt":"2024-10-15T20:02:12","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=5818"},"modified":"2024-10-15T17:02:12","modified_gmt":"2024-10-15T20:02:12","slug":"mulheres-na-artes-cenicas-o-teatro-como-instrumento-de-reflexao-humana-e-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/mulheres-na-artes-cenicas-o-teatro-como-instrumento-de-reflexao-humana-e-cultural\/","title":{"rendered":"Mulheres na artes c\u00eanicas: o teatro como instrumento de reflex\u00e3o humana e cultural"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>O teatro \u00e9 reconhecido como uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural que aprimora o pensamento cr\u00edtico das pessoas<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nAs artes c\u00eanicas s\u00e3o umas das principais formas de express\u00e3o atrav\u00e9s da arte. Elas t\u00eam um papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o da identidade cidad\u00e3, uma vez que est\u00e3o ligadas a diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais e individuais. Em uma entrevista com tr\u00eas atrizes, elas nos contaram a import\u00e2ncia do teatro, tanto no munic\u00edpio de Ponta Grossa quanto as suas perspectivas em rela\u00e7\u00e3o a ele.<br \/>\nPara Ligiane Ferreira, integrante do grupo de teatro Carolinas, o teatro busca a ess\u00eancia do ser, \u201cSe o teatro ele est\u00e1 inserido neste contexto, ele abre caminhos e questiona, ele coloca algumas situa\u00e7\u00f5es que devem ser colocadas \u00e0 luz da sociedade e \u00e9 extremamente fundamental para a nossa sa\u00fade e qualidade de vida, ent\u00e3o eu arriscaria dizer que sem teatro, n\u00e3o h\u00e1 humanidade\u201d. Para a atriz Mariele Zanin, participante do Grupo de Teatro Cidade de Ponta Grossa (GTPG), o teatro \u00e9 um agente transformador, capaz de mudar vidas. De acordo com a atriz, a arte \u00e9 um caminho do bem e um meio de tornar as pessoas com um posicionamento cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade. Para ela, o teatro deve ser acess\u00edvel a qualquer pessoa interessada, sem limite de g\u00eanero ou ra\u00e7a. A artista acrescenta que ele ainda possibilita desenvolver habilidades como trabalho em equipe e express\u00e3o corporal.<br \/>\nMichella Fran\u00e7a participa do grupo Dia de Arte e concebe a arte em conjunto com a parte social. \u201cA gente trabalha com pessoas com sentimentos, ent\u00e3o n\u00e3o tem como, na minha opini\u00e3o, se desligar da quest\u00e3o social e pol\u00edtica.\u201d Pensando assim, Michella leva estes temas sociais para discuss\u00e3o em suas pe\u00e7as, porque para ela, a arte tem um poder transformador e poderoso de unir as pessoas e traz\u00ea-las para dentro da hist\u00f3ria.<br \/>\n<strong>Teatro em Ponta Grossa<\/strong><br \/>\nPara as atrizes, o teatro em Ponta Grossa est\u00e1 crescendo. Segundo Mariele, o Grupo de Teatro Cidade de Ponta Grossa est\u00e1 ativo aproximadamente h\u00e1 seis anos, e al\u00e9m de produzir pe\u00e7as teatrais de forma gratuita e acess\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o, os artistas recebem uma bolsa de incentivo. Tamb\u00e9m, h\u00e1 diversos grupos independentes produzindo pe\u00e7as atrav\u00e9s de editais que viabilizam iniciativas culturais. \u201cAntes s\u00f3 t\u00ednhamos teatro no m\u00eas de novembro, no FENATA (Festival Nacional de Teatro). Hoje os artistas locais est\u00e3o produzindo e organizando apresenta\u00e7\u00f5es durante o ano todo e isto est\u00e1 sendo lindo\u201d, disse a atriz.<br \/>\nMichella Fran\u00e7a em sua fala diz que, em rela\u00e7\u00e3o ao teatro, as pessoas est\u00e3o buscando se profissionalizar e que ter\u00e3o muitos grupos e artistas novos que v\u00e3o permanecer. \u201cIsso \u00e9 muito bom e deixa a gente muito feliz\u201d, completou.<br \/>\nLigiane Ferreira diz que ainda precisamos entender o papel fundamental do teatro. \u201cSe s\u00f3 est\u00e1 divertindo, a gente tem que come\u00e7ar a pensar, mas se ele traz reflex\u00e3o e traz v\u00e1rias linguagens, se ali est\u00e1 inserido o teatro negro, que eu acho fundamental, a gente come\u00e7a a entrar em um futuro para o teatro muito interessante na cidade&#8221;.<br \/>\n<strong>Incentivos<\/strong><br \/>\nDe acordo com Michella, leis que viabilizam que os grupos teatrais fa\u00e7am suas apresenta\u00e7\u00f5es, recebam por elas e que levem ao p\u00fablico de forma gratuita s\u00e3o uma forma de incentivo para que as pessoas deem valor para a arte. Mariele fala que editais de incentivo como PROMIFIC (Programa Municipal de Incentivo Fiscal \u00e0 Cultura), Lei Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para viabilizar projetos art\u00edsticos. Na perspectiva de Ligiane, \u00e9 importante ir ao encontro do p\u00fablico. \u201cJ\u00e1 trabalhei em bares e fiz em espa\u00e7os de yoga, eu acho que qualquer lugar \u00e9 lugar de teatro. Tendo um espectador ali presente, se faz teatro\u201d, completou.<br \/>\n<strong>Dificuldades<\/strong><br \/>\nPara Mariele, uma das dificuldades encontradas \u00e9 a cultura de achar que apenas o que vem de fora \u00e9 bom. \u201cDiversas vezes vi a diferen\u00e7a de p\u00fablico em pe\u00e7as vindas de outras cidades e as pe\u00e7as locais. Mas a verdade \u00e9 que estamos produzindo pe\u00e7as incr\u00edveis na cidade\u201d. Ela completa dizendo que devemos acreditar na nossa capacidade, porque Ponta Grossa \u00e9 uma cidade de grandes talentos. Conforme Ligiane enquanto trabalhadora de cultura, outra eventual dificuldade \u00e9 se manter com o teatro, h\u00e1 a necessidade de ampliar esta discuss\u00e3o. Michella tamb\u00e9m fala sobre o retorno financeiro e levar o p\u00fablico para o teatro, \u201cAs pessoas poderiam incentivar mais o artista local, ent\u00e3o eu acho que as dificuldades s\u00e3o sempre as mesmas. Primeiramente \u00e9 a quest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, do financeiro, como produzir e a segunda \u00e9 estar levando mesmo o teatro\u201d, disse ela.<br \/>\n<strong>Mulheres na participa\u00e7\u00e3o do teatro<\/strong><br \/>\nNa vis\u00e3o de Fran\u00e7a, \u201cO teatro d\u00e1 um campo enorme para todo mundo, est\u00e1 tendo um campo muito grande tamb\u00e9m para as mulheres pretas\u201d. Para Mariele Zanin, as mulheres est\u00e3o cada vez mais focadas e determinadas a buscarem seus objetivos, \u201cSe pensar no papel das mulheres h\u00e1 anos, tudo era relacionado \u00e0 fam\u00edlia\u2026 casar, ter filhos e ser dona de casa. Inclusive, houve uma \u00e9poca em que os pap\u00e9is femininos eram encenados por homens vestidos de mulher. Hoje em diversas \u00e1reas, as mulheres s\u00e3o protagonistas das pr\u00f3prias hist\u00f3rias\u201d, falou Zanin. De acordo com Ligiane que trabalha com esta tem\u00e1tica em suas pe\u00e7as, precisamos de mais presen\u00e7a feminina. \u201cA gente sempre falou enquanto mulheres enquanto teatro, a necessidade de ter toda uma equipe de mulheres, desde sonoplasta, iluminadora, produtora, artistas\u2026 De ter esse teatro espec\u00edfico feito por mulheres\u201d.<br \/>\n<strong>Trajet\u00f3rias<\/strong><br \/>\nDesde pequena, Mariele participava de v\u00e1rios eventos culturais na escola e na igreja, e durante a adolesc\u00eancia come\u00e7ou a entender sobre a profiss\u00e3o de atriz. Ao terminar o ensino m\u00e9dio, ela optou por cursar Jornalismo e em paralelo, terminou o curso de teatro. Quando terminou a faculdade, ela fez a banca para se profissionalizar como atriz em Curitiba e passou. \u201cTrabalhei com marketing em uma escola da cidade por um ano e meio para guardar dinheiro. Chegou um momento que eu pedi demiss\u00e3o e com o DRT (Delegacia Regional de Trabalho) em m\u00e3os, fui para o Rio de Janeiro fazer um curso de interpreta\u00e7\u00e3o para tv e cinema\u201d, conta a atriz. Ela voltou para Ponta Grossa para passar as festas de fim de ano e decidiu ir novamente para o Rio de Janeiro, por\u00e9m aconteceu a pandemia de COVID-19. Desde ent\u00e3o, al\u00e9m de integrar o GTPG, Mariele trabalha com publicidade em Ponta Grossa e Curitiba. Ela participou de duas s\u00e9ries em Curitiba, \u201cPlano B\u201d e \u201cUma Garota de F\u00e9\u201d, \u201cO teatro foi como eu comecei e estou at\u00e9 hoje, mas sou completamente apaixonada pelo audiovisual\u201d, complementou a sua fala.<br \/>\nMichella come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria com 13 anos de idade e fez um teste para um companhia de teatro quando morava em S\u00e3o Paulo, \u201cE de l\u00e1 pra c\u00e1 n\u00e3o parei mais, tive momentos mais ativas e momentos menos, at\u00e9 que eu me profissionalizei nos anos 2000\u201d. Ela tamb\u00e9m morou durante um tempo no Rio de Janeiro e foram mais de 30 espet\u00e1culos nesse tempo e participa\u00e7\u00f5es em longas. \u201cTem um hist\u00f3rico bem grande at\u00e9 o momento\u201d, fala Michella Fran\u00e7a.<br \/>\nEm seu caminho como atriz, Ligiane come\u00e7ou a fazer teatro em escola p\u00fablica. Ela conta que o interesse come\u00e7ou quando uma professora de literatura estava montando um grupo de teatro para o festival estudantil da cidade que acontecia no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o, \u201cEu era uma menina de periferia que n\u00e3o sabia o que era teatro, da\u00ed eu me encanto e come\u00e7o a gostar porque eu era uma pessoa super t\u00edmida\u2026 O teatro me deu possibilidade de ser quem eu sou e abriu muita possibilidade para mim. Eu gostei de estar no palco e contar uma hist\u00f3ria que n\u00e3o era minha, achei fant\u00e1stico aquilo\u201d. Depois, Ligiane se profissionalizou e fez diversos cursos na \u00e1rea, como o teatro de antropologia de Eug\u00eanio Barba. \u201cEu nunca paro, ent\u00e3o essa \u00e9 minha trajet\u00f3ria enquanto busca e artista. Sempre tive bons mestres e boas mestras que me forjaram para ser a artista que sou\u201d, completou Ligiane Ferreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Por Bruna Sluzala<\/p>\n[contact-form-7 404 \"N\u00e3o encontrado\"]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O teatro \u00e9 reconhecido como uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural que aprimora o pensamento cr\u00edtico das pessoas &nbsp; As artes c\u00eanicas s\u00e3o umas das principais formas de express\u00e3o atrav\u00e9s da arte. Elas t\u00eam um papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o da identidade cidad\u00e3, uma vez que est\u00e3o ligadas a diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais e individuais. 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