{"id":704,"date":"2018-10-12T15:17:16","date_gmt":"2018-10-12T18:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=704"},"modified":"2018-10-12T15:17:16","modified_gmt":"2018-10-12T18:17:16","slug":"jornalista-encara-desafios-da-educacao-na-ong-ensina-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/jornalista-encara-desafios-da-educacao-na-ong-ensina-brasil\/","title":{"rendered":"Jornalista encara desafios da educa\u00e7\u00e3o na ONG Ensina Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Formada pela UEPG, Thain\u00e1 Kedzierski atua trav\u00e9s da sala de aula para efetivar os Direitos Humanos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Thain\u00e1 Kedzierski se formou em Jornalismo pela UEPG em 2014. Trabalhou dois anos em uma ag\u00eancia de publicidade em Foz do Igua\u00e7u, com clientes do Paraguai, Argentina e Brasil. Em 2017 iniciou a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais Contempor\u00e2neas, na Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-americana. Foi em Foz do Igua\u00e7u que Thain\u00e1 conheceu a ONG Ensina Brasil e mudou de estado e de profiss\u00e3o. Hoje ela trabalha com direitos humanos e educa\u00e7\u00e3o. Em entrevista ao Elos a jornalista nos conta como foi essa virada em sua vida e como \u00e9 trabalhar com direitos humanos em um pa\u00eds t\u00e3o desigual como o Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como voc\u00ea conheceu a ONG Ensina Brasil.\u00a0Poderia nos contar melhor como foi sua trajet\u00f3ria at\u00e9 a\u00a0<\/strong><strong>ONG? O que voc\u00ea buscava?<\/strong><br \/>\nDurante esses anos que estive em Foz, senti que comecei a perder tudo o que o jornalismo tinha despertado em mim. O sentimento que desenvolvi por gostar\u00a0de\u00a0trabalhar com gente, de fazer servi\u00e7o para pessoas\u00a0e\u00a0de fazer parte da vida real. E \u00e9 a\u00ed que o Ensina Brasil entra na minha trajet\u00f3ria: o Victor, amigo meu de Foz do Igua\u00e7u, faz parte da primeira turma de Ensinas (como somos chamados). Eu\u00a0acompanhava as publica\u00e7\u00f5es dele e sempre convers\u00e1vamos sobre a rotina e as decis\u00f5es que o fizeram ir parar em Cuiab\u00e1, no Mato Grosso. Acredito MUITO no ideal da ONG, que, para mim, \u00e9 poss\u00edvel: &#8220;Um dia,\u00a0todas as crian\u00e7as ter\u00e3o uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade&#8221;. O objetivo \u00e9 nos tornar lideran\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o e para que possamos ser essas lideran\u00e7as, o ponto de partida \u00e9 o que chamamos de ch\u00e3o de escola. Hoje, trabalho como professora de l\u00edngua portuguesa do ensino fundamental e m\u00e9dio e desenvolvo projetos com os alunos no contra turno. Eu n\u00e3o sabia exatamente o que eu buscava &#8211; e acho que at\u00e9 hoje vou descobrindo a cada dia\u00a0&#8211; mas eu sabia que queria trabalhar com gente e queria fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como foi a prepara\u00e7\u00e3o para dar aula? O curso de Jornalismo auxiliou em algum aspecto? Caso\u00a0<\/strong><strong>sim, quais?<\/strong><br \/>\nAssim que fui aprovada, em dezembro, comecei uma forma\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria virtual. A forma\u00e7\u00e3o era dividida em diversas \u00e1reas (did\u00e1tica, empatia e\u00a0resili\u00eancia s\u00e3o algumas) e foram essenciais para que eu pudesse chegar em janeiro, para a forma\u00e7\u00e3o presencial intensiva,\u00a0com uma no\u00e7\u00e3o do que essa forma\u00e7\u00e3o pretendia e o que a minha atua\u00e7\u00e3o seria. Fiquei o m\u00eas de janeiro inteiro em S\u00e3o Paulo tendo treinamentos com profissionais absurdamente incr\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; Jana Barros e Gina Pontes s\u00e3o algumas. Discutimos ferramentas did\u00e1ticas, estat\u00edsticas da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o papel da escola na vida do jovem de periferia e tivemos forma\u00e7\u00e3o com v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es (p\u00fablicas e privadas)\u00a0que tamb\u00e9m colaboram de alguma forma para o desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o brasileira.<br \/>\nToda vez que algu\u00e9m pergunta o porqu\u00ea de eu ter sa\u00eddo do Jornalismo, fa\u00e7o o exerc\u00edcio de pensar nos prop\u00f3sitos das profiss\u00f5es que trabalhei at\u00e9 hoje: no jornalismo, minha fun\u00e7\u00e3o era informar de maneira objetiva, verdadeira, sensata e que fizesse sentido para o p\u00fablico que se informaria pelo meio de comunica\u00e7\u00e3o.\u00a0Hoje, minha fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma: informar, de maneira objetiva, verdadeira e sensata o conte\u00fado de l\u00edngua portuguesa ao meu p\u00fablico &#8211; alunos do s\u00e9timo ano do ensino fundamental e do segundo ano do\u00a0ensino m\u00e9dio. Toda vez que vou ensinar um conte\u00fado novo a eles, penso no ponto de partida dos alunos de onde atuo. Em qual das duas frases h\u00e1 mais sentido para esse aluno da cidade de Serra, no Esp\u00edrito Santo, para que ele possa encontrar o sujeito da frase: &#8220;Fabr\u00edcio caminhou pelo Jardim Carapina&#8221; ou &#8220;Princesa\u00a0Charlotte mora na Inglaterra&#8221;?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-710\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/2-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_709\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-709\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-709\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><p id=\"caption-attachment-709\" class=\"wp-caption-text\">Primeira vez que os alunos do segundo ano conheceram um meio de comunica\u00e7\u00e3o. Neste dia, conhecemos a R\u00e1dio Esp\u00edrito Santo.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Quais projetos voc\u00ea aprendeu a desenvolver junto \u00e0 ONG?<\/strong><br \/>\nNa ONG, o objetivo \u00e9 nos tornar capazes de guiar esses projetos e ainda mais importante que isso: que consigamos identificar situa\u00e7\u00f5es e ter ideias a partir do que a nossa realidade nos oferece. Como trabalhei um tempo com conte\u00fado digital, seria mais natural e f\u00e1cil para mim se desenvolvesse um projeto de conte\u00fado digital com os alunos. Mas o laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica da escola n\u00e3o funciona e boa parte dos alunos n\u00e3o tem celular, ent\u00e3o o digital n\u00e3o \u00e9 uma realidade t\u00e3o comum.\u00a0A partir dessas informa\u00e7\u00f5es e dos equipamentos que a escola tem dispon\u00edvel, hoje temos a R\u00e1dio D Jovem Mix, que acontece nos intervalos da sexta-feira. Os alunos v\u00eam no contra turno e decidem tudo, desde trilha sonora a blocos da programa\u00e7\u00e3o e conte\u00fado. Al\u00e9m da r\u00e1dio, a escola em que atuo tamb\u00e9m tem grupos de estudo, projeto focado em di\u00e1logos para o futuro (voltado para profiss\u00f5es e escolhas) e tamb\u00e9m trabalhamos na revitaliza\u00e7\u00e3o da biblioteca.<\/p>\n<div id=\"attachment_711\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-711\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-711\" src=\"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/3-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-711\" class=\"wp-caption-text\">Primeiro dia de funcionamento da R\u00e1dio D Jovem Mix, desenvolvida por alunos e alunas da Escola<br \/>Estadual Dom Batista da Motta e Albuquerque.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Hoje voc\u00ea trabalha como professora no Esp\u00edrito Santo, em uma regi\u00e3o vulner\u00e1vel. Poderia nos\u00a0<\/strong><strong>detalhar melhor como \u00e9 essa parte do Brasil em que voc\u00ea est\u00e1 atuando? Por que \u00e9 classificada\u00a0como\u00a0<\/strong><strong>vulner\u00e1vel? Quais s\u00e3o as demandas e em que sentido seu trabalho atende parte dessas demandas?<\/strong><br \/>\nRecorri a uma fonte oficial para defender o que acredito ser uma regi\u00e3o vulner\u00e1vel: alto \u00edndice de crimes (assalto, roubo, homic\u00eddio), viol\u00eancia contra a mulher, alto \u00edndice de evas\u00e3o escolar, distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie e problemas de mobilidade, transporte e seguran\u00e7a p\u00fablica. Isso \u00e9 o que eu vejo no bairro em que atuo e nas falas de alunos meus que moram pr\u00f3ximos ao bairro. Segundo o IPEA, Serra \u00e9 a 29\u00aa cidade mais violenta do pa\u00eds e essa realidade que vejo \u00e9 compat\u00edvel com o \u00edndice. Muitas crian\u00e7as e adolescentes v\u00e3o para escola n\u00e3o porque enxergam a necessidade de estar nela, mas porque l\u00e1 \u00e9 o \u00fanico lugar que podem comer ou porque a escola \u00e9 mais segura que a pr\u00f3pria casa. Por isso, \u00e9 mais que necess\u00e1rio que os professores desses alunos tenham essa ideia e tornem o momento da sala de aula o mais relevante para a vida de cada aluno que est\u00e1 ali \u2013 e \u00e9 isso que eu busco. Quando leio \u00b4meu trabalho\u00b4, me coloco num espa\u00e7o que tem v\u00e1rios professores (tanto os do Ensina Brasil quanto outros professores tempor\u00e1rios e efetivos) buscando a mesma coisa que eu e acredito, que a educa\u00e7\u00e3o pode ser um pouco mais igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Quais projetos voc\u00ea desenvolve junto aos alunos?<\/strong><br \/>\nComo projeto individual \u00e9 a r\u00e1dio da escola, mas junto aos meus colegas da escola desenvolvo tamb\u00e9m o Grupo de Estudos em L\u00edngua Portuguesa e Matem\u00e1tica para todas as s\u00e9ries (sexto ano do fundamental ao terceiro ano do ensino m\u00e9dio) e o Pr\u00e9-Enem (portugu\u00eas, matem\u00e1tica, reda\u00e7\u00e3o\/atualidades e biologia\/qu\u00edmica). Cada um (professor) desenvolve projetos diferentes e tanto no estado quanto na rede, dependendo do que a escola e os alunos pedem, os materiais dispon\u00edveis e a forma\u00e7\u00e3o de cada um dos professores. \u00c9 mais natural que eu desenvolva uma r\u00e1dio e a minha colega, que \u00e9 bi\u00f3loga, desenvolva um projeto de reciclagem, por exemplo \u2013 mas isso n\u00e3o impede que os projetos sejam interdisciplinares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Estamos em um ano eleitoral. A partir dessa sua viv\u00eancia, voc\u00ea acha que as propostas dos\u00a0<\/strong><strong>candidatos contemplam acabar com as situa\u00e7\u00f5es de\u00a0vulnerabilidade\u00a0que acometem grande parte da\u00a0<\/strong><strong>popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAcho que muitas propostas s\u00e3o necess\u00e1rias e podem ajudar auxiliar nesse processo, mas n\u00e3o sei se \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido&#8230; Num pa\u00eds onde\u00a0a mem\u00f3ria do brasileiro \u00e9 muito instant\u00e2nea e a educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 confundida com doutrina\u00e7\u00e3o, parece um pouco dif\u00edcil que as propostas cheguem onde \u00e9 necess\u00e1rio. N\u00e3o s\u00f3 por atuar diretamente na educa\u00e7\u00e3o hoje, sempre acreditei na educa\u00e7\u00e3o como fator essencial para promover mudan\u00e7a. Sempre mesmo. Por isso acho que as propostas de seguran\u00e7a p\u00fablica e assistencialismo podem remediar um problema social que o Brasil reproduz h\u00e1 anos, mas \u00e9 s\u00f3 a inser\u00e7\u00e3o (e perman\u00eancia) das crian\u00e7as na escola que as tornar\u00e3o conscientes para que, no futuro, consigam decidir os melhores governantes e as propostas. O que me amedronta \u00e9 a defesa de que a escola deve ser 100% conteudista e n\u00e3o deve debater temas como desigualdade de g\u00eanero ou a produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas.\u00a0 Quer espa\u00e7o melhor para desenvolver pensamento cr\u00edtico que o local que voc\u00ea est\u00e1 para aprender?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea o respeito aos direitos humanos a partir da realidade que voc\u00ea est\u00e1 presenciando?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o vejo. Sabe todas as estat\u00edsticas de mortalidade, roubo, assalto, gravidez na adolesc\u00eancia e evas\u00e3o que a\u00a0gente v\u00ea em relat\u00f3rios formais disponibilizados em pdf no site de organiza\u00e7\u00f5es? Aqui tudo isso tem RG e rosto. Se chove e alaga uma casa, que for\u00e7as essa pessoa ter\u00e1 para &#8220;lutar&#8221; contra o sistema e pedir mudan\u00e7as ao governo se no dia seguinte ela tem que bater ponto \u00e0s 8h no trabalho?<br \/>\nAcontecem v\u00e1rios problemas sociais que n\u00e3o t\u00eam solu\u00e7\u00e3o \u00f3bvia nem a partir de governo. \u00c9 comum ouvir &#8220;ah, podemos fazer o qu\u00ea? \u00c9 assim mesmo, com a irm\u00e3 dela tamb\u00e9m foi assim&#8221;. Existe um condicionamento a naturalizar certos problemas que n\u00e3o s\u00e3o naturais. Eu n\u00e3o consigo naturalizar o fato de acharem que \u00e9 normal uma aluna abandonar a escola aos 15 anos, porque a irm\u00e3 dela tamb\u00e9m ficou gr\u00e1vida nesta idade. \u00c9 como se j\u00e1 fosse esperado, como se o fluxo fosse t\u00e3o natural que ningu\u00e9m mais se impressiona ou tenta mudar isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Voc\u00ea busca trabalhar nesse sentido em melhorar nossa sociedade, qual conselho voc\u00ea daria a um\u00a0<\/strong><strong>jovem brasileiro que est\u00e1 buscando uma profiss\u00e3o ou \u00e0quele que est\u00e1 saindo da faculdade?<\/strong><br \/>\nNossa, eu diria tanta coisa&#8230; a primeira \u00e9 para focar no que essa pessoa acredita. Sei que cren\u00e7as n\u00e3o pagam contas, mas elas te levam em caminhos que podem te tornar uma pessoa ainda mais consciente. Confesso que a minha falta de certeza, me coloca num lugar desconfort\u00e1vel (risos) mas acho que equilibrar calma e ansiedade \u00e9 crucial para essa fase n\u00e3o ser um mar de tristezas. Diria para fazer tudo que tiver a m\u00e3o: \u00e9 poss\u00edvel fazer uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o gratuita? Tente. Tem um curso perto da sua casa que voc\u00ea tem condi\u00e7\u00f5es de fazer? Fa\u00e7a. Por mais que estejamos saturados de estudos ao final da gradua\u00e7\u00e3o, s\u00e3o s\u00f3 esses estudos que podem abrir portas para o mercado de trabalho. E s\u00f3 a experi\u00eancia do mercado de trabalho pode te levar a um caminho que seja trabalhar com o que voc\u00ea acredita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formada pela UEPG, Thain\u00e1 Kedzierski atua trav\u00e9s da sala de aula para efetivar os Direitos Humanos Thain\u00e1 Kedzierski se formou em Jornalismo pela UEPG em 2014. 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