{"id":6513,"date":"2025-05-11T19:33:29","date_gmt":"2025-05-11T22:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=6513"},"modified":"2025-05-11T19:33:29","modified_gmt":"2025-05-11T22:33:29","slug":"maternidade-na-danca-mudancas-fisicas-e-emocionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/maternidade-na-danca-mudancas-fisicas-e-emocionais\/","title":{"rendered":"Maternidade na dan\u00e7a: mudan\u00e7as f\u00edsicas e emocionais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Ser m\u00e3e abre oportunidade para ver a dan\u00e7a a partir de uma nova vis\u00e3o<\/span><\/em><\/p>\n<pre style=\"text-align: right\"><strong>Ester Roloff<\/strong><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0O mundo da dan\u00e7a envolve dois campos distintos, o do esporte e o da arte. Essa caracter\u00edstica influencia n\u00e3o apenas a sa\u00fade f\u00edsica, mas mental e emocional dos bailarinos e bailarinas. Relatos de mulheres que vivenciaram a maternidade no mundo da dan\u00e7a e sentiram no corpo e na rotina as mudan\u00e7as que v\u00eam com a nova vida como m\u00e3e, s\u00e3o registros importantes para compreender essa realidade vivida.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_6518\" style=\"width: 706px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Copia-de-Jazz2-scaled.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6518\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6518 size-large\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Copia-de-Jazz2-1024x688.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"468\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6518\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Juliane Goltz.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Helen Jansen, de 31 anos, iniciou na dan\u00e7a aos 16 anos, e com 22 anos teve sua primeira filha. Ela fez aula de bal\u00e9 avan\u00e7ado e deu aulas gr\u00e1vida para uma turma de baby class. Com o nascimento da filha, Helen ficou sem dan\u00e7ar e lecionar por cinco meses, mas foi na gravidez da segunda filha que a situa\u00e7\u00e3o foi mais dif\u00edcil. &#8220;Eu j\u00e1 estava ensaiando para um espet\u00e1culo, j\u00e1 tinha comprado o figurino e tive que parar de dan\u00e7ar por ter um descolamento de placenta e por conta disso demorei a retornar&#8221; relata.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0A dan\u00e7a ajuda a m\u00e3e no processo de cura e controle emocional. &#8220;Eu n\u00e3o consigo ficar sem a dan\u00e7a hoje, faz toda a diferen\u00e7a para o meu emocional&#8221;, conta Helen. Ela comenta como foi importante a dan\u00e7a para voltar a se conectar com o pr\u00f3prio corpo. &#8220;Quando temos filhos, a gente se descobre uma nova mulher, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais sobre mim. \u00c9 quando eu dan\u00e7o que me reconecto comigo mesma, com a minha pr\u00f3pria identidade&#8221;, aponta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Para Helen, quando uma m\u00e3e tem a inten\u00e7\u00e3o de voltar ou iniciar uma jornada na dan\u00e7a \u00e9 preciso se planejar mais do que quando n\u00e3o se tem filhos. O processo foi dif\u00edcil para a dan\u00e7arina que precisou se adaptar ao seu novo corpo ap\u00f3s a maternidade. &#8220;Eu escolhi o jazz dance para voltar a dan\u00e7ar, porque eu n\u00e3o me identifico mais com o ballet anatomicamente, apesar de amar o ballet cl\u00e1ssico o meu corpo n\u00e3o responde mais a ele&#8221;, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Glaucia Staveski, de 50 anos, era baliza da comiss\u00e3o de frente da banda marcial de Ponta Grossa quando mais nova e sempre gostou de dan\u00e7ar, mas entrou de fato para o mundo da dan\u00e7a h\u00e1 7 anos. \u201cEu sempre amei a dan\u00e7a, ent\u00e3o quando minha filha com quatro anos mostrou interesse em bal\u00e9 eu fiquei muito feliz\u201d, lembra. A filha de Glaucia continua a dan\u00e7ar at\u00e9 os dias de hoje, e quando estava com 15 anos, convidou a m\u00e3e para fazer aulas na escola que praticava. \u201cTinham sido abertas aulas de jazz iniciante para adultos, eu vi como uma oportunidade para realizar meu sonho de dan\u00e7ar\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0A m\u00e3e relata as dificuldades que teve ao tentar acompanhar as exig\u00eancias f\u00edsicas das aulas de dan\u00e7a. \u201cA turma para adultos encerrou pela falta de alunos depois de um ano, ent\u00e3o continuei treinando com uma turma iniciante de meninas mais novas, foi dif\u00edcil\u201d, lamenta. Ela relata que com o tempo aprendeu a respeitar mais o pr\u00f3prio corpo e a n\u00e3o se comparar com o ritmo dos outros. \u201cEu dan\u00e7o para ter um momento para mim, porque eu amo, n\u00e3o para ser uma bailarina profissional\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Glaucia relembra feliz os espet\u00e1culos de bal\u00e9 que dan\u00e7ou com sua filha. \u201cTer ela me apoiando e tendo tanto orgulho de mim quanto eu tenho dela foi muito importante para me incentivar a continuar\u201d, conta. Ela fala que ser m\u00e3e foi o que a conectou com a dan\u00e7a e agora ambos s\u00e3o partes essenciais em sua vida. \u201cEnquanto eu puder vou continuar dan\u00e7ando, e de prefer\u00eancia, com minha filha ao meu lado no palco\u201d, finaliza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Sara Freitas, de 30 anos, iniciou sua trajet\u00f3ria na dan\u00e7a aos 25 anos, antes disso n\u00e3o dan\u00e7ava em uma frequ\u00eancia mais intensa. Ela foi professora de educa\u00e7\u00e3o infantil por oito anos e diz ter grande amor por crian\u00e7as. Sara n\u00e3o \u00e9 m\u00e3e, mas planeja engravidar em um futuro pr\u00f3ximo e tem certeza que isso vai influenciar sua rotina de dan\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o incerta com o corpo p\u00f3s parto, &#8220;O corpo muda completamente, existe uma adapta\u00e7\u00e3o tanto na rotina da crian\u00e7a como tamb\u00e9m uma adapta\u00e7\u00e3o com o corpo&#8221;, comenta Sara.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0A dan\u00e7arina se preocupa com o futuro, em como pode ser o retorno na dan\u00e7a. &#8220;Isso me assusta bastante, porque dan\u00e7ar para mim \u00e9 algo muito importante, ent\u00e3o pensar em parar de dan\u00e7ar, dar uma pausa sabe se l\u00e1 de quanto tempo, e viver essas mudan\u00e7as, \u00e9 um pouco assustador&#8221;, lamenta. Sara sente que tem adiado a gravidez por conta de sua rela\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a, mas afirma que mesmo ap\u00f3s ter a crian\u00e7a, vai continuar a dan\u00e7ar. &#8220;Eu sei que vou voltar a dan\u00e7ar, talvez n\u00e3o na mesma frequ\u00eancia como agora&#8221;, finaliza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0A dan\u00e7a na gravidez possui v\u00e1rios benef\u00edcios, como a oxigena\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, ajudando tanto a m\u00e3e quanto o beb\u00ea. No p\u00f3s-parto ela ajuda na recupera\u00e7\u00e3o do corpo e na reeduca\u00e7\u00e3o do sistema musculoesquel\u00e9tico da mulher, a\u00e9m de promover o retorno \u00e0 vida social, trazendo momentos de divers\u00e3o e conex\u00e3o, e melhorar a sa\u00fade mental e autoestima das bailarinas.<\/span><\/p>\n<p><div id=\"attachment_6517\" style=\"width: 706px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Copia-de-Jazz3-scaled.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6517\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6517 size-large\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Copia-de-Jazz3-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6517\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Juliane Goltz.<\/p><\/div><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser m\u00e3e abre oportunidade para ver a dan\u00e7a a partir de uma nova vis\u00e3o Ester Roloff &nbsp; \u00a0O mundo da dan\u00e7a envolve dois campos distintos, o do esporte e o da arte. 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