{"id":695,"date":"2018-10-03T20:44:47","date_gmt":"2018-10-03T23:44:47","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=695"},"modified":"2018-10-03T20:44:47","modified_gmt":"2018-10-03T23:44:47","slug":"as-mulheres-tambem-fazem-parte-da-estrutura-social-mas-nao-sao-oficializadas-quanto-deveriam-pelo-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/as-mulheres-tambem-fazem-parte-da-estrutura-social-mas-nao-sao-oficializadas-quanto-deveriam-pelo-jornalismo\/","title":{"rendered":"As mulheres tamb\u00e9m fazem parte da estrutura social, mas n\u00e3o s\u00e3o oficializadas quanto deveriam pelo jornalismo"},"content":{"rendered":"<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\"><span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">Nesta semana, in\u00edcio do dia 24 de setembro at\u00e9 30 de setembro, o portal ARede publicou cinco mat\u00e9rias em que mulheres foram agredidas por seus companheiros e ex-maridos. Cinco pode parecer um n\u00famero pequeno, mas n\u00e3o \u00e9! Tendo em vista que a cada dois segundos uma mulher sofre viol\u00eancia verbal ou f\u00edsica de acordo com o site Rel\u00f3gios da Viol\u00eancia\u00a0<a href=\"http:\/\/www.relogiosdaviolencia.com.br\/#\">http:\/\/www.relogiosdaviolencia.com.br\/#<\/a><\/span><\/span><span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">. O site foi lan\u00e7ado pelo Instituto Maria da Penha que calcula diariamente o n\u00famero de mulheres agredidas no Brasil. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\">\u200b<span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">Sobre esse percentual, no jornalismo local a mulher ainda \u00e9 pouco retratada no espa\u00e7o das publica\u00e7\u00f5es, e \u00e9 ocultada como n\u00e3o sendo uma fonte relevante para os textos jornal\u00edsticos. Das 115 mat\u00e9rias publicadas no site ARede essa semana, mulheres apareceram 26 vezes como op\u00e7\u00e3o de fonte, sendo 18 como fonte oficial e 8 como fonte <\/span><\/span><span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">apenas para contextualizar a mat\u00e9ria<\/span><\/span><span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">. Elas n\u00e3o comp\u00f5em nem metade do percentual de fontes que aparecem nas mat\u00e9rias diariamente. Levando em conta as mat\u00e9rias que envolvem a pol\u00edcia e o corpo de bombeiros apenas uma fonte mulher bombeira apareceu, das 33 mat\u00e9rias envolvendo essas duas inst\u00e2ncias.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\">\u200b<span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">Esse descompasso ainda \u00e9 alarmante quando vemos a nota\/evento publicada no dia 25 sobre o Congresso de Direito P\u00fablico com o <\/span><\/span><span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">subt\u00edtulo &#8220;30 anos de Constitui\u00e7\u00e3o para quem?&#8221; que debate sobre a Reforma Pol\u00edtica, Empresas Estatais e Desenvolvimento Econ\u00f4mico e tamb\u00e9m o Constitucionalismo Feminista, mas destaca apenas um professor que vai palestrar no local, levando em conta que outros palestrantes estar\u00e3o presentes, entre eles mulheres. Em outra nota, do mesmo dia (25), esta sobre o encontro com representantes da sa\u00fade do Pronto Socorro de Ponta Grossa que se reuniram na Justi\u00e7a Federal da cidade para compreender melhor a obten\u00e7\u00e3o de recursos provenientes de processos ou multas judiciais para destina\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de sa\u00fade. Traz a fala de apenas um juiz que estava presente, a \u00fanica escolha dos jornalistas perante 10 mulheres que estavam presentes no encontro e que poderiam ser fontes relevantes tamb\u00e9m. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\">\u200b<span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">O caso mais ostensivo para a escolha das fontes, mas que tamb\u00e9m levanta quest\u00f5es a respeito das escolhas das pautas perante os jornalistas \u00e9 sobre a mat\u00e9ria publicada tamb\u00e9m no dia 25 \u00a0que diz: \u201cNas \u00faltimas 24h PM cumpre quatro mandados de pris\u00e3o em Ponta Grossa\u201d. \u00c9 uma mat\u00e9ria em formato not\u00edcia que d\u00e1 relev\u00e2ncia para essas quatro pris\u00f5es. Sem querer questionar a efetividade da Pol\u00edcia Militar, a Patrulha Maria da Penha j\u00e1 prendeu este ano 27 homens por agress\u00e3o e descumprimento de leis protetivas para as mulheres e nenhuma mat\u00e9ria foi publicada. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\">\u200b<span class=\"s4\"><span class=\"bumpedFont15\">Pensando nas cinco agress\u00f5es que ocorreram essa semana e no pouco uso de mulheres como fontes, ou como fontes oficiais (de \u00f3rg\u00e3os de governo) o jornalismo ainda precisa refletir sobre como retrata as mulheres em suas mat\u00e9rias. Elas n\u00e3o est\u00e3o presentes na sociedade apenas como v\u00edtimas oprimidas, embora, infelizmente o n\u00famero de agress\u00f5es vem subindo, me pergunto: Por que n\u00e3o retratamos o n\u00famero de homens presos por agress\u00e3o contra mulheres? Por que ocultamos eles de seus atos? Quando \u00e9 para falar de seus atos contra a sociedade, suas degradantes atitudes contra as mulheres n\u00e3o contabilizamos eles, mas os p\u00f4r em maior relev\u00e2ncia como as principais fontes, ou primeiras escolhas nas mat\u00e9rias o espa\u00e7o \u00e9 garantido e melhor disponibilizado pelo jornalismo. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s6\" style=\"text-align: justify\">Por Rafael Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta semana, in\u00edcio do dia 24 de setembro at\u00e9 30 de setembro, o portal ARede publicou cinco mat\u00e9rias em que mulheres foram agredidas por seus companheiros e ex-maridos. Cinco pode parecer um n\u00famero pequeno, mas n\u00e3o \u00e9! 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