{"id":7026,"date":"2026-03-30T17:48:25","date_gmt":"2026-03-30T20:48:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/?p=7026"},"modified":"2026-04-02T13:02:01","modified_gmt":"2026-04-02T16:02:01","slug":"iniciativa-cultural-promove-visibilidade-a-historia-negra-de-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/iniciativa-cultural-promove-visibilidade-a-historia-negra-de-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Iniciativa cultural promove visibilidade \u00e0 hist\u00f3ria negra de Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Percu<\/span><span style=\"font-weight: 400\">rso<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> realizado evidencia a presen\u00e7a negra no munic\u00edpio<\/span><\/em><\/p>\n<pre style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">Por: Julia Smaka e Guilherme Roza\u00a0<\/span><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_7027\" style=\"width: 489px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7027\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-7027\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"479\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-1232x822.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/57c71648-cbc1-4df0-b348-d43bad3d6169-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 479px) 100vw, 479px\" \/><p id=\"caption-attachment-7027\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Guilherme Roza<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na \u00faltima quarta-feira (25), a Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o que declara a escravid\u00e3o como o mais grave crime contra a humanidade. Em Ponta Grossa, na manh\u00e3 desse s\u00e1bado (28), o Rota Preta, iniciativa extensionista da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) realizada com apoio do Museu Campos Gerais (MCG), realizou mais um percurso cultural da a\u00e7\u00e3o que tem como objetivo reconhecer locais que fazem parte da hist\u00f3ria negra do munic\u00edpio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O trajeto abrangeu cerca de quinze pontos da zona central da cidade e contou com a participa\u00e7\u00e3o de 13 acad\u00eamicos dos cursos de bacharelado e licenciatura em Hist\u00f3ria da UEPG. O percurso foi guiado por uma das idealizadoras do projeto e tamb\u00e9m professora de Hist\u00f3ria, Merylin Ricielli, que apresentou lugares importantes para a comunidade negra local e mencionou pessoas afrodescendentes que lutaram por seus direitos e por espa\u00e7o na sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Durante o caminho, iniciado na Catedral Sant&#8217;Ana, foram indicadas antigas sedes do Clube Liter\u00e1rio Recreativo 13 de Maio, fundado logo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, marcando um movimento de inclus\u00e3o e resist\u00eancia de pessoas negras ex escravizadas em Ponta Grossa. No clube, elas se reuniam uma vez por semana com o intuito de se integrar na sociedade, realizando atividades que eram restritas a brancos, como reuni\u00f5es de poetas, escritores e m\u00fasicos em festas e saraus. O clube est\u00e1 localizado na Rua General Carneiro, e leva o nome em refer\u00eancia \u00e0 data da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura no Brasil, reconhecida como um marco da luta por igualdade, respeito e dignidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Segundo Merylin, o reconhecimento do crime da escravid\u00e3o pela ONU \u00e9 algo que movimentos negros j\u00e1 lutavam para acontecer. \u201cEssa decis\u00e3o da ONU \u00e9 resultado de discuss\u00f5es anteriores que j\u00e1 sinalizaram para isso\u201d, observa. A professora, contudo, destaca a import\u00e2ncia do fato, pois a escravid\u00e3o impactou toda a din\u00e2mica mundial e n\u00e3o est\u00e1 restrita a um territ\u00f3rio. \u201cEu acho que isso responde \u00e0 quest\u00e3o da invisibilidade da popula\u00e7\u00e3o negra na hist\u00f3ria e, sobretudo, sinaliza a grande diferen\u00e7a entre o que foi o processo escravista e tamb\u00e9m alguns movimentos migrat\u00f3rios, que s\u00e3o coisas completamente diferentes\u201d. Para ela, a hist\u00f3ria dos crimes da escravid\u00e3o permite refletir sobre o significado da recente decis\u00e3o da ONU.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_7028\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7028\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-7028\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"502\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-1232x822.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-1619x1080.jpg 1619w, https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2026\/03\/c7acd839-0dc4-493b-a37e-5f94a3acaa26-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 502px) 100vw, 502px\" \/><p id=\"caption-attachment-7028\" class=\"wp-caption-text\">S\u00edmbolos de resist\u00eancia negra s\u00e3o mencionados em a\u00e7\u00e3o realizada desde setembro de 2024. Foto: Guilherme Roza<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ligiane Ferreira, filha de um morador do quilombo Sutil e autora de um projeto sobre a import\u00e2ncia de Carolina Maria de Jesus, parte da sua hist\u00f3ria familiar para reivindicar reconhecimento ao local que sofre at\u00e9 hoje o abandono social e governamental.\u00a0 \u201cEstamos passando por uma briga pela \u00e1gua. \u00c9 2026 e ainda falamos sobre coisas b\u00e1sicas. A escola quilombola, que \u00e9 um direito da popula\u00e7\u00e3o negra, por exemplo, foi retirada de l\u00e1\u201d, revela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ela tamb\u00e9m analisa o apagamento que pessoas pretas sofrem. \u201cTem uma frase que diz que a felicidade do branco \u00e9 plena e a felicidade do negro \u00e9 quase. Poucas pessoas falam sobre a participa\u00e7\u00e3o de pessoas negras no desenvolvimento da cidade e \u00e9 por isso que um projeto como o Rota Preta \u00e9 fundamental para demarcar e pontuar espa\u00e7os da nossa hist\u00f3ria que n\u00e3o devem ser apagados\u201d, destaca Ligiane.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para Ben\u00edcio Macedo, estudante de Licenciatura em Hist\u00f3ria, o projeto \u00e9 importante para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o da cidade. \u201cAchei o Rota Preta bem interessante, eu n\u00e3o sou daqui de Ponta Grossa, ent\u00e3o isso me ajuda a conhecer mais a cidade e o contexto hist\u00f3rico do povo negro\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Outros quatro circuitos ser\u00e3o realizados, sendo mais um na regi\u00e3o urbana central, dois em regi\u00f5es urbanas perif\u00e9ricas, contemplando os bairros de Olarias e Uvaranas, e um futuro percurso rural integrando as comunidades remanescentes de quilombo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percurso realizado evidencia a presen\u00e7a negra no munic\u00edpio Por: Julia Smaka e Guilherme Roza\u00a0 &nbsp; Na \u00faltima quarta-feira (25), a Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o que declara a escravid\u00e3o como o mais grave crime contra a humanidade. 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