{"id":6479,"date":"2025-04-24T09:15:59","date_gmt":"2025-04-24T12:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=6479"},"modified":"2025-04-24T09:15:59","modified_gmt":"2025-04-24T12:15:59","slug":"ocupacao-nova-esperanca-completa-cinco-anos-de-luta-por-moradia-digna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/ocupacao-nova-esperanca-completa-cinco-anos-de-luta-por-moradia-digna\/","title":{"rendered":"Ocupa\u00e7\u00e3o Nova Esperan\u00e7a completa cinco anos de luta por moradia digna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\"><em>Exemplo de sustentabilidade, a comunidade abriga cerca de seis mil pessoas<\/em><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\"><br \/>\nA comunidade localizada em Campo Magro, regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, teve in\u00edcio em maio de 2020, quando 400\u00a0 fam\u00edlias sentiram dificuldades de se manter no per\u00edodo de pandemia e ent\u00e3o ocuparam um terreno da prefeitura que estava abandonado h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Em 2025, Nova Esperan\u00e7a conta aproximadamente com mil e duzentas fam\u00edlias, cerca de seis mil pessoas, sendo 30% imigrantes vindos do Haiti, Venezuela e Cuba.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s cinco anos de exist\u00eancia, atualmente a comunidade n\u00e3o est\u00e1 recebendo mais fam\u00edlias. O l\u00edder do Movimento Popular por Moradia (MPM), Julian Pol, explica o porqu\u00ea.\u00a0 \u201cRespeitamos os limites ambientais e a seguran\u00e7a dos moradores. N\u00e3o vamos colocar os moradores onde h\u00e1 risco de desmoronamento, queremos proporcionar uma vida digna a essa popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">Julian tamb\u00e9m relata como a comunidade se organiza. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea muito grande com um n\u00famero significativo de moradores, por isso a Nova Esperan\u00e7a \u00e9 organizada em 12 setores, cada um conta com um l\u00edder, que ir\u00e1 repassar as demandas desses moradores \u00e0s coordena\u00e7\u00f5es e se organizar na luta por melhorias\u201d, observa.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">A ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 exemplo de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, com regras que priorizam o meio ambiente e instala\u00e7\u00f5es de fossas ecol\u00f3gicas feitas a partir de \u00e1rvores de bananeiras nas resid\u00eancias. O coordenador geral da comunidade, Rodrigo Jos\u00e9 da Silva, descreve a preocupa\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade. \u201cOs moradores n\u00e3o podem queimar lixo, se precisarem colocar fogo em alguma coisinha precisa ser dentro de um tambor e em um hor\u00e1rio espec\u00edfico. N\u00e3o podem cortar \u00e1rvores devido \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental e em todas as moradias existe uma fossa ecol\u00f3gica que a UFPR nos ajudou na constru\u00e7\u00e3o\u201d, explica. Jos\u00e9 acrescenta que a conscientiza\u00e7\u00e3o maior n\u00e3o vem das regras e sim dos pr\u00f3prios moradores, que priorizam cuidar daquilo que \u00e9 deles.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Al\u00e9m da quest\u00e3o ambiental, a comunidade conta com espa\u00e7os coletivos que incentivam a conviv\u00eancia e o desenvolvimento dos moradores, como um barrac\u00e3o destinado a pr\u00e1ticas esportivas e aulas de artes marciais para todas as idades, uma cozinha comunit\u00e1ria, al\u00e9m de uma biblioteca e salas de aula para atividades com as crian\u00e7as, cursos e reuni\u00f5es.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Texto por <span style=\"font-weight: 400\">Amanda Grzebielucka e Maria Eduarda Leme\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exemplo de sustentabilidade, a comunidade abriga cerca de seis mil pessoas A comunidade localizada em Campo Magro, regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, teve in\u00edcio em maio de 2020, quando 400\u00a0 fam\u00edlias sentiram dificuldades de se manter no per\u00edodo de pandemia e ent\u00e3o ocuparam um terreno da prefeitura que estava abandonado h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. 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