{"id":6405,"date":"2025-03-31T19:48:37","date_gmt":"2025-03-31T22:48:37","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=6405"},"modified":"2025-03-31T19:48:37","modified_gmt":"2025-03-31T22:48:37","slug":"plenaria-discute-violencia-contra-mulher-e-racismo-religioso-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/plenaria-discute-violencia-contra-mulher-e-racismo-religioso-nas-escolas\/","title":{"rendered":"Plen\u00e1ria discute viol\u00eancia contra mulher e racismo religioso nas escolas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\">Especialistas em pautas raciais, l\u00edderes religiosos, autoridades policiais e estudantes participam da plen\u00e1ria \u201cUm Novo Caminho \u00e9 Poss\u00edvel\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na sexta-feira (21), foi realizada a Plen\u00e1ria \u201cUm Novo Caminho \u00e9 Poss\u00edvel\u201d para marcar o Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial e o M\u00eas da Mulher. O evento contou com tr\u00eas mesas de debates que abordaram os temas de viol\u00eancia contra a mulher, racismo religioso e nas escolas. Especialistas em pautas raciais, l\u00edderes religiosos, autoridades policiais e estudantes participaram das discuss\u00f5es.\u00a0<\/span><br \/>\n<b>Viol\u00eancia contra a mulher<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6409 aligncenter\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DSC_0080-300x201.jpeg\" alt=\"\" width=\"581\" height=\"389\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em><span>Mesa de viol\u00eancia contra a mulher com integrantes Dra Marcela Godoy, Dr Antonio Bispo, Dra Ana Paula e Delegada Cl\u00e1udia Kruger respectivamente. Foto por Milena Leal<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A primeira mesa foi mediada pela delegada che<\/span><span style=\"font-weight: 400\">fe, Ana Paula, do N\u00facleo de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Crian\u00e7a e a Adolescentes V\u00edtimas de Crimes (NUCRIA). Participaram tamb\u00e9m a Marcela T. Godoy, professora de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a delegada da Delegacia da Mulher em Ponta Grossa, Claudia Kruger, e o delegado da Pol\u00edcia Civil do Paran\u00e1, Antonio Bispo.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o Relat\u00f3rio CEVID &#8211; Medidas Protetivas de Urg\u00eancia 2024, do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1 (TJPR), Ponta Grossa registrou 1490 pedidos de medidas protetivas. Outras cidades com porte semelhante, como Maring\u00e1 e Londrina,\u00a0 tiveram 968 e 1210 pedidos. No \u00e2mbito de medidas cautelares (como pedidos de pris\u00e3o e busca e apreens\u00e3o), Ponta Grossa teve 92 solicita\u00e7\u00f5es,\u00a0 Maring\u00e1\u00a0 20 e Londrina 51.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Para a Kruger, esses n\u00fameros demonstram que as medidas de enfrentamento s\u00e3o insuficientes para combater problemas enraizados na sociedade, como quest\u00f5es culturais, emocionais e ps\u00edquicas. \u201cAinda temos uma educa\u00e7\u00e3o com vi\u00e9s machista e sexista. Existem quest\u00f5es emocionais como depend\u00eancias afetivas e sentimentos de posse, al\u00e9m das quest\u00f5es ps\u00edquicas que frequentemente n\u00e3o s\u00e3o admitidas pelas pessoas, e quando s\u00e3o, muitas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es para manter o tratamento\u201d, analisa.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A delegada tamb\u00e9m destacou as limita\u00e7\u00f5es das atividades preventivas, que frequentemente se concentram apenas em relacionamentos amorosos.\u00a0 Segundo ela, s\u00e3o os casos que mais ocorrem, por\u00e9m h\u00e1\u00a0 outros tipos de rela\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m est\u00e3o inseridos no contexto da viol\u00eancia . \u201cUm dos feminic\u00eddios que mais me marcou, no ano passado, foi de um filho que, em surto, matou a pr\u00f3pria m\u00e3e. Quando se tem atividade preventiva diante de um quadro deste? Ent\u00e3o, vejo m\u00e3es ref\u00e9ns dos filhos e fam\u00edlias ref\u00e9ns dessas situa\u00e7\u00f5es\u201d, relata Kurger.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Em concord\u00e2ncia, a professora Marcela Godoy, aponta que assim como estas quest\u00f5es culturais s\u00e3o constru\u00eddas tamb\u00e9m podem ser desconstru\u00eddas. Para ela, \u00e9 fundamental debater a viol\u00eancia contra mulher levando em conta a interseccionalidade, pois considera quest\u00f5es como: \u201cQue mulher \u00e9 essa? Qual a classe social e ra\u00e7a? Muitas vezes\u00a0 as mulheres negras e ind\u00edgenas s\u00e3o exclu\u00eddas desses debates. E a partir do momento que n\u00e3o consideramos todas as mulheres, nosso enfrentamento se torna elitista e eletivo.\u201d\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A professora tamb\u00e9m explica outras formas de viol\u00eancia veladas, que normalmente n\u00e3o s\u00e3o abordadas. S\u00e3o estas:\u00a0<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Viol\u00eancia obst\u00e9trica: Ocorre no contexto da assist\u00eancia ao parto ou per\u00edodo perinatal, caracterizado por pr\u00e1ticas abusivas, inadequadas ou desrespeitosas por parte do profissional da sa\u00fade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres gr\u00e1vidas, parturientes e pu\u00e9rperas.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Sobrecarga de trabalho e laboral: Pode ocorrer de v\u00e1rias formas, incluindo ass\u00e9dio verbal, moral e\/ou f\u00edsico.\u00a0\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Pol\u00edtica: Qualquer a\u00e7\u00e3o que dificulte o exerc\u00edcio da pol\u00edtica por mulheres, seja como candidata ou eleita.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Bropriating: Refere-se \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de ideias ou contribui\u00e7\u00f5es das mulheres por homens, que depois apresentam como se fossem suas.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em casos nos quais a Lei Maria da Penha n\u00e3o se aplica, a Delegacia da Mulher n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela investiga\u00e7\u00e3o, explica o delegado Ant\u00f4nio Godoy. Ou seja, quando n\u00e3o h\u00e1 a conota\u00e7\u00e3o e a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade da mulher. Al\u00e9m disso, se a viol\u00eancia sexual envolver uma adolescente no momento do registro, o caso \u00e9 encaminhado ao NUCRIA. Godoy ressalta que a Delegacia da Mulher n\u00e3o consegue se comunicar diretamente com a Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude. Portanto, quando o infrator \u00e9 um adolescente, o caso fica sob responsabilidade do Centro de Socioeduca\u00e7\u00e3o Regional de Ponta Grossa. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Durante a plen\u00e1ria, tamb\u00e9m houve a exposi\u00e7\u00e3o \u2018O que voc\u00ea estava vestindo?\u2019 da professora Marcela Godoy. A mostra teve como objetivo desmistificar a ideia de que as roupas das vitimas influenciam a ocorr\u00eancia da agress\u00e3o sexual.\u00a0<\/span><br \/>\n<b>Racismo nas escolas<\/b><br \/>\n<b> <img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6410 aligncenter\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DSC_0163-300x201.jpeg\" alt=\"\" width=\"530\" height=\"355\" \/><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\">Mesa de Racismo nas escolas com integrantes Delegado Fernando Vieira, Dr Jos\u00e9 Luiz e Dr Jos\u00e9 Sebasti\u00e3o da direita para a esquerda respectivamente. Foto por Milena Leal\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A segunda mesa foi mediada pelo\u00a0 presidente fundador do instituto Sorriso Negro e Doutor <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Honoris Causa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> pela Ordem dos Capel\u00e3es do Brasil (OCB), Jos\u00e9 Luiz Teixeira. Os debatedores foram o Delegado chefe da Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa, Fernando Vieira, e o Corregedor-geral da Seccional do Paran\u00e1 da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jorge Sebasti\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a Lei 7.769\/1989, o racismo \u00e9 considerado crime no Brasil. No entanto, Sebasti\u00e3o argumenta que o sistema judici\u00e1rio brasileiro carece de planejamento legislativo, o que resulta na desorganiza\u00e7\u00e3o e falta de efici\u00eancia regulamentadora. Segundo ele, a lei n\u00e3o resolve tudo e ainda n\u00e3o consegue abordar todas as tem\u00e1ticas necess\u00e1rias, contudo, sua falta tamb\u00e9m \u00e9 prejudicial para a popula\u00e7\u00e3o, visto que deixa a sociedade incapacitada de acessar a justi\u00e7a.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O corregedor tamb\u00e9m ressalta a defici\u00eancia punitiva perante a inj\u00faria racial. Segundo ele, a lei diverge do racismo e recebe um tratamento mais brando, apesar de ser o tipo de crime de teor racial mais incidente na sociedade.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u00a0De acordo com os informes do delegado Fernando Vieira, em parceria com o Instituto Sorriso Negro, foram registrados 27 boletins de ocorrencias em Ponta Grossa, envolvendo adolescentes em casos de injuria racial. \u201cTemos conhecimento da imensa subnotifica\u00e7\u00e3o desses casos. Temos plena consci\u00eancia de que \u00e9 \u2018passado pano\u2019 em situa\u00e7\u00f5es de racismo e de inj\u00faria racial por diversas raz\u00f5es &#8220;, diz o delegado. Esta subnotifica\u00e7\u00e3o pode estar ligada \u00e0 descren\u00e7a das v\u00edtimas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta da Justi\u00e7a e \u00e0 afli\u00e7\u00e3o de reviver a dor do que passou ao sofrer o crime.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Segundo ele, os casos se enquadram no conceito de racismo recreativo, que se caracteriza como uma forma velada de opress\u00e3o racial disfar\u00e7ada de humor, utilizando piadas e brincadeiras para perpetuar estere\u00f3tipos raciais. Fernando relata o caso que o fez conhecer o Instituto Sorriso Negro. De acordo com ele, essa ocorr\u00eancia se deu por inj\u00faria racial, no qual, ap\u00f3s uma aula a respeito da escravid\u00e3o africana no Brasil, um aluno chamou o outro de \u2018escravo\u2019. Mais tarde, a v\u00edtima disse n\u00e3o se importar com a inj\u00faria cometida o que, segundo o delegado, caracteriza uma rea\u00e7\u00e3o de autopreserva\u00e7\u00e3o, visto que no que diz respeito a inj\u00faria racial, a lei ainda \u00e9 falha e provoca nos alvos dessa viol\u00eancia velada o sentimento de \u2018ser mais f\u00e1cil aceitar\u2019.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">O delegado tamb\u00e9m informa que a Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa responde aos casos de racismo em tr\u00eas inst\u00e2ncias:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Medidas Preventivas: Focadas em manter canais de comunica\u00e7\u00e3o com as escolas,\u00a0 principalmente por meio de palestras educativas.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Medidas Objetivas: Destinadas a reduzir a subnotifica\u00e7ao ao promover integra\u00e7ao entre a policia e a sociedade civil organizada, como o Instituto Sorriso Negro, al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o de profissionais envolvidos.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Medidas Repressivas: Voltadas a puni\u00e7\u00e3o do infrator.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Racismo religioso<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6411 aligncenter\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/DSC_0234-300x201.jpeg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"362\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Mesa de Racismo Religioso\u00a0 com os integrantes Dra Patr\u00edcia Giardini, Dr Ali Mustapha e Rafael Miranda da esquerda para a direita respectivamente. Foto por Milena Leal<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A \u00faltima mesa contou com a participa\u00e7\u00e3o dos l\u00edderes religiosos Rafael Miranda de Almeida e\u00a0 Ali Mustapha Ataya, e foi mediada pela advogada Patr\u00edcia Giardini.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Durante a palestra, a Giardini, destacou que o racismo religioso se caracteriza pela <\/span><span style=\"font-weight: 400\">discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito contra pessoas que seguem religi\u00f5es de matriz africana, como Umbanda e Candombl\u00e9. Pode se manifestar atrav\u00e9s de insultos, tratamentos desiguais e exclus\u00e3o social, al\u00e9m de pr\u00e1ticas violentas que expressam \u00f3dio e discrimina\u00e7\u00e3o contra as comunidades tradicionais e seus territ\u00f3rios sagrados.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A Lei n\u00ba 14.532, sancionada em 11 de janeiro de 2023, foi um ponto central da sess\u00e3o. De acordo com a advogada, a nova legisla\u00e7\u00e3o tipifica o racismo religioso como crime no Brasil e altera a Lei n\u00ba 7.716, de 1989 (Lei do Crime Racial), e o Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 1940 (C\u00f3digo Penal). As penalidades para as pr\u00e1ticas desse crime variam de dois a cinco anos de reclus\u00e3o, al\u00e9m de puni\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para inj\u00faria racial e penalidades adicionais para funcion\u00e1rios p\u00fablicos envolvidos em atos discriminat\u00f3rios.\u00a0<\/span><br \/>\n<b>\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400\">Ali Mustapha compartilhou sua experi\u00eancia como v\u00edtima de racismo religioso, enfatizando que o Isl\u00e3 no Brasil possui ra\u00edzes africanas, originando-se da popula\u00e7\u00e3o negra mu\u00e7ulmana trazida durante o per\u00edodo da escravid\u00e3o.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u00a0O l\u00edder religioso descreveu o Isl\u00e3 como uma f\u00e9 cercada por desinforma\u00e7\u00e3o e estere\u00f3tipos negativos. \u201cSer mu\u00e7ulmano no Brasil \u00e9 muitas vezes ser tratado como estrangeiro dentro da pr\u00f3pria terra. \u00c9 ver seu nome, sua apar\u00eancia e sua f\u00e9 sendo constantemente questionados, ridicularizados e associados a violencia\u201d, exp\u00f5e.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Mustapha tamb\u00e9m relata que durante a ditadura e o nacionalismo exacerbado, o preconceito era etnico. Por\u00e9m, ap\u00f3s o atentado de 11 de setembro, esse preconceito passou a ter uma conota\u00e7\u00e3o religiosa, que associa o islamismo ao terrorismo, e resulta na inviabiliza\u00e7\u00e3o e preconceito ainda maior.\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Rafael Miranda tamb\u00e9m aborda a inviabiliza\u00e7\u00e3o do racismo. Segundo ele, existe uma tentativa hist\u00f3rica de embranquecimento da Umbanda, que levou a classifica\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos por um vi\u00e9s racial. \u201cNessa classifica\u00e7\u00e3o, quanto mais branco, mais evolu\u00eddo e quanto mais preto, menos evolu\u00eddo. Atualmente, lutamos para descolonizar essa vis\u00e3o &#8220;, diz Miranda.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A sess\u00e3o plen\u00e1ria foi idealizada e sediada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Ponta Grossa e pelo Instituto Sorriso Negro dos Campos Gerais. O evento tamb\u00e9m contou com apresenta\u00e7\u00f5es musicais do grupo \u201cUmBatuque\u201d, do Terreiro de Umbanda Caboclos da Lei.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">Por Karen Stinsky e Milena Leal<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas em pautas raciais, l\u00edderes religiosos, autoridades policiais e estudantes participam da plen\u00e1ria \u201cUm Novo Caminho \u00e9 Poss\u00edvel\u201d\u00a0 Na sexta-feira (21), foi realizada a Plen\u00e1ria \u201cUm Novo Caminho \u00e9 Poss\u00edvel\u201d para marcar o Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial e o M\u00eas da Mulher. 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