{"id":594,"date":"2018-09-08T14:36:31","date_gmt":"2018-09-08T17:36:31","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=594"},"modified":"2018-09-08T14:36:31","modified_gmt":"2018-09-08T17:36:31","slug":"graduada-em-jornalismo-pela-uepg-produz-microdocumentario-mae-que-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/graduada-em-jornalismo-pela-uepg-produz-microdocumentario-mae-que-luta\/","title":{"rendered":"Graduada em Jornalismo pela UEPG produz microdocument\u00e1rio \u201cM\u00e3e que Luta\u201d"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Trabalho de conclus\u00e3o de curso de Anna Cuimachowicz aborda o cotidiano de m\u00e3es de crian\u00e7as com patologias graves.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nA jornalista Anna Cuimachowicz, formada na UEPG em mar\u00e7o de 2018 e atualmente mestranda no curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo pela mesma institui\u00e7\u00e3o, apresentou como trabalho de conclus\u00e3o de curso uma s\u00e9rie de microdocument\u00e1rios que retrata o dia-a-dia das m\u00e3es de crian\u00e7as com patologias graves, em Ponta Grossa. Anna contou com a orienta\u00e7\u00e3o do professor doutor Felipe Pontes no desenvolvimento do document\u00e1rio, que tamb\u00e9m explora as dificuldades enfrentadas pelas m\u00e3es e crian\u00e7as na aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas no munic\u00edpio. O espectador ao assistir a s\u00e9rie ir\u00e1 ter contato com perfis de mulheres ativistas, av\u00f3s acolhedoras, m\u00e3es que lidam com o luto, entre outras nuances da vida de fam\u00edlias que encaram o cuidado de crian\u00e7as com patologias neurol\u00f3gicas graves.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Elos<\/strong>: Anna quais s\u00e3o as doen\u00e7as s\u00e3o retratadas na sua s\u00e9rie documental e como se caracteriza o cuidado dessas crian\u00e7as? S\u00e3o majoritariamente pelas m\u00e3es, \u00e9 isso?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Anna<\/strong>: A s\u00e9rie retrata m\u00e3es de crian\u00e7as com patologias neurol\u00f3gicas graves em m\u00faltiplas nuances. O ser m\u00e3e muitas vezes aparece nos cuidados de uma av\u00f3, da m\u00e3e militante que luta pelo rem\u00e9dio de seu filho, da m\u00e3e que recebe um diagn\u00f3stico de vida junto do diagn\u00f3stico de seu filho e isso ocorre perante as falhas nas pol\u00edticas p\u00fablicas vigentes. As patologias retratadas s\u00e3o: Microcefalia, Crises epil\u00e9pticas graves, S\u00edndrome de William-Beuren, paralisia cerebral e S\u00edndrome de Michels.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Elos<\/strong>: Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas fam\u00edlias no contato com o poder p\u00fablico? Na sua vis\u00e3o o que deve ser melhorado neste \u00e2mbito em Ponta Grossa?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Anna<\/strong>: Em muitos casos as m\u00e3es se organizam e se reestruturam a partir de grupos de apoio criados por iniciativa pr\u00f3pria, como \u00e9 o caso da Associa\u00e7\u00e3o de M\u00e3e de Menores Especiais- AMME. N\u00e3o existem grupos de apoio estruturados pelo Estado, ent\u00e3o l\u00e1 elas buscam informa\u00e7\u00e3o e criam redes de apoio. Em uma pesquisa de recep\u00e7\u00e3o realizada para o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso verifica-se como uma das principais demandas destas m\u00e3es quest\u00f5es de acessibilidade. Muitas das crian\u00e7as fazem uso de cadeira de rodas e as m\u00e3es dizem que para al\u00e9m da dificuldade de transitar pela cidade o transporte p\u00fablico tamb\u00e9m \u00e9 uma imensa barreira de acesso. Al\u00e9m disso, quest\u00f5es como educa\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 sa\u00fade constituem grande parte da dificuldade da vida destas m\u00e3es. As mulheres retratadas s\u00e3o fortes e j\u00e1 est\u00e3o em luta por seus direitos. N\u00e3o \u00e9 um caso onde uma minoria tem de se fazer ouvida, isso j\u00e1 \u00e9 a vida delas, essas pol\u00edticas p\u00fablicas t\u00eam de emergir de uma empatia coletiva pela luta dos outros.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Elos<\/strong>: Como jornalista, como \u00e9 produzir um trabalho que envolve tantos dramas humanos? Seus estudos no Mestrado d\u00e3o continuidade ao trabalho que come\u00e7ou na gradua\u00e7\u00e3o?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Anna<\/strong>: \u00c9 muito dif\u00edcil retratar a dor dos outros, muita leitura foi feita diante deste aspecto \u00e9tico, mas essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o constantemente colocadas frente ao ator jornalista e suas subjetividades e lidar com elas ultrapassa leituras. Mas o jornalismo pode ser a servi\u00e7o de diversos agentes sociais, trazer visibilidade para os mais variados temas. Criam-se no\u00e7\u00f5es de visibilidade e auto representa\u00e7\u00e3o discursivas quando se altera o foco para atores constantemente marginalizados. Visualizar tudo isso fez com que eu me apaixonasse pela tem\u00e1tica como \u00e1rea de pesquisa. Atualmente no mestrado eu investigo as articula\u00e7\u00f5es sociais realizadas entre m\u00eddia e receptor e a manuten\u00e7\u00e3o de discursos e valores apoiados em um background hist\u00f3rico; a m\u00eddia atua construindo as percep\u00e7\u00f5es e moldando o imagin\u00e1rio social &#8211; e assim eu investigo como se d\u00e1 o discurso jornal\u00edstico a respeito da maternidade em Ponta Grossa.<br \/>\nPor Ligia Tesser.<br \/>\nVeja toda a s\u00e9rie documental:<\/p><\/blockquote>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span class=\"copycode\">[embedyt] https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NKog_kfTjLU[\/embedyt]<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho de conclus\u00e3o de curso de Anna Cuimachowicz aborda o cotidiano de m\u00e3es de crian\u00e7as com patologias graves. &nbsp; A jornalista Anna Cuimachowicz, formada na UEPG em mar\u00e7o de 2018 e atualmente mestranda no curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo pela mesma institui\u00e7\u00e3o, apresentou como trabalho de conclus\u00e3o de curso uma s\u00e9rie de microdocument\u00e1rios que retrata&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":846,"featured_media":595,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[39],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/594\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}