{"id":749,"date":"2018-10-31T14:37:09","date_gmt":"2018-10-31T17:37:09","guid":{"rendered":"https:\/\/elos.sites.uepg.br\/?p=749"},"modified":"2018-10-31T14:37:09","modified_gmt":"2018-10-31T17:37:09","slug":"cade-as-mulheres-no-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/elos\/cade-as-mulheres-no-jornalismo\/","title":{"rendered":"Cad\u00ea as mulheres no jornalismo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Que as reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o cada vez mais precarizadas, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. O aumento de horas de trabalho, piso salarial baixo, menos jornalistas e mais atividades sendo realizados, s\u00e3o alguns fatores do reflexo da precariza\u00e7\u00e3o do trabalho. Esses e mais alguns problemas s\u00e3o enfrentados todos os dias pelos profissionais, mas para as mulheres esse cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais prejudicial. Foram analisados dois jornais de Ponta Grossa para ter um par\u00e2metro de quantas mat\u00e9rias s\u00e3o produzidas por mulheres e quantas s\u00e3o produzidas por homens, assim chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que h\u00e1 mais materiais assinados por homens do que por mulheres nas reda\u00e7\u00f5es. Mesmo n\u00e3o sendo uma an\u00e1lise aprofundada, nos d\u00e1 uma boa base para entendermos a profiss\u00e3o e como \u00e9 para as mulheres atuar nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os jornais analisados foram Arede e o Di\u00e1rio dos Campos, no per\u00edodo de uma semana, do dia 22 ao dia 28 de outubro. No portal online, Arede, foram analisadas 97 mat\u00e9rias publicadas durante a semana, 46 delas s\u00e3o da reda\u00e7\u00e3o, sendo as outras 51 mat\u00e9rias distribu\u00eddas entre tr\u00eas jornalistas homens que atuam na publica\u00e7\u00e3o online de not\u00edcias. Um desses tr\u00eas tem seu nome em 30 mat\u00e9rias, o outro em 13 e o terceiro em 8, mas nenhuma mulher jornalista assinou produ\u00e7\u00f5es. Em contrapartida, dados do Censo de 2010 indicam que as mulheres representam 58% dos jornalistas de 20 a 29 anos e s\u00e3o 64% dos estudantes dos cursos de jornalismo. Ent\u00e3o, a pergunta \u00e9, cad\u00ea as jornalistas? Outra pesquisa realizada pela Abraji e a G\u00eanero e N\u00famero sobre \u201cMulheres no Jornalismo Brasileiro\u201d aponta que 65% das mulheres jornalistas relatam haver mais homens em cargos de poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1, no portal online do jornal Di\u00e1rio dos Campos parece haver um equil\u00edbrio em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero na reda\u00e7\u00e3o, embora tenha um grande n\u00famero de mat\u00e9rias de assessoria, reda\u00e7\u00e3o e ag\u00eancias, a distribui\u00e7\u00e3o da cobertura de diversos temas, desde pol\u00edtica e economia a temas mais factuais da cidade, tem um equil\u00edbrio entre as mulheres e os homens. Das mais de 120 mat\u00e9rias analisadas, elas foram apresentadas tr\u00eas mulheres e dois homens. Uma das jornalistas tendo seu nome em onze mat\u00e9rias, outra em oito e a terceira em seis. Dos dois homens um deles teve seu nome em dez mat\u00e9rias e o outro em cinco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tendo em vista essa breve an\u00e1lise, conclu\u00edmos que o mercado profissional jornal\u00edstico apesar de estar em crescente expans\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o, na forma como faz e distribui as informa\u00e7\u00f5es, ainda tem quest\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a g\u00eanero muito fortes e marcantes na profiss\u00e3o. Algumas reda\u00e7\u00f5es tradicionais, ou marcadas por uma forte precariza\u00e7\u00e3o e venda de seus espa\u00e7os, ainda naturalizam atitudes de divis\u00e3o de trabalho por g\u00eanero, ou garantem que homens tenham mais oportunidades que mulheres dentro do trabalho, desconsiderando que as mulheres s\u00e3o um grande n\u00famero.<\/p>\n<p>Por Rafael Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que as reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o cada vez mais precarizadas, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. 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