{"id":4711,"date":"2024-11-27T10:54:48","date_gmt":"2024-11-27T13:54:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/museu\/?p=4711"},"modified":"2024-11-27T10:55:40","modified_gmt":"2024-11-27T13:55:40","slug":"africanidades-em-mascaras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/museu\/africanidades-em-mascaras\/","title":{"rendered":"\u00c1FRICA(NIDADES) E(M) M\u00c1SCARAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 d\u00e9cadas, as experi\u00eancias e produ\u00e7\u00f5es dos afrodescendentes t\u00eam sido discutidas sob a perspectiva das Africanidades. Esse conceito abrange os processos de transforma\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o das culturas africanas no Brasil. Como afirma Cunha Junior (2001, p.12): \u201cAs Africanidades Brasileiras s\u00e3o reprocessamentos pensados, produzidos no coletivo e nas individualidades, que deram novo teor \u00e0s culturas de origem.\u201d<\/p>\n<p>Essas din\u00e2micas envolvem a capacidade de reelaborar pr\u00e1ticas socioculturais em contextos nacionais, considerando realidades e bases preexistentes. Nesse sentido, as Africanidades brasileiras apresentam elementos que n\u00e3o estavam originalmente nas culturas africanas, mas que s\u00e3o profundamente enraizados na diversidade cultural do continente africano.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que Africanidades n\u00e3o se limitam a africanos e afrodescendentes. Elas emergem de di\u00e1logos e trocas culturais entre diferentes etnias e culturas, sempre em constante transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4712 aligncenter\" src=\"http:\/\/www2.uepg.br\/museu\/wp-content\/uploads\/sites\/31\/2024\/11\/dsadihjasjlk321.png\" alt=\"\" width=\"710\" height=\"452\" \/><\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00c1FRICA(NIDADES) E(M) M\u00c1SCARAS nasceu com a inspira\u00e7\u00e3o de Ki-Zerbo (2010, p.391), que afirmou: \u201cEmpreender a hist\u00f3ria de certas sociedades africanas sem compreender a linguagem m\u00faltipla dos cauris e das m\u00e1scaras \u00e9 como entrar numa sala de arquivo sendo \u2018analfabeto\u2019: a \u2018leitura\u2019 de sua evolu\u00e7\u00e3o seria necessariamente truncada.\u201d<\/p>\n<p>Essa mostra no MCG busca evidenciar m\u00e1scaras africanas como um elo direto com as ra\u00edzes culturais, espirituais e art\u00edsticas que s\u00e3o centrais \u00e0 identidade africana e suas di\u00e1sporas.<\/p>\n<p>As m\u00e1scaras, al\u00e9m de s\u00edmbolos culturais tradicionais que variam entre etnias e regi\u00f5es do continente, possuem significados profundos \u2013 espirituais, religiosos e sociais. Elas s\u00e3o utilizadas em rituais, cerim\u00f4nias de inicia\u00e7\u00e3o, celebra\u00e7\u00f5es e narrativas hist\u00f3ricas. Assim, ao apresentar essas m\u00e1scaras, a exposi\u00e7\u00e3o destaca a pluralidade das culturas africanas e seu impacto no Brasil.<\/p>\n<p>Por fim, a exposi\u00e7\u00e3o cria pontes entre a heran\u00e7a africana e sua adapta\u00e7\u00e3o no Brasil, apresentando a Africanidade por meio de uma abordagem est\u00e9tica e filos\u00f3fica. Aqui, a arte transcende o aspecto decorativo, revelando-se pol\u00edtica, funcional, identit\u00e1ria e espiritual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, as experi\u00eancias e produ\u00e7\u00f5es dos afrodescendentes t\u00eam sido discutidas sob a perspectiva das Africanidades. Esse conceito abrange os processos de transforma\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o das culturas africanas no Brasil. 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