{"id":1014,"date":"2022-12-20T11:10:12","date_gmt":"2022-12-20T14:10:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1014"},"modified":"2022-12-20T11:10:12","modified_gmt":"2022-12-20T14:10:12","slug":"de-uvaranas-a-hoovaranas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/de-uvaranas-a-hoovaranas\/","title":{"rendered":"De Uvaranas a Hoovaranas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>A banda de Ponta Grossa come\u00e7ou com improvisos e agradou a Rolling Stone francesa<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cena do rock independente de Ponta Grossa n\u00e3o fazia ideia do que a esperava no in\u00edcio de 2018. Como em todo movimento do tipo, bandas surgem e desaparecem e \u00e9 normal que nomes consolidados ocupem mais espa\u00e7os que os emergentes. Por\u00e9m, ao longo daquele ano, novos selos e novas bandas apareceriam para renovar o cen\u00e1rio na cidade.<br \/>\nO stoner rock (caracterizado pela \u201csujeira\u201d do som, tanto no baixo quanto na guitarra atrav\u00e9s de efeitos como o \u201cfuzz\u201d) e o shoegaze (rock introspectivo com predomin\u00e4ncia de efeitos com pedais) estavam em alta nas influ\u00eancias das bandas que surgiram ou se consolidaram naquele contexto. Dentre elas, estava um trio de adolescentes cabeludos que faziam rock instrumental baseado n\u00e3o apenas nas refer\u00eancias mencionadas mas, tamb\u00e9m, no rock psicod\u00e9lico e no jazz (se autodenominam \u201cneopsicod\u00e9lico\u201d). O nome do conjunto \u00e9 Hoovaranas, composto por Eric Santana na bateria, na \u00e9poca com 18 anos; Rehael Martins, na guitarra, e Jorge Bahls, no baixo, sendo os dois \u00faltimos menores, 16 e 15 anos de idade.<\/p>\n<p>Apesar de nem todos os membros morarem na regi\u00e3o que inspirou o nome, Uvaranas, a banda relaciona sua identidade a um dos maiores bairros da cidade. Mesmo quem n\u00e3o gosta de rock teria rea\u00e7\u00e3o de surpresa e curiosidade ao ouvir o nome do grupo. Grafada de maneira \u00fanica e sem perder a fon\u00e9tica do termo (assim como os Beatles e os Byrds fizeram), Hoovaranas foi rapidamente das experimenta\u00e7\u00f5es e improvisos \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o pelos ouvidos daqueles que frequentam os bares em Ponta Grossa.<\/p>\n<p>Para Eric, o impacto inicial da banda se deve tanto \u00e0 idade que tinham quanto \u00e0 novidade sonora que traziam. \u201cNo come\u00e7o, a gente teve dificuldade para tocar em alguns lugares, pela idade, al\u00e9m de sermos subestimados pela galera mais velha\u201d, comenta. Quanto \u00e0 sonoridade, Eric fala que n\u00e3o se lembra de muitas bandas com a mesma proposta na \u00e9poca e, por isso, tamb\u00e9m se sobressa\u00edram na cidade. \u201cMisturamos o som instrumental com o rock psicod\u00e9lico e assim fizemos nosso som autoral. Acho que a gente se destacou bastante por causa disso.\u201d<\/p>\n<p>O guitarrista Rehael Martins lembra que suas expectativas no in\u00edcio eram baixas em alguns aspectos, por\u00e9m mais ambiciosas em outros. \u201cEu ainda n\u00e3o estava bem inserido no meio musical para entender certas coisas. Aos poucos fui entendendo melhor como funciona\u201d. Com a evolu\u00e7\u00e3o da banda, Rehael refor\u00e7a que buscam sempre melhorar como m\u00fasicos sem perder a divers\u00e3o de se estar numa banda, algo recorrente quando se imp\u00f5e excessiva disciplina no processo art\u00edstico. Neste ano, a banda foi pauta da revista Rolling Stones da Fran\u00e7a.<br \/>\nAcompanhe na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da revista Nuntiare como a banda de Ponta Grossa caiu no gosto da revista francesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reportagem<\/strong>: C\u00e1ssio Murilo<\/p>\n<p><strong>Foto<\/strong>: Leopoldo Stadler<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e Publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Yuri A.F. Marcinik<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Muriel E.P. Amaral<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: C\u00e2ndida de Oliveira e Carlos Alberto de Sousa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A banda de Ponta Grossa come\u00e7ou com improvisos e agradou a Rolling Stone francesa &nbsp; A cena do rock independente de Ponta Grossa n\u00e3o fazia ideia do que a esperava no in\u00edcio de 2018. 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