{"id":7448,"date":"2026-09-24T18:15:16","date_gmt":"2026-09-24T21:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/?p=7448"},"modified":"2026-09-24T18:15:35","modified_gmt":"2026-09-24T21:15:35","slug":"a-poesia-no-jornalismo-outras-formas-de-narrar-o-cotidiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/a-poesia-no-jornalismo-outras-formas-de-narrar-o-cotidiano\/","title":{"rendered":"A poesia no jornalismo : Outras formas de narrar o cotidiano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Jornalista Giuliana Gragnani\u00a0 destaca esfor\u00e7o de aproximar poesia e jornalismo em oficina para estudantes da UEPG<\/span><\/i><\/p>\n<pre>Por Lucas Barbato\r\n\r\n<\/pre>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participaram nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, \u00e0s 14h, da oficina \u201cDa not\u00edcia ao poema: outras formas de dizer o cotidiano\u201d, ministrada pela jornalista\u00a0 Giuliana de Gragnani. A atividade integrou a\u00a0 35\u00aa Semana de Comunica\u00e7\u00e3o do Curso de Jornalismo, evento organizado pelo Departamento de Jornalismo e pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Jornalismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Giuliana iniciou a atividade destacando que o objetivo principal da oficina era promover reflex\u00f5es sobre o cotidiano e discutir quais t\u00e9cnicas da linguagem po\u00e9tica podem ser apropriadas para repensar os textos da pr\u00e1tica jornal\u00edstica di\u00e1ria. Ela apresentou cinco poemas que dialogam com o jornal, com o jornalismo e com a not\u00edcia, como repert\u00f3rio para pensar a pr\u00e1tica da reportagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre os poetas,\u00a0 estavam\u00a0 Ferreira Gullar, cronista e jornalista que atuou como colunista da Folha de S. Paulo at\u00e9 2016, ano de seu falecimento. Gullar manteve uma rela\u00e7\u00e3o muito forte com o jornalismo, tendo atuado tamb\u00e9m como cr\u00edtico de arte em diversos peri\u00f3dicos nacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O poema escolhido de Gullar foi &#8220;Coisas da Terra&#8221;. A jornalista trouxe a obra para provocar uma reflex\u00e3o sobre outras formas de dizer o cotidiano: o que \u00e9 esse cotidiano, do que ele \u00e9 feito e como ele se constitui tanto na poesia de Ferreira Gullar quanto nos jornais. Segundo ela, tanto a poesia quanto o jornalismo falam dessas &#8220;coisas da terra&#8221;, elementos que comp\u00f5em o dia a dia. A proposta era refletir sobre o que constitui esse cotidiano, seja do ponto de vista do jornalista ou do poeta. Para ela, o poema ilustra bem essa dimens\u00e3o, ao reunir coisas concretas e abstratas, como sonhos e greves, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na percep\u00e7\u00e3o da estudante Rafaela Rothstein, o poema \u00e9 interessante justamente por essa mistura entre o abstrato e o concreto. Segundo a estudante, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel escrever um texto que realmente toque o outro se n\u00e3o partir tamb\u00e9m do abstrato. &#8220;At\u00e9, por exemplo, o cheiro de cabelo que volta: o que isso tem a ver com texto jornal\u00edstico, se pensarmos da forma corriqueira? Por\u00e9m, tem tudo a ver. Como voc\u00ea escreve se n\u00e3o partindo dessas coisas abstratas que est\u00e3o, sim, na nossa vida cotidiana?&#8221;, refletiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Giulia\u00a0 complementou que se trata de elementos sensoriais, ligados a sentimentos, que normalmente tendemos a deixar de lado por n\u00e3o serem factuais. &#8220;Isso n\u00e3o \u00e9 ser objetivo. \u00c9 claro que n\u00e3o estou sugerindo que a gente comece a fazer poesia no lugar de jornalismo, n\u00e3o \u00e9 isso. Mas que, de alguma forma, a gente consiga pensar quais s\u00e3o justamente esses elementos do cotidiano para os quais, \u00e0s vezes, n\u00e3o olhamos, mas que tamb\u00e9m est\u00e3o presentes nele&#8221;, explicou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para ela, trata-se do sentimento do outro, do gesto que o outro faz. &#8220;Quando a gente consegue trazer isso para os nossos textos, a gente j\u00e1 est\u00e1 fazendo poesia, independente da maneira como est\u00e1 escrevendo. S\u00e3o esses detalhes que v\u00e3o deixar o texto mais liter\u00e1rio, mais po\u00e9tico, mais humano, enfim, como quiser chamar&#8221;, finalizou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a palestrante, o poema de Gullar transmite a sensa\u00e7\u00e3o de que tudo o que est\u00e1 entre o c\u00e9u e a terra faz parte desse todo, inclusive com o contradit\u00f3rio coexistindo. A partir dessa ideia, \u00e9 poss\u00edvel utilizar uma t\u00e9cnica chamada de atrito e contraste, que explora justamente o conv\u00edvio entre grandezas incompat\u00edveis e como as articulamos, construindo um arranjo entre uma ou mais verdades: bem e mal coexistindo, caos e serenidade, alegria e tristeza, constru\u00e7\u00e3o e demoli\u00e7\u00e3o, parado e em movimento, perec\u00edvel e interno, como o poeta utiliza no texto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Essa t\u00e9cnica parte do princ\u00edpio: eu j\u00e1 sei o que tenho diante de mim, j\u00e1 fiz minha apura\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tenho minhas informa\u00e7\u00f5es. Onde est\u00e1 o contradit\u00f3rio da minha hist\u00f3ria? N\u00e3o na informa\u00e7\u00e3o que eu tenho, mas no entorno dela, no que envolve o contexto. Onde est\u00e1 o atrito, o contraste entre as coisas que posso trazer para o meu texto e deix\u00e1-lo mais po\u00e9tico, mais liter\u00e1rio?&#8221;, provocou. Segundo Giulia, a t\u00e9cnica prop\u00f5e explorar no texto o conv\u00edvio entre aquilo que \u00e9 aparentemente incompat\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O segundo poema escolhido foi &#8220;Jornal, longe&#8221;, de Cec\u00edlia Meireles\u00a0 jornalista, cronista e pintora. Giulia trabalhou o verso &#8220;Caem as folhas secas sobre os longos relatos de guerra&#8221;, revelando\u00a0 que a vida segue acontecendo, a natureza segue seu curso enquanto aquele jornal desbota. \u00c9 o pr\u00f3prio tempo em movimento. Para a autora, todo jornal serve para fazer um embrulho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a estudante Maria Cec\u00edlia Avelino Melo, no trecho &#8220;e o sol empalidece suas letras infinitas&#8221;, \u00e9 poss\u00edvel notar que uma parte da mem\u00f3ria do passado permanece, mas o tempo avan\u00e7a e transforma. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de o que a gente faz com o passado, j\u00e1 que estamos vivendo no presente. A parte do embrulho tamb\u00e9m tem conex\u00e3o com isso, tanto com o presente quanto com o desejo de mudan\u00e7a&#8221;, avaliou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Giuliana complementa dizendo que independente do que a autora esteja tratando no poema e que toda interpreta\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida , ela tamb\u00e9m enxerga ali uma t\u00e9cnica de atrito. &#8220;Eu percebo que, quando ela fala &#8216;jornal, longe&#8217;, esses &#8216;relatos de guerra&#8217;, na frase &#8216;o que faremos com esses jornais&#8217;, me parece que ela est\u00e1 falando daquilo que \u00e9 o relato da vida que vem pelos jornais e daquilo que \u00e9 a vida agora, aquilo que \u00e9 da vida observ\u00e1vel, que s\u00e3o &#8216;as folhas secas sobre os longos relatos de guerra&#8217;, &#8216;lemos na flor que nasce e na abelha que voa&#8217;, no aqui e no agora&#8221;, observou a jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Parece que ela est\u00e1 querendo dizer eu vejo dessa maneira aquilo que \u00e9 longe, aquilo que \u00e9 relato sobre a vida, aquilo que acontece em um lugar que eu n\u00e3o conhe\u00e7o, est\u00e3o me falando que \u00e9 aquilo, mas eu n\u00e3o sei. Eu sei daquilo que eu vejo, daquilo que est\u00e1 diante de mim, que eu toco, que eu percebo, que eu sinto&#8221;, completou. &#8220;Em termos de t\u00e9cnicas, eu vejo aqui aquilo que a gente chama de campo sem\u00e2ntico. Essa \u00e9 uma t\u00e9cnica f\u00e1cil de colocar em pr\u00e1tica para deixar o texto mais liter\u00e1rio&#8221;, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O terceiro poema\u00a0 foi &#8220;Dedicat\u00f3ria&#8221;, de M\u00e1rio Quintana, poeta, jornalista e tradutor. Na percep\u00e7\u00e3o da estudante Pietra Gasparini, chamou a aten\u00e7\u00e3o o fato de o autor dizer que, para quem est\u00e1 com o jornal na m\u00e3o, a \u00fanica novidade \u00e9 a poesia. &#8220;Na verdade, as not\u00edcias, esse caos todo de criminalidade, not\u00edcias policiais, \u00e9 o comum, a gente j\u00e1 est\u00e1 acostumado, e o que tem de novo, de inovador, \u00e9 a poesia. Eu achei essa parte muito interessante&#8221;, destacou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Giuliana complementa afirmando que o poema de M\u00e1rio Quintana traz t\u00e9cnicas que podem ser usadas na produ\u00e7\u00e3o de textos, como a repeti\u00e7\u00e3o de palavras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;\u00c0s vezes achamos que repetir est\u00e1 errado. \u00c0s vezes pode estar, mas \u00e9 uma quest\u00e3o de an\u00e1lise, pode ficar ruidoso, mas \u00e0s vezes n\u00e3o. A repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 um refor\u00e7o, eu reafirmo o que foi mencionado anteriormente. N\u00e3o estou repetindo, estou reafirmando&#8221;, pontuou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para ela, a palavra &#8220;escreva&#8221; no poema aparece nesse sentido, deixando o texto com uma forma de argumenta\u00e7\u00e3o mais contundente. &#8220;Para utilizar a t\u00e9cnica em um texto, s\u00f3 precisa ter coes\u00e3o e coer\u00eancia naquilo que voc\u00ea quer dizer, quer informar.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O quarto texto foi &#8220;Poema tirado de uma not\u00edcia de jornal&#8221;, de Manuel Bandeira, poeta e cr\u00edtico liter\u00e1rio brasileiro. Talvez o autor tenha escrito sobre a not\u00edcia de Jo\u00e3o Gostoso justamente por ser algo muito simples, muito corriqueiro, e ter visto nesse simples algo extraordin\u00e1rio para fazer um poema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A jornalista chama a aten\u00e7\u00e3o\u00a0 para o\u00a0 atrito no poema, no trecho em que Manuel Bandeira diz &#8220;num barrac\u00e3o sem n\u00famero&#8221;: Jo\u00e3o Gostoso morava em um barraco que n\u00e3o tinha n\u00famero, mas a rua do bar onde ele estava tinha um n\u00famero. H\u00e1 um atrito presente entre o ter e o n\u00e3o ter, entre ter identifica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ter. Outro ponto destacado \u00e9 que o poema tem uma l\u00f3gica e uma verticalidade: a palavra &#8220;morro&#8221; est\u00e1 no alto, na primeira estrofe; as palavras &#8220;bebeu&#8221;, &#8220;cantou&#8221; e &#8220;dan\u00e7ou&#8221;, uma embaixo da outra, representam a superf\u00edcie; e &#8220;se jogou na lagoa&#8221; fica na \u00faltima estrofe. O autor estabelece essa verticalidade entre os verbos para simular a queda, para simular o fato que aconteceu com Jo\u00e3o Gostoso \u2014 algo que tem muito mais a ver com a forma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Giulia destaca ainda que o poema apresenta a t\u00e9cnica da elipse, que consiste basicamente em omitir algo sem tirar o sentido do que se quer dizer. &#8220;Elipse \u00e9 voc\u00ea justamente tirar o excesso, brincar com aquilo que \u00e9 mais importante do que voc\u00ea quer dizer e ir cortando. E a\u00ed tem o ritmo e, portanto, consegue construir uma estrutura diferente&#8221;, esclareceu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a estudante Marina Ranzani, o trecho que diz que Jo\u00e3o Gostoso era carregador de feira livre e morava em um barrac\u00e3o sem n\u00famero significa, em sua percep\u00e7\u00e3o, que ele era do mundo. Da\u00ed foi beber, ficou b\u00eabado, cantou e dan\u00e7ou no bar e, logo depois, se atirou na lagoa e veio a falecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O quinto e \u00faltimo\u00a0 texto foi &#8220;Poema do jornal&#8221;, de Carlos Drummond de Andrade, jornalista por 30 anos e tamb\u00e9m redator-chefe em Minas. Na percep\u00e7\u00e3o da estudante Julia Smaka, o texto fala um pouco sobre como o jornalismo \u00e0s vezes n\u00e3o se importa em humanizar o acontecimento, o que de fato aconteceu. O que importa \u00e9 dar a not\u00edcia. &#8220;Na minha percep\u00e7\u00e3o, faz uma cr\u00edtica ao jornalismo naquela \u00e9poca, de 1930&#8221;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Giuliana adiciona sua perspectiva de que Carlos Drummond de Andrade, de certa maneira, est\u00e1 dizendo que o rep\u00f3rter \u00e9 um cara muito sagaz, muito perspicaz, que est\u00e1 no momento certo, na hora certa e no lugar certo, onde exatamente est\u00e1 a hist\u00f3ria para ser noticiada. Em termos de t\u00e9cnicas, ela destaca que o autor utiliza a descri\u00e7\u00e3o de objetos em cenas e fecha a \u00faltima estrofe adicionando a m\u00e1quina de escrever ao som de uma doce m\u00fasica, dando a ideia n\u00e3o de uma cr\u00edtica, mas de uma homenagem ao rep\u00f3rter sagaz. &#8220;Para mim, \u00e9 onde a gente consegue puxar para a produ\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos nossos textos, seja uma reportagem, onde voc\u00ea pode utilizar o recurso das descri\u00e7\u00f5es dos objetos de cena, narrando nos m\u00ednimos detalhes, pensando nos objetos em volta da hist\u00f3ria&#8221;, concluiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Giuliana Gragnani, a ideia de fazer a oficina foi trazer um universo de t\u00e9cnicas poss\u00edveis de serem discutidas. &#8220;Minha sele\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas foi, de fato, de t\u00e9cnicas que pudessem ser aplicadas na nossa produ\u00e7\u00e3o no dia a dia, na universidade, no curso de Jornalismo. Minha sele\u00e7\u00e3o foi de t\u00e9cnicas que, de fato, fossem aplicadas nas nossas produ\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, nas reportagens, e que t\u00eam uma operacionaliza\u00e7\u00e3o mais simples. Elas foram selecionadas justamente para facilitar e serem usadas na produ\u00e7\u00e3o da reportagem&#8221;, explicou.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista Giuliana Gragnani\u00a0 destaca esfor\u00e7o de aproximar poesia e jornalismo em oficina para estudantes da UEPG Por Lucas Barbato Estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participaram nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, \u00e0s 14h, da oficina \u201cDa not\u00edcia ao poema: outras formas de dizer o cotidiano\u201d, ministrada pela jornalista\u00a0&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":846,"featured_media":7449,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[40,293,48,2,39],"tags":[209,328,329],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7448"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/846"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7448"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7448\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7450,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7448\/revisions\/7450"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7448"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7448"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7448"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}