{"id":7004,"date":"2026-03-21T16:29:59","date_gmt":"2026-03-21T19:29:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/?p=7004"},"modified":"2026-03-21T17:12:57","modified_gmt":"2026-03-21T20:12:57","slug":"a-cidade-que-aprende-a-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/a-cidade-que-aprende-a-ver\/","title":{"rendered":"A cidade que aprende a ver"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Caminhada do Bem leva fam\u00edlias e pessoas com defici\u00eancia \u00e0s ruas de Ponta Grossa e transforma visibilidade em gesto coletivo de pertencimento<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><br \/>\nPor Maria Gallinea<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">H\u00e1 um momento em que a cidade deixa de ser apenas cen\u00e1rio e passa a ser mensagem. Na manh\u00e3 deste s\u00e1bado (21), a Caminhada do Bem 2026 ocupou ruas, cal\u00e7adas e olhares para lembrar que inclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 conceito abstrato, mas presen\u00e7a concreta, corpo em movimento e fam\u00edlia que insiste em existir publicamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Com concentra\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 Igreja Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus (Igreja dos Polacos), a caminhada seguiu at\u00e9 Uvaranas, onde os participantes foram recebidos com hidrata\u00e7\u00e3o e frutas. Mais do que o trajeto, o que se construiu ali foi uma travessia simb\u00f3lica da invisibilidade cotidiana para uma visibilidade compartilhada.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_7005\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7005\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-7005\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/Foto-por-Maria-Gallinea-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-7005\" class=\"wp-caption-text\">Participante da Caminhada do Bem 2026 sorri e faz sinal de paz durante concentra\u00e7\u00e3o do evento em Ponta Grossa que marca o Dia Internacional da S\u00edndrome de Down. Foto: Maria Gallinea.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um dos organizadores, Fabiano Gioppo, explica que a iniciativa nasce da articula\u00e7\u00e3o entre diferentes grupos e da necessidade de ampliar o debate. Segundo ele, a caminhada acompanha o Dia Internacional da S\u00edndrome de Down, data em que tradicionalmente a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o realizadas, mas neste ano houve um esfor\u00e7o coletivo entre Cavali Pr\u00f3 Eventos, ONG Al\u00e9m da Mesa e M\u00e3es Down para fortalecer o alcance do evento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Fabiano afirma que a proposta foi expandir o convite para al\u00e9m da s\u00edndrome de Down, reunindo tamb\u00e9m pessoas com defici\u00eancia visual, f\u00edsica, intelectual e autismo. Ele destaca que \u00e9 importante que todos estejam presentes, ainda que o protagonismo da data permane\u00e7a com as pessoas com s\u00edndrome de Down.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se a organiza\u00e7\u00e3o pensa o evento como articula\u00e7\u00e3o, as fam\u00edlias o vivem como afirma\u00e7\u00e3o. Maria L\u00facia Malucelli, m\u00e3e de um jovem com s\u00edndrome de Down, considera a caminhada bastante importante por marcar a data e refor\u00e7ar a inclus\u00e3o. Ao falar do filho, ela destaca uma trajet\u00f3ria ativa, com participa\u00e7\u00e3o em atividades como a nata\u00e7\u00e3o e conquistas em competi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sua fala revela um equil\u00edbrio entre reconhecer limites e valorizar potencialidades. Para ela, a inclus\u00e3o ganha sentido quando se traduz em oportunidades concretas e experi\u00eancias vividas, e n\u00e3o apenas em discursos. Ela resume a percep\u00e7\u00e3o com simplicidade ao dizer que considera essa abertura muito interessante e necess\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 Joelva dos Santos, m\u00e3e de Helo\u00edsa, de 18 anos, enfatiza a dimens\u00e3o p\u00fablica do evento. Para ela, a caminhada \u00e9 importante porque d\u00e1 visibilidade \u00e0s crian\u00e7as e jovens com s\u00edndrome de Down, reafirmando que eles fazem parte da sociedade e devem ser vistos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Joelva observa que, durante o percurso, muitas pessoas reagem, olham e at\u00e9 aplaudem, o que transforma a experi\u00eancia em um reconhecimento coletivo. Ainda assim, ela amplia o entendimento de inclus\u00e3o ao afirmar que n\u00e3o se trata apenas de frequentar a escola, mas de ocupar todos os espa\u00e7os da cidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ao descrever a descida pela Avenida Vicente Machado, ela sintetiza esse sentimento ao afirmar que a avenida pertence a todos e que aquele momento \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de reivindicar esse espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sem cobran\u00e7a de inscri\u00e7\u00e3o, a Caminhada do Bem tamb\u00e9m prop\u00f5e formas de apoio \u00e0 causa, como a aquisi\u00e7\u00e3o antecipada de camisetas. Mais do que isso, o evento evidencia como a\u00e7\u00f5es coletivas podem tensionar a rotina urbana e produzir novos modos de conviv\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Entre passos, conversas e encontros, a caminhada revela que inclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma meta futura, mas um exerc\u00edcio cont\u00ednuo. Por algumas horas, a cidade se reorganiza e aprende, ainda que provisoriamente, a enxergar aquilo que sempre esteve ali.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminhada do Bem leva fam\u00edlias e pessoas com defici\u00eancia \u00e0s ruas de Ponta Grossa e transforma visibilidade em gesto coletivo de pertencimento Por Maria Gallinea H\u00e1 um momento em que a cidade deixa de ser apenas cen\u00e1rio e passa a ser mensagem. 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