{"id":7440,"date":"2026-09-17T09:14:04","date_gmt":"2026-09-17T12:14:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/?p=7440"},"modified":"2026-09-17T09:14:04","modified_gmt":"2026-09-17T12:14:04","slug":"ao-se-tornarem-maes-mulheres-enfrentam-desafios-para-permanecer-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/ao-se-tornarem-maes-mulheres-enfrentam-desafios-para-permanecer-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Ao se tornarem m\u00e3es, mulheres enfrentam desafios para permanecer no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Dados mostram que mulheres dedicam quase o dobro do tempo dos homens \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas e de cuidado, afetando suas trajet\u00f3rias profissionais<\/span><\/i><\/p>\n<pre style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Por Bebel Costalonga e Malu Dip<\/span><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A vida de uma mulher ap\u00f3s se tornar m\u00e3e muda completamente e isso tamb\u00e9m impacta a vida profissional, de forma desproporcional aos homens. O levantamento &#8220;Custo da maternidade no Brasil: as m\u00faltiplas consequ\u00eancias do trabalho de cuidado n\u00e3o remunerado realizado por mulheres\u201d, publicado em maio de 2024 pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da Universidade de S\u00e3o Paulo, mostra que mais de 11 milh\u00f5es de mulheres deixaram o mercado de trabalho em 2022 devido a atividades dom\u00e9sticas e de cuidado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, o estudo Pol\u00edticas para a Corresponsabilidade no Mundo do Trabalho revela que as m\u00e3es brasileiras dedicam em m\u00e9dia 21,3 horas semanais a estas mesmas tarefas, praticamente o dobro do tempo dedicado pelos homens, que \u00e9 de 11,7 horas. Os resultados evidenciam que muitas mulheres precisam se adequar ao mercado ap\u00f3s a chegada de um filho, seja recorrendo para a informalidade ou para o empreendedorismo atrav\u00e9s do Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Esta \u00e9 a realidade de Bruna Garcia, que com 32 anos deixou de ser servidora p\u00fablica para trabalhar em casa como confeiteira informal, ap\u00f3s o nascimento do seu primeiro filho. \u201cEu tinha receio de voltar ao mercado, porque naquele momento o meu maior projeto pessoal que era engravidar tinha se realizado, ent\u00e3o comecei a me questionar se voltar a trabalhar fora fazia sentido\u201d. Al\u00e9m das incertezas de ficar longe das crian\u00e7as e do cuidado com a casa, Bruna e seu esposo ainda tiveram que adaptar as quest\u00f5es financeiras, visto que naquele momento a \u00fanica fonte de renda da fam\u00edlia era a dele.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A advogada especialista em direito civil, Juliana Peron, explica que existe uma diferen\u00e7a entre aqueles que escolhem de forma aut\u00f4noma atuar como Pessoa Jur\u00eddica (PJ) e aqueles que abrem uma empresa por imposi\u00e7\u00e3o de onde trabalham. No cen\u00e1rio de mulheres m\u00e3es, a advogada analisa que uma mulher pode aceitar trabalhar como PJ porque precisa de uma maior flexibilidade para cuidar dos filhos, porque n\u00e3o encontrou uma vaga formal compat\u00edvel com sua rotina ou porque aquela era sua \u00fanica possibilidade de renda. \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o pode se tornar ainda mais grave quando se fala de m\u00e3es solo, mulheres de baixa renda e m\u00e3es que cuidam de crian\u00e7as com defici\u00eancia, visto que normalmente estas enfrentam maiores responsabilidades e possuem menor acesso a redes privadas de apoio\u201d, destaca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 importante ressaltar que atuar como PJ significa prestar servi\u00e7os para uma empresa registrada com CNPJ, ou seja, sem v\u00ednculo empregat\u00edcio com a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) e com os direitos autom\u00e1ticos regulamentados por ela. \u201cAo deixar um emprego regido pela CLT e passar a atuar como PJ e trabalhadora informal, a profissional deixa de ter os direitos como f\u00e9rias remuneradas, 13\u00b0 sal\u00e1rio, Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) e multa rescis\u00f3ria, aviso-pr\u00e9vio, seguro-desemprego, horas extras e benef\u00edcios previstos em\u00a0 conven\u00e7\u00f5es ou acordos coletivos\u201d, explica. Juliana tamb\u00e9m aponta a perda de direitos relacionados \u00e0 maternidade, como 120 dias de licen\u00e7a-maternidade, estabilidade desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s o parto e prote\u00e7\u00f5es devido \u00e0s consultas de pr\u00e9-natal e afastamento de atividades insalubres e amamenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados mostram que mulheres dedicam quase o dobro do tempo dos homens \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas e de cuidado, afetando suas trajet\u00f3rias profissionais Por Bebel Costalonga e Malu Dip A vida de uma mulher ap\u00f3s se tornar m\u00e3e muda completamente e isso tamb\u00e9m impacta a vida profissional, de forma desproporcional aos homens. 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