{"id":6385,"date":"2025-03-25T14:35:45","date_gmt":"2025-03-25T17:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=6385"},"modified":"2025-03-25T14:35:45","modified_gmt":"2025-03-25T17:35:45","slug":"pessoas-celiacas-com-dieta-sem-gluten-enfrentam-precos-abusivos-dos-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/pessoas-celiacas-com-dieta-sem-gluten-enfrentam-precos-abusivos-dos-alimentos\/","title":{"rendered":"Pessoas cel\u00edacas com dieta sem gl\u00faten enfrentam pre\u00e7os abusivos dos alimentos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Em m\u00e9dia, os produtos chegam a custar tr\u00eas vezes o valor dos alimentos regulares em supermercados de Ponta Grossa<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Estima-se que dois milh\u00f5es de pessoas possuem doen\u00e7a cel\u00edaca no Brasil, a grande maioria sem diagn\u00f3stico. A doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 autoimune, ou seja, n\u00e3o apresenta cura e \u00e9 desencadeada por tend\u00eancias gen\u00e9ticas em qualquer idade. Ela \u00e9 desencadeada pela ingest\u00e3o de gl\u00faten, prote\u00edna presente no trigo, cevada, centeio e aveia. Os dados v\u00eam da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es de Cel\u00edacos no Brasil (<\/span><a href=\"https:\/\/www.fenacelbra.com.br\/\"><span style=\"font-weight: 400\">FENACELBRA),<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> mas apenas como uma estimativa, pois n\u00e3o existem estudos concretos sobre a doen\u00e7a no pa\u00eds.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O \u00fanico tratamento conhecido \u00e9 a dieta sem gl\u00faten para o restante da vida. Glaucia Staveski foi diagnosticada como cel\u00edaca aos 45 anos de idade e contou ter dificuldades para se adaptar \u00e0 nova dieta. \u201cEm reuni\u00f5es de fam\u00edlia ou sa\u00edda com os amigos era o mais complicado, porque eu n\u00e3o podia comer o mesmo que todo mundo, e muitas vezes nem havia a op\u00e7\u00e3o de alimentos sem gl\u00faten\u201d, relembra. Alimentos b\u00e1sicos da dieta brasileira, como arroz, feij\u00e3o, carne e ovo, n\u00e3o possuem gl\u00faten. O mesmo vale para frutas, latic\u00ednios, hortali\u00e7as e outros.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Estudos mostram que qualquer quantidade de gl\u00faten, por menor que seja, j\u00e1 \u00e9 prejudicial para um cel\u00edaco. Isso significa que at\u00e9 mesmo as panelas usadas para cozinhar nunca podem ter tido contato com alimentos com gl\u00faten, para que n\u00e3o haja contamina\u00e7\u00e3o cruzada (quando um alimento sem gl\u00faten acaba por conter gl\u00faten por ser produzido em ambiente n\u00e3o isolado). \u201cPor conta da dificuldade da produ\u00e7\u00e3o dos alimentos sem gl\u00faten o pre\u00e7o acaba ficando maior, eu entendo, mas mesmo assim \u00e9 um problema. Gasto mais nos mercados hoje e tenho menos op\u00e7\u00f5es de alimentos do que antes da doen\u00e7a\u201d, lamenta Glaucia. A lei federal n\u00ba 10.674, de 2003, determina a obrigatoriedade de todas as empresas que produzem alimentos informarem no r\u00f3tulo se o produto \u201cCont\u00e9m gl\u00faten\u201d ou \u201cN\u00e3o cont\u00e9m gl\u00faten\u201d.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O Elos fez uma pesquisa para investigar o pre\u00e7o dos alimentos sem gl\u00faten na cidade. Os dois mercados selecionados fazem parte de redes grandes de supermercados e permaneceram an\u00f4nimos. O Mercado 1 apresentou uma maior variedade que o Mercado 2, que trouxe apenas o b\u00e1sico da alimenta\u00e7\u00e3o. Alguns valores dos alimentos foram alterados para igualar com a quantidade das por\u00e7\u00f5es (ex: o pacote de farinha mais barato tinha 1 kg, enquanto que a farinha sem gl\u00faten s\u00f3 tinha em pacotes de 500g, ent\u00e3o os valores foram convertidos para que no quadro abaixo eles representassem as mesmas por\u00e7\u00f5es).<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6386 aligncenter\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Tabela-300x170.png\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"270\" \/><br \/>\n<em><span style=\"font-weight: 400\">*N\u00e3o foi levado em considera\u00e7\u00e3o o pre\u00e7o dos macarr\u00f5es mais baratos como o miojo (R$1,09 &#8211; Mercado 1), pois n\u00e3o havia um produto similar na vers\u00e3o sem gl\u00faten.<\/span><\/em><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Os alimentos sem gl\u00faten apresentam, em m\u00e9dia, valores 233% maiores que dos alimentos com gl\u00faten. A aveia, a batata chips na lata e o macarr\u00e3o, em ambos os mercados, foram os alimentos sem gl\u00faten com menor aumento no pre\u00e7o, n\u00e3o chegando nem a aumentar o dobro do valor. Em compensa\u00e7\u00e3o, a farinha no Mercado 1 e o p\u00e3o de forma no Mercado 2 tiveram aumento de mais de 300% nos produtos sem gl\u00faten. O biscoito cracker sem gl\u00faten foi o alimento que apresentou maior varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, chegando a 900% a mais do valor do variante com gl\u00faten.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Para saber se voc\u00ea possui a doen\u00e7a basta consultar um m\u00e9dico de forma gratuita pelo SUS e realizar exames de sangue.<\/span><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Texto por Ester Roloff<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em m\u00e9dia, os produtos chegam a custar tr\u00eas vezes o valor dos alimentos regulares em supermercados de Ponta Grossa &nbsp; Estima-se que dois milh\u00f5es de pessoas possuem doen\u00e7a cel\u00edaca no Brasil, a grande maioria sem diagn\u00f3stico. 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