{"id":6380,"date":"2025-03-21T19:30:29","date_gmt":"2025-03-21T22:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=6380"},"modified":"2025-03-21T19:30:29","modified_gmt":"2025-03-21T22:30:29","slug":"desigualdades-enfrentadas-pelas-mulheres-no-mercado-de-trabalho-evidenciam-feminizacao-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/desigualdades-enfrentadas-pelas-mulheres-no-mercado-de-trabalho-evidenciam-feminizacao-da-pobreza\/","title":{"rendered":"Desigualdades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho evidenciam feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">A feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza e as desigualdades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho foram tema do Semin\u00e1rio Feminiza\u00e7\u00e3o da Desigualdade, que integra a programa\u00e7\u00e3o do coletivo Feminismos em Luta. O evento foi realizado na noite de quarta-feira (12), na C\u00e2mara Municipal, por iniciativa de Ana Paula de Melo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza se refere ao aumento do n\u00famero de mulheres em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e o processo das mulheres sozinhas terem que se responsabilizar pelo seu sustento e o dos filhos, quando n\u00e3o tem mais o companheiro na mesma casa. Nessa realidade, al\u00e9m de precisarem garantir a pr\u00f3pria renda, elas ainda assumem a maior parte dos trabalhos de cuidado, como a cria\u00e7\u00e3o dos filhos e as tarefas dom\u00e9sticas.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Dados do Censo do IBGE indicam que, em 2010, os homens eram respons\u00e1veis pelo sustento de 61,3% dos lares brasileiros, enquanto as mulheres representavam 38,7%. No entanto, em 2022, esse cen\u00e1rio mudou significativamente: o percentual de mulheres \u00e0 frente dos lares subiu para 49,1%. Apesar disso, elas ainda enfrentam desigualdades no mercado de trabalho e continuam sendo as principais encarregadas pelos cuidados familiares.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A professora universit\u00e1ria, consultora empresarial e advogada especialista em justi\u00e7a restaurativa, Lana Furtado,<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0destaca que, historicamente, a mulher sempre foi vista como uma segunda op\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">Quando fomos chamadas para trabalhar durante a Segunda Guerra Mundial, foi porque os homens estavam indispon\u00edveis, n\u00e3o porque nos consideravam competentes<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Sobre o cen\u00e1rio de Ponta Grossa, Lana acredita que a cidade seja muito conservadora e que isso \u00e9 algo que deve ser desconstru\u00eddo, ent\u00e3o apesar dos avan\u00e7os nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ainda existe uma grande desigualdade salarial entre homens e mulheres em Ponta Grossa.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Segundo pesquisa do IBGE, anualmente as mulheres dedicam em m\u00e9dia 10, 4 horas por semana a mais aos afazeres dom\u00e9sticos do que os homens. A segunda palestrante, Hanna Kr\u00fcger,\u00a0 professora de Direito na Faculdade Anhanguera, trouxe esse dado para explicar a feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza no Brasil, afirmando que a sobrecarga de afazeres dom\u00e9sticos limita as oportunidades de qualifica\u00e7\u00e3o e crescimento profissional das mulheres.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">No evento, tamb\u00e9m se discutiu a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho feminino, com as mulheres em uma situa\u00e7\u00e3o de emprego que \u00e9 inst\u00e1vel, onde o trabalhador \u00e9 respons\u00e1vel pelos riscos do emprego, e n\u00e3o o empregador. Para ilustrar isso, a advogada trouxe a quest\u00e3o do trabalho em plataformas digitais, como o Uber e o 99, que muitas vezes alegam que os parceiros n\u00e3o t\u00eam v\u00ednculo empregat\u00edcio com a plataforma, logo n\u00e3o t\u00eam direitos trabalhistas.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Texto por Pietra Gasparini e Amanda Grzebielucka.<\/span><br \/>\nFotos por Pietra Gasparini.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza e as desigualdades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho foram tema do Semin\u00e1rio Feminiza\u00e7\u00e3o da Desigualdade, que integra a programa\u00e7\u00e3o do coletivo Feminismos em Luta. O evento foi realizado na noite de quarta-feira (12), na C\u00e2mara Municipal, por iniciativa de Ana Paula de Melo. 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