{"id":6604,"date":"2019-09-12T15:56:23","date_gmt":"2019-09-12T18:56:23","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=1199"},"modified":"2019-09-12T15:56:23","modified_gmt":"2019-09-12T18:56:23","slug":"projeto-cataloga-pesquisadoras-lesbicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/projeto-cataloga-pesquisadoras-lesbicas\/","title":{"rendered":"Projeto cataloga pesquisadoras l\u00e9sbicas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">O L\u00e9sbicas que Pesquisam (LQP) \u00e9 um cat\u00e1logo online que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre pesquisadoras l\u00e9sbicas e suas pesquisas. O <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.lesbicasquepesquisam.com\/\"><span class=\"s5\"><span class=\"bumpedFont15\">site do projeto<\/span><\/span><\/a><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\"> \u00a0entrou no ar em agosto deste ano e re\u00fane pesquisadoras de todas as \u00e1reas do conhecimento. O Elos conversou com a idealizadora e criadora do LQP, Maria Eduarda Magro, sobre o cat\u00e1logo e a realidade das mulheres l\u00e9sbicas na academia. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">Magro \u00e9 graduanda em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, desenvolve uma pesquisa sobre o Pres\u00eddio Estadual Feminino Madre Pelletier no per\u00edodo da ditadura civil-militar brasileira. Junto com duas amigas, desenvolveu o LQP.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1200\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5852D424-EE67-4067-A25C-1AC023745272-300x144.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"144\" \/><\/p>\n<p class=\"s6\"><strong><span class=\"s7\"><span class=\"bumpedFont15\">1 &#8211; Como surgiu a ideia de fundar o L\u00e9sbicas que Pesquisam? <\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">A ideia de fundar o LQP ocorreu quando eu e minha parceira, a Eduarda Soletti, est\u00e1vamos assistindo uma palestra em um evento que estava acontecendo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), promovido pelo Departamento de Hist\u00f3ria. Era uma mesa com tr\u00eas palestrantes, ambos historiadores gays. Um deles comentou \u201cah, esta \u00e9 a mesa dos viados\u201d, \u00a0para \u00a0destacar \u00a0a \u00a0visibilidade \u00a0que \u00a0os \u00a0homens \u00a0gays estavam \u00a0ganhando \u00a0naquele momento. N\u00f3s duas questionamos quando seria poss\u00edvel ocorrer a mesa das l\u00e9sbicas. A partir desse ponto, come\u00e7amos a refletir sobre a visibilidade l\u00e9sbica na acad\u00eamica e a desenhar a ideia do L\u00e9sbicas que Pesquisam, como forma de visibilizar a exist\u00eancia das l\u00e9sbicas na academia. N\u00e3o s\u00f3 com trabalhos voltados a l\u00e9sbicas, mas de todas as \u00e1reas do conhecimento. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s8\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s6\"><strong><span class=\"s7\"><span class=\"bumpedFont15\">2 &#8211; Qual a import\u00e2ncia de divulgar os trabalhos produzidos pelas l\u00e9sbicas?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">Mostrar \u00a0 que \u00a0 o \u00a0 conhecimento \u00a0 produzido \u00a0 na \u00a0 academia \u00a0 n\u00e3o \u00a0 se \u00a0 trata \u00a0 apenas \u00a0 de \u00a0 um conhecimento heterossexual, branco e elitista. Assim, expor que existe outra forma de conhecimento sendo produzido. Al\u00e9m disto, existe a import\u00e2ncia de desmistificar as ideias retr\u00f3gradas que vinculam as l\u00e9sbicas \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante trazer a visibilidade atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o intelectual, para divulgar as l\u00e9sbicas como detentoras e produtoras de conhecimento. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s6\"><strong><span class=\"s7\"><span class=\"bumpedFont15\">3 &#8211; Como foi o processo de catalogar as pesquisadoras?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">Assim que pensamos em fundar o L\u00e9sbicas que Pesquisam, a ideia era catalogar essas pesquisadoras. Nos inspiramos na iniciativa \u201cMulheres tamb\u00e9m sabem\u201d, que \u00e9 um cat\u00e1logo de pesquisadoras mulheres na \u00e1rea de humanas, mas quer\u00edamos abranger todas as \u00e1reas. Por isso, o LQP \u00e9 formado por l\u00e9sbicas de diferentes \u00e1reas e n\u00edveis de titula\u00e7\u00e3o. Para catalogar as pesquisadoras, fizemos uma p\u00e1gina no Facebook e divulgamos um formul\u00e1rio,em que as mulheres interessadas poderiam se cadastrar. O formul\u00e1rio ficou no ar de agosto de 2017 a janeiro de 2018. O site foi desenvolvido por uma parceira do projeto, que n\u00e3o tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, e por isso o processo foi lento. Ela concluiu o desenvolvimento em agosto deste ano, quando disponibilizamos o cat\u00e1logo. Agora, o cadastro \u00e9 feito pelo site. Mas o processo \u00e9 o mesmo, s\u00e3o as pesquisadoras que se cadastram, a partir de uma vontade pr\u00f3pria. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s6\"><strong><span class=\"s7\"><span class=\"bumpedFont15\">4 &#8211; Voc\u00ea considera que l\u00e9sbicas sofrem preconceito no ambiente acad\u00eamico? Por que acredita que isto ocorre?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s8\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">Acredito sim que as l\u00e9sbicas sofrem preconceito no ambiente acad\u00eamico, principalmente as que n\u00e3o performam a feminilidade, por serem o estere\u00f3tipo do que \u00e9 considerado uma mulher l\u00e9sbica. Estas mulheres sofrem preconceito em todos os ambientes e tamb\u00e9m na academia, normalmente com coment\u00e1rios relacionados a apar\u00eancia, h\u00e1bitos e a capacidade intelectual. \u00a0 Inclusive, \u00a0 isto \u00a0 \u00e9 \u00a0 relatado \u00a0 em \u00a0 uma \u00a0 pesquisa \u00a0 que \u00a0 desenvolvemos \u00a0 sobre \u00a0 a comunidade l\u00e9sbica da UFRGS. N\u00e3o \u00e9 algo generalizado, mas existe. E isto ocorre pelos posicionamentos machistas e mis\u00f3ginos dos professores e colegas. Por uma ideia antiga, e que \u00e9 reproduzida, de que esse n\u00e3o \u00e9 um lugar que mulheres devem circular, porque foi constru\u00eddo para receber homens de fam\u00edlias ricas.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s8\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s8\"><strong><span class=\"s7\"><span class=\"bumpedFont15\">5 &#8211; Como voc\u00ea acredita que o ambiente acad\u00eamico pode se tornar mais inclusivo?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s8\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">Criando pol\u00edticas de respeito \u00e0s diversas formas de express\u00e3o da sexualidade e identit\u00e1rias. O primeiro passo \u00e9 que as institui\u00e7\u00f5es reconhe\u00e7am a diversidade dos estudantes e torne como uma pauta criar pol\u00edticas para atender as necessidades que essas pessoas possuem e agir a respeito das viola\u00e7\u00f5es que sofrem dentro e fora do ambiente acad\u00eamico. Precisa ser uma iniciativa institucional que iria influenciar no comportamento docente e discente. Eu realmente acho que o ambiente acad\u00eamico s\u00f3 pode se tornar mais inclusivo se partir de uma iniciativa institucional de reconhecer que o p\u00fablico da universidade \u00e9 amplo, deve ser acolhido e respeitado. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s8\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s8\"><strong><span class=\"s7\"><span class=\"bumpedFont15\">6 &#8211; Quais os planos futuros do L\u00e9sbicas que Pesquisam?<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s8\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">\u00c9 sempre visar a expans\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do projeto. Antes, atu\u00e1vamos s\u00f3 no <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/lesbicasquepesquisam\"><span class=\"s5\"><span class=\"bumpedFont15\">Facebook<\/span><\/span><\/a><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">, agora \u00a0 estamos \u00a0no \u00a0 <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.lesbicasquepesquisam.com\/\"><span class=\"s5\"><span class=\"bumpedFont15\">site<\/span><\/span><\/a><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\"> \u00a0e \u00a0<\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lesbicasquepesquisam\"><span class=\"s5\"><span class=\"bumpedFont15\">Instagram<\/span><\/span><\/a><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">. \u00a0O \u00a0 nosso \u00a0 plano \u00a0 futuro \u00a0 \u00e9 \u00a0 conseguir \u00a0 uma \u00a0 maior visibilidade \u00a0 do \u00a0 nosso \u00a0 cat\u00e1logo, \u00a0 e \u00a0 como \u00a0 consequ\u00eancia, \u00a0 dar \u00a0 uma \u00a0 maior \u00a0 evid\u00eancia \u00a0 \u00e0s pesquisadoras que participam do LQP. Al\u00e9m disso, n\u00f3s temos um projeto chamado \u201c50 l\u00e9sbicas para lembrar\u201d. Pesquisadoras do Brasil, M\u00e9xico e Uruguai, est\u00e3o pesquisando individualmente sobre a vida de uma mulher l\u00e9sbica que seja lembrada por algum motivo. \u00c9 um trabalho que vem sendo desenvolvido desde o come\u00e7o de 2018. N\u00f3s estamos em uma etapa \u00a0 ap\u00f3s \u00a0um \u00a0processo \u00a0seletivo \u00a0que \u00a0ocorreu \u00a0no \u00a0come\u00e7o \u00a0de \u00a02019, \u00a0de \u00a0conclus\u00e3o \u00a0das pesquisas e elabora\u00e7\u00e3o da primeira vers\u00e3o dos textos. Isto tudo significa que est\u00e1 sendo produzido um conhecimento in\u00e9dito. O nosso maior plano para o futuro \u00e9 publicar o livro dessas l\u00e9sbicas que n\u00e3o podem ser esquecidas. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s9\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s9\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"s9\"><span class=\"s2\"><span class=\"bumpedFont15\">Por Daniela Valenga<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s4\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":846,"featured_media":1201,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[39],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6604"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6604\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}