{"id":2152,"date":"2021-08-07T08:07:23","date_gmt":"2021-08-07T11:07:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/museu\/?p=2152"},"modified":"2022-10-05T00:53:48","modified_gmt":"2022-10-05T03:53:48","slug":"multiplo-leminski-a-revista-invencao-1962-1967","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/museu\/multiplo-leminski-a-revista-invencao-1962-1967\/","title":{"rendered":"M\u00faltiplo Leminski: a revista Inven\u00e7\u00e3o (1962-1967)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Em dezembro de 1964, <strong>Paulo Leminski<\/strong> colaborou com a revista Inven\u00e7\u00e3o publicando cinco poemas, feito que al\u00e9m de contribuir com a 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o, impulsionou a estreia de Leminski na escrita. Afinal, o que foi a revista Inven\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre janeiro de 1960 e fevereiro de 1961, circulava sempre aos domingos \u2014 salvas excepcionalidades \u2014 uma p\u00e1gina do jornal Correio Paulistano intitulada Inven\u00e7\u00e3o. Nessa p\u00e1gina, comentavam-se artes pl\u00e1sticas, m\u00fasicas e, claro, poesia. Os membros que compunham a equipe editorial eram os seguintes: Augusto de Campos; Haroldo de Campos; D\u00e9cio Pignatari; Jos\u00e9 Lino Gr\u00fcnewald; Pedro Xisto; Edgard Braga; Cassiano Ricardo e M\u00e1rio Chamie. A p\u00e1gina que circulou por aproximadamente um ano teve participa\u00e7\u00f5es de estrangeiros, como a do fil\u00f3sofo e ensa\u00edsta alem\u00e3o Max Bense e contava com os trabalhos de Alexandre Wollner na organiza\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um ano ap\u00f3s o fim da p\u00e1gina que circulava no corpo do jornal Correio Paulistano, Augusto de Campos, Haroldo de Campos, D\u00e9cio Pignatari, Jos\u00e9 Lino Gr\u00fcnewald, Pedro Xisto, Edgard Braga, Cassiano Ricardo, Ronaldo Azeredo e M\u00e1rio da Silva Brito fundaram a revista Inven\u00e7\u00e3o. Os irm\u00e3os Campos, D\u00e9cio Pignatari, Ronaldo Azeredo e Jos\u00e9 Lino Gr\u00fcnewald formavam o grupo Noigandres, surgido em 1952, respons\u00e1vel pela revista de mesmo nome que circulou at\u00e9 1957. Tal qual a Noigandres, a Inven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era porta-voz da poesia concreta e teve seu nome inspirado nos escritos de Ezra Pound.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Inven\u00e7\u00e3o circulou entre 1962 e 1967 com tiragens que oscilavam entre 100 e 1000 exemplares, com retorno financeiro quase nulo ou inexistente. Uma pr\u00e1tica muito comum era a distribui\u00e7\u00e3o de exemplares aos interessados pelo tema e amigos, haja vista o n\u00e3o sucesso de vendas. As t\u00e9cnicas de impress\u00e3o utilizadas na confec\u00e7\u00e3o dos exemplares tinham na serigrafia, na tipografia, clicheria e no processo offset sua fundamenta\u00e7\u00e3o e os custos bancados pela equipe editorial. Apenas a primeira edi\u00e7\u00e3o da Inven\u00e7\u00e3o (1\u00b0 trimestre de 1962) teve os custos arcados pela editora GRD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Declaradamente divulgadora da poesia de vanguarda, a Inven\u00e7\u00e3o ampliou o leque de colaboradores e participa\u00e7\u00f5es especiais \u2014 com contribui\u00e7\u00f5es de n\u00e3o poetas e estrangeiros. O \u00fanico jornalista habilitado, D\u00e9cio Pignatari, teve de assumir a dire\u00e7\u00e3o da revista da primeira at\u00e9 a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o e durante esse per\u00edodo presenciou sa\u00eddas e entradas na equipe de editores. Cassiano Ricardo talvez seja a mais importante dessas sa\u00eddas. As cinco edi\u00e7\u00f5es da Inven\u00e7\u00e3o se notabilizaram difundindo o movimento concreto e preocupando os conservadores da linguagem. No entendimento do historiador Khouri (2006) &#8220;por suas propostas radicais, a Poesia Concreta, em suas realiza\u00e7\u00f5es te\u00f3rico-cr\u00edticas e pr\u00e1ticas, provocou pol\u00eamica e um dolorido repensar da tradi\u00e7\u00e3o (para se fazer poesia no Brasil era necess\u00e1rio ter, pelo menos, conhecimento da fa\u00e7anha concretista. O n\u00edvel de exig\u00eancia para o ser-poeta se elevou)\u201d (KHOURI, 2006, p. 32).<\/p>\n<p><em>A revista Inven\u00e7\u00e3o pode ser encontrada na se\u00e7\u00e3o destinada ao escrit\u00f3rio de Paulo Leminski na exposi\u00e7\u00e3o no MCG.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>KHOURI, O.. Noigandres e Inven\u00e7\u00e3o: revistas porta-vozes da poesia concreta. <strong>FACOM (FAAP)<\/strong>, v. 16, p. 20-33, 2006. Dispon\u00edvel em: &gt;<a href=\"http:\/\/www.faap.br\/revista_faap\/revista_facom\/facom_16\/omar.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.faap.br\/revista_faap\/revista_facom\/facom_16\/omar.pdf<\/a>&gt;. Acesso em 04 de ago. de 2021.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/DocReader.aspx?bib=090972_11&amp;pagfis=0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Confira o peri\u00f3dico Correio Paulistano na p\u00e1gina da BNDigital clicando aqui<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Pesquisa e texto: Ricardo Enguel Gon\u00e7alves, especial para o Museu Campos Gerais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dezembro de 1964, Paulo Leminski colaborou com a revista Inven\u00e7\u00e3o publicando cinco poemas, feito que al\u00e9m de contribuir com a 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o, impulsionou a estreia de Leminski na escrita. Afinal, o que foi a revista Inven\u00e7\u00e3o? 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