{"id":6442,"date":"2025-04-04T22:26:13","date_gmt":"2025-04-05T01:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=6442"},"modified":"2025-04-04T22:26:13","modified_gmt":"2025-04-05T01:26:13","slug":"vivencias-compartilhadas-debate-sobre-preconceitos-que-afetam-diretamente-a-vida-de-muitas-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/vivencias-compartilhadas-debate-sobre-preconceitos-que-afetam-diretamente-a-vida-de-muitas-pessoas\/","title":{"rendered":"Viv\u00eancias compartilhadas: debate sobre preconceitos que afetam diretamente a vida de muitas pessoas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00daltima palestra do 9\u00b0 Col\u00f3quio Mulheres e Sociedade debateu o machismo e \u00e9tica dentro do jornalismo, racismo digital, viol\u00eancia obst\u00e9trica e a marginaliza\u00e7\u00e3o de pessoas trans na sociedade<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6443 aligncenter\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Copia-de-IMG_5628-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"388\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Foto: Pietra Gasparini.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesta sexta-feira (04), o painel &#8220;Jornalismo, ativismo e resist\u00eancias contra o machismo, o racismo e a LGBTfobia&#8221; marcou o segundo e \u00faltimo dia do 9\u00b0 Col\u00f3quio Mulheres e Sociedade. A palestra aconteceu no Grande Audit\u00f3rio do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A palestra contou com a participa\u00e7\u00e3o de Marcia Veiga da Silva, Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o, e autora do livro &#8220;Masculino, o g\u00eanero do jornalismo: modos de produ\u00e7\u00e3o das not\u00edcias&#8221;; Let\u00edcia Costa, jornalista e integrante do Coletivo de M\u00e3es Pretas; Juliane Carrico, Doula, educadora popular e integrante do Coletivo de Doulas Ponta Grossa; e\u00a0 Ronna Freitas Oliveira, professora da UEPG e Mestra em estudos da linguagem.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Durante o painel de discuss\u00e3o, a pesquisadora Marcia Veiga ressaltou como o machismo se manifesta no jornalismo e como \u00e9 prejudicial, desvalorizando o trabalho feminino e impactando nocivamente na qualidade da informa\u00e7\u00e3o que \u00e9 transmitida. &#8220;Eu percebi que no jornalismo n\u00e3o basta ser homem, precisa ser conhecido como algu\u00e9m corajoso, que corre riscos.&#8221;, sustentou Marcia, apontando que os homens precisam adotar comportamentos associados a estere\u00f3tipos de masculinidade para serem reconhecidos e valorizados. Para a palestrante, as mulheres enfrentam barreiras adicionais e s\u00e3o vistas sob uma perspectiva diferente.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A jornalista Let\u00edcia Costa destacou como o racismo e outros tipos de preconceitos se adaptam de maneira escancarada nas redes sociais, &#8220;\u00e9 isso que o racismo digital faz: ele tira um preconceito que era velado e o torna p\u00fablico.&#8221;<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A doula Juliane Carrico trouxe para o debate a necessidade de falar sobre viol\u00eancia obst\u00e9trica. Ela exp\u00f4s que<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">as pr\u00f3prias pessoas que gestam n\u00e3o t\u00eam conhecimento sobre o que \u00e9 a viol\u00eancia obst\u00e9trica e muitas vezes sofrem esta viol\u00eancia sem nem se dar conta. &#8220;Esse n\u00e3o \u00e9 um debate s\u00f3 para pessoas que est\u00e3o gestantes ou que v\u00e3o gestar, esse \u00e9 um debate para toda a sociedade&#8221; refor\u00e7a a doula. Juliane tamb\u00e9m apresenta como a m\u00eddia ainda n\u00e3o aborda esse assunto como deveria, uma vez que essa viol\u00eancia acontece a todo momento, por\u00e9m, \u00e9 noticiada apenas quando \u00e9 algu\u00e9m com relev\u00e2ncia midi\u00e1tica.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A professora da UEPG e Mestra em estudos da linguagem, Ronna Freiras Oliveira, falou sobre a marginaliza\u00e7\u00e3o das pessoas trans e travestis num contexto hist\u00f3rico. Durante sua fala Ronna faz men\u00e7\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es, &#8220;limpeza urbana&#8221; (1968), &#8220;pente fino&#8221; (1979) e a opera\u00e7\u00e3o &#8220;Tar\u00e2ntula&#8221; (1987), todas opera\u00e7\u00f5es com o prop\u00f3sito de prender as trans e travestis, que tinham como trabalho a prostitui\u00e7\u00e3o. Ainda na sua fala a professora Ronna exp\u00f4s dados atuais e ressaltou, &#8220;N\u00f3s n\u00e3o temos dados oficiais sobre pessoas trans no Brasil, e todos os dados nacional e internacionalmente s\u00e3o feitos por organiza\u00e7\u00f5es ou de pessoas trans ou organiza\u00e7\u00f5es LGBT&#8217;s&#8221;.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Esta foi a \u00faltima palestra do 9\u00b0 Col\u00f3quio Mulheres e Sociedade, mas as atividades seguiram no per\u00edodo da tarde com duas oficinas e a apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos no modo remoto. Assim encerrando as atividades e pain\u00e9is do evento promovido pelo Grupo de Pesquisa em Jornalismo e G\u00eanero, pelo projeto de extens\u00e3o Elos \u2013 Jornalismo, Direitos Humanos e Forma\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3, pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo e pelo Departamento de Jornalismo da UEPG, em parceria com o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia, e conta com o apoio da Rede Antonietas (SBPJor).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">Por: Amanda Rafaella e Maria Vict\u00f3ria Ribeiro.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00daltima palestra do 9\u00b0 Col\u00f3quio Mulheres e Sociedade debateu o machismo e \u00e9tica dentro do jornalismo, racismo digital, viol\u00eancia obst\u00e9trica e a marginaliza\u00e7\u00e3o de pessoas trans na sociedade Foto: Pietra Gasparini. 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