Projetos

PROJETOS ATUAIS

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – APRENDENDO COM A NATUREZA: EXPERIÊNCIAS INTERPRETATIVAS E PERFIL DO VISITANTE EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

O projeto Unidades de Conservação – Aprendendo com a Natureza: Experiências Interpretativas e Perfil do Visitante investiga a relação entre conservação ambiental, turismo e educação, compreendendo as Unidades de Conservação (UCs) como espaços essenciais para a aprendizagem, a sensibilização ambiental e a aproximação entre as pessoas e a natureza.

A pesquisa parte do princípio de que a interpretação ambiental é uma importante ferramenta para enriquecer a experiência dos visitantes, estimular atitudes voltadas à conservação da biodiversidade e contribuir para a gestão das áreas protegidas.

As experiências interpretativas, como trilhas guiadas, painéis informativos, materiais educativos e atividades de sensibilização, desempenham papel fundamental na ampliação da percepção ambiental e no estímulo a comportamentos mais responsáveis em relação à conservação da natureza.

Mais do que transmitir informações, essas práticas buscam provocar reflexões e fortalecer vínculos entre o visitante e o ambiente visitado.

OBJETIVOS

O projeto tem como principais objetivos:

  • desenvolver estratégias de interpretação ambiental para Unidades de Conservação;
  • compreender o perfil e a percepção dos visitantes;
  • produzir materiais educativos e interpretativos;
  • contribuir para o uso público sustentável e para a conservação do patrimônio natural e cultural.

Inicialmente, as atividades serão focadas em Parques Nacionais, especialmente no Parque Nacional dos Campos Gerais (PNCG), com possibilidade de ampliação para outras áreas protegidas, tanto de proteção integral, quanto de uso sustentável.

O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

A pesquisa combina levantamento bibliográfico, trabalho de campo e diagnóstico das características naturais e culturais da área de estudo. Com base nas informações coletadas, estão sendo elaborados materiais educativos e interpretativos, como:

  • painéis interpretativos;
  • guias de campo;
  • outros recursos voltados à interpretação ambiental.

Assim, pretende-se gerar conhecimentos que possam se materializar em ações de educação ambiental e no fortalecimento da compreensão acerca do patrimônio natural e cultural, promovendo não apenas a conservação dos recursos naturais, mas também a democratização do conhecimento e a valorização desses espaços como ambientes de educação e transformação social.

Realização:

Apoio:


 

PINTURAS RUPESTRES, TURISMO E USO PÚBLICO: FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO

 

O projeto "Pinturas Rupestres, Turismo e Uso Público: Ferramentas de Monitoramento" tem como objetivo contribuir para a proteção, valorização e divulgação do patrimônio arqueológico dos Campos Gerais do Paraná, promovendo ações de pesquisa, educação patrimonial e uso público responsável.

A preservação dos sítios arqueológicos depende do conhecimento e do envolvimento da sociedade. Nesse contexto, a educação patrimonial é uma importante ferramenta para sensibilizar visitantes e comunidades sobre a importância da conservação desses bens culturais.

 

SOBRE O PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO

Nos Campos Gerais do Paraná, diversos sítios arqueológicos recebem visitantes há muitos anos, no entanto, a maioria desses locais não conta com infraestrutura adequada para o turismo, e alguns apresentam fragilidades que impedem o acesso público, exigindo cuidados especiais para sua conservação.

Grande parte dos sítios com pinturas rupestres está localizada na Escarpa Devoniana, formação geológica que marca a transição entre o Primeiro e o Segundo Planalto Paranaense, bem como suas áreas adjacentes.

Essa região reúne centenas de sítios arqueológicos com grafismos rupestres e outros vestígios materiais, muitos deles ainda pouco estudados, revelando um grande potencial para novas pesquisas. Entre as descobertas recentes está um painel com pinturas rupestres de araucárias (pinheiro-do-paraná), que evidencia a riqueza e a singularidade do patrimônio arqueológico local, indicando ainda mais o potencial presente nos Campos Gerais.

Primeiro registro de pinturas rupestres com representação de araucárias em sítio arqueológico de Piraí do Sul (PR) (foto: Henrique Simão Pontes).

 

SOBRE O PROJETO

Diante dessa realidade, a iniciativa foi desenvolvida pelo Laboratório de Turismo em Áreas Naturais (LabTan), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com o Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (GUPE), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O projeto busca desenvolver ferramentas de monitoramento e produzir materiais que contribuam para a conservação dos sítios arqueológicos, além de incentivar a pesquisa científica e o turismo responsável.

 

RESULTADOS

Um dos principais resultados da iniciativa foi a criação do site Pintura Rupestre, desenvolvido para ampliar a divulgação, o acesso e a valorização do patrimônio arqueológico dos Campos Gerais.

A acessibilidade é um princípio essencial para garantir que esse conhecimento alcance um público cada vez maior, por isso, a plataforma disponibiliza gratuitamente:

  • fotografias dos sítios arqueológicos;
  • decalques digitais das pinturas rupestres;
  • materiais didáticos e;
  • pesquisas científicas sobre o patrimônio arqueológico dos Campos Gerais.

Como parte do compromisso com a inclusão, o projeto também prevê a implementação de recursos de audiodescrição, ampliando o acesso às informações para pessoas com deficiência visual.


 

PROJETOS JÁ REALIZADOS

TURISMO, MANEJO DE USO PÚBLICO E A PERCEPÇÃO DOS VISITANTES: COLETA DE DADOS E PESQUISA EM ÁREAS PROTEGIDAS

 

SOBRE O PROJETO

Este projeto foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade de West Virginia (WVU), o US Forest Service – International Programs (Programas Internacionais do Serviço Florestal dos Estados Unidos) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

A iniciativa teve como objetivo contribuir para o desenvolvimento do turismo e manejo do uso público em Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com foco, principalmente, na região amazônica brasileira.

As atividades foram realizadas ao longo de cinco anos, com recursos disponibilizados anualmente pelas instituições parceiras. Os estudos tiveram início na Floresta Nacional do Tapajós (PA), uma UC que já recebe visitantes e desenvolve atividades de uso público.

Para ampliar as análises e permitir comparações entre diferentes contextos, também foram realizadas pesquisas no Parque Nacional dos Campos Gerais (PNCG), localizado na mesma região de atuação da UEPG.

 

CONTRIBUIÇÕES

Além de gerar conhecimento científico sobre o turismo em áreas protegidas, o projeto desenvolveu metodologias e instrumentos de coleta de dados quepodem ser aplicados em outras UCs do país. A proposta era fornecer subsídios para que o ICMBio aperfeiçoe o planejamento e a gestão do uso público em diferentes regiões.

A iniciativa também estava alinhada aos objetivos dos Programas Internacionais do Serviço Florestal dos Estados Unidos, que promovem a cooperação internacional para o manejo sustentável de florestas e recursos naturais. O projeto contou ainda com a participação de outras instituições parceiras, sob a coordenação da UEPG, com orientação do Serviço Florestal dos Estados Unidos e colaboração da Universidade de West Virginia.

 

PUBLICAÇÃO E RESULTADOS

Parte dos resultados desta pesquisa foi publicada no artigo "Turismo, Manejo de Uso Público e a Percepção dos Visitantes: Coleta de Dados na Floresta Nacional do Tapajós (Pará)", apresentado em 2015 no VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC). Clique aqui para acessar o artigo.


 

PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA: TURISMO, MANEJO DE USO PÚBLICO E A PERCEPÇÃO DOS VISITANTES: COLETA DE DADOS E PESQUISA EM ÁREAS PROTEGIDAS

 

SOBRE O PROJETO

Este projeto teve como objetivo apoiar a gestão do Parque Estadual de Vila Velha (PEVV) no desenvolvimento de estratégias para o manejo da visitação e o aprimoramento dos programas de uso público.

Por meio da coleta e análise de dados sobre a percepção dos visitantes, a pesquisa contribuiu para ampliar o conhecimento sobre o uso da Unidade de Conservação, fornecendo informações que auxiliam a tomada de decisão e o planejamento de ações voltadas à conservação da natureza e à melhoria da experiência dos visitantes.

 

SOBRE A PESQUISA

O estudo combinou pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, desenvolvidas em parceria com o Parque Estadual de Vila Velha. As principais etapas incluíram:

  • elaboração do plano de trabalho e definição da metodologia;
  • desenvolvimento dos instrumentos de coleta de dados;
  • aplicação de questionários aos visitantes do parque;
  • organização, análise e interpretação dos dados coletados;
  • elaboração do relatório final da pesquisa.

 

PUBLICAÇÃO E RESULTADOS

Os resultados do projeto foram publicados no artigo "A Percepção do Visitante do Parque Estadual de Vila Velha: Coleta de Dados Baseada no Método National Visitor Use Monitoring (NVUM) – EUA", apresentado em 2015, durante o VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC). Clique aqui para acessar o artigo e conferir os resultados deste projeto.


 

ELABORAÇÃO DE MEIOS INTERPRETATIVOS VOLTADOS AO PÚBLICO VISITANTE DE ÁREAS NATURAIS DOS CAMPOS GERAIS

 

SOBRE O PROJETO

As áreas naturais protegidas são espaços privilegiados para o desenvolvimento de ações de educação e interpretação ambiental. Por meio do contato direto com a natureza, esses ambientes favorecem a aprendizagem, despertam o interesse pela conservação da biodiversidade e incentivam a participação da sociedade na proteção do patrimônio natural.

Apesar de sua importância, os meios interpretativos ainda são pouco utilizados no Brasil e, especialmente, na região dos Campos Gerais. Pensando nisso, este projeto foi desenvolvido para ampliar as estratégias de interpretação ambiental, fortalecendo o turismo em áreas naturais e apoiando futuras ações de educação ambiental.

 

OBJETIVOS DESTE PROJETO

  • destacar a importância da interpretação ambiental em áreas naturais;
  • identificar meios interpretativos adequados à realidade dos CamposGerais;
  • compreender a relação entre interpretação ambiental e turismo em áreas naturais;
  • desenvolver materiais que contribuam para a experiência dos visitantese para a conservação do patrimônio natural.

 

PUBLICAÇÃO E RESULTADOS

Entre os resultados do projeto está a produção do resumo expandido "Turismo em Áreas Naturais: Elaboração de um Meio Interpretativo Referente à Fauna do Parque Nacional dos Campos Gerais (PNCG)", apresentado no Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, em 2015 e que pode ser acessado clicando aqui.

A continuidade do projeto deu origem a um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que resultou na criação de um jogo da memória sobre a fauna do Parque Nacional dos Campos Gerais.

Outro produto gerado foi o Guia de Aves do Parque Nacional dos Campos Gerais, desenvolvido para incentivar a observação de aves e ampliar o conhecimento sobre a avifauna da região. Esse material pode ser acessado na seção "Arquivos produzidos pelo LabTan".


 

ELABORAÇÃO DA PROPOSTA DO GEOPARK DE FERNANDO DE NORONHA – PERNAMBUCO

 

SOBRE O PROJETO

Este projeto teve como objetivo contribuir para a elaboração da proposta de criação do Geopark Fernando de Noronha, iniciativa voltada à valorização do patrimônio geológico, natural, histórico e cultural do arquipélago, promovendo sua conservação e o desenvolvimento sustentável.

Fernando de Noronha é um arquipélago com aproximadamente 26 km², formado por uma ilha principal e diversas ilhas menores. A região abriga duas importantes Unidades de Conservação: o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha. Além da reconhecida biodiversidade, o arquipélago destaca-se por suas paisagens vulcânicas, praias, monumentos históricos e pelo ecoturismo, uma das principais atividades econômicas locais.

 

DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA

A proposta foi fundamentada em estudos técnicos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que identificaram e cadastraram 26 geossítios de relevância, incluindo o Morro Dois Irmãos, a Baía do Sancho, a Praia do Leão, a Baía do Sueste, a Atalaia e a Baía dos Golfinhos.

O projeto também contou com o apoio de pesquisas desenvolvidas desde 2006 e de diversas ações de divulgação científica e educação, como palestras, cursos de formação em geoturismo, produção de materiais educativos e participação em eventos nacionais e internacionais.

Em 2013, a proposta de candidatura foi apresentada ao Conselho do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e aprovada por unanimidade. A partir dessa aprovação, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) responsável por elaborar o dossiê da candidatura e promover o diálogo com a comunidade local.

O GT reuniu representantes de diferentes instituições, entre elas ICMBio, Projeto Tamar, Centro Golfinho Rotador, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), IPHAN, órgãos públicos, associações locais e representantes do setor turístico.

 

RESULTADOS

Como resultado do projeto, foi publicado, em 2015, o artigo "Os Benefícios de um Geopark e a Proposta de um Geopark em Fernando de Noronha", contribuindo para a divulgação da iniciativa e para o fortalecimento das discussões sobre a conservação e a valorização do patrimônio geológico do arquipélago. Para conferir este artigo e os resultados, clique aqui.

 


 

PROJETOS CONCLUÍDOS

Este projeto deu andamento a estudos desenvolvidos pelo Laboratório de Turismo em Áreas Naturais (LabTan) e representou a continuação de uma pesquisa realizada com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Chamada CNPq/MCTI nº 10/2023 – Faixa A – Grupos Emergentes), intitulada "Pinturas Rupestres, Turismo e Uso Público: Ferramentas de Monitoramento".

A criação dessas ferramentas encontrava-se em fase final e, entre as conclusões alcançadas, destacava-se a necessidade de elaboração de meios interpretativos, que constituía o objetivo do projeto. Para conhecer o trabalho, clique e conheça o site: Pintura Rupestre.

Também incorporava conhecimentos produzidos pela pesquisa "Turismo, Manejo de Uso Público e a Percepção dos Visitantes: Coleta de Dados e Pesquisa em Áreas Protegidas", realizada em parceria entre a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o United States Forest Service e a United States Agency for International Development (USAID).

No projeto acima, o objetivo foi propor melhores práticas em turismo e manejo de uso público em Unidades de Conservação brasileiras, tendo como foco traçar o perfil e compreender a percepção dos visitantes, sendo esse um dos primeiros estudos de monitoramento de visitantes realizados em parceria entre universidades brasileiras e americanas.

Os resultados obtidos no trabalho citado acima identificaram que, entre 9.854 questionários aplicados, a Interpretação Ambiental recebeu a pior avaliação entre todas as UCs pesquisadas. Além disso, mais de 20% dos entrevistados classificaram os aspectos interpretativos da UC visitada como ruins ou razoáveis, representando o pior índice em comparação aos demais fatores avaliados. Para saber mais sobre esse projeto já realizado, clique aqui.

Esse cenário foi um dos principais motivadores para o desenvolvimento do atual projeto, assim como para a continuidade do projeto “Pinturas Rupestres, Turismo e Uso Público: Ferramentas de Monitoramento”.

Por fim, o último projeto concluído pela pesquisa foi intitulado “Fantoches, áreas protegidas e pinturas rupestres: uma proposta para o Parque Nacional dos Campos Gerais (PR)”, publicado em 2025 na Revista Brasileira de Ecoturismo.

Esse trabalho apresentou uma proposta de interpretação ambiental no Parque Nacional dos Campos Gerais (PNCG), utilizando fantoches e contação de histórias para sensibilizar o público infantil sobre a importância da conservação do patrimônio natural e cultural. Foram selecionados quatro animais representativos da fauna local, sendo eles: gralha-azul, lobo-guará, suçuarana e veado-campeiro, utilizados como elementos de divulgação científica e educação ambiental. A proposta destacou-se por seu potencial de replicação em outras áreas protegidas, mediante a adaptação dos animais e das histórias às características de cada local. Para conhecer mais sobre este projeto, clique aqui.

 

RESULTADOS ESPERADOS

Como resultados esperados, o projeto pretende:

  • fortalecer a identidade e a valorização do patrimônio natural e cultural;
  • ampliar o conhecimento sobre o perfil dos visitantes das Unidades de Conservação;
  • desenvolver materiais interpretativos que qualifiquem a experiência da visitação;
  • subsidiar a gestão e o planejamento do uso público em áreas protegidas;
  • apoiar pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado;
  • produzir artigos científicos e divulgar os resultados em eventos acadêmicos;
  • disponibilizar metodologias que possam ser adaptadas e aplicadas em outras Unidades de Conservação.

 

PRODUÇÃO CIENTÍFICA

 

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