{"id":1032,"date":"2022-12-20T11:54:24","date_gmt":"2022-12-20T14:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1032"},"modified":"2022-12-20T11:54:24","modified_gmt":"2022-12-20T14:54:24","slug":"crimes-reais-afetos-reais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/crimes-reais-afetos-reais\/","title":{"rendered":"Crimes reais, afetos reais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">A est\u00e9tica true crimes cria legi\u00f5es de admiradores e fasc\u00ednios, principalmente entre mulheres<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Se h\u00e1 alguns anos a m\u00e1xima de que a arte imita a vida, ou vice-versa, fazia sentido, agora a frase perde <\/span><span style=\"font-weight: 400\">for\u00e7as. Basta uma procura despretensiosa em qualquer plataforma de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">streaming<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> para perceber que casos reais de crimes serviram de contexto para roteiros e adapta\u00e7\u00f5es a s\u00e9ries, podcasts, document\u00e1rios e filmes. E a avalanche de produtos culturais dessa est\u00e9tica n\u00e3o se limita apenas \u00e0s ofertas em plataformas digitais, livros e outras publica\u00e7\u00f5es. V\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es embarcaram na onda de tematizar os crimes que ocorreram e revelam in\u00fameros admiradores e fan\u00e1ticos pelo tema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Uma das mais recentes produ\u00e7\u00f5es que levou uma legi\u00e3o de pessoas a grudar os olhos nas telas foi a s\u00e9rie Dahmer \u2013 Um Canibal Americano, da Netflix, dirigida por Ryan Murphy.\u00a0 Com 10 epis\u00f3dios, a s\u00e9rie lan\u00e7ada em setembro, teve mais de 700 milh\u00f5es de horas assistidas em apenas tr\u00eas semanas ap\u00f3s a estreia, segundo dados da pr\u00f3pria plataforma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">A hist\u00f3ria conta a vasta lista de crimes cometidos por Jeffrey Dahmer, uma figura sinistra que durante a sua passagem na Terra foi respons\u00e1vel pela morte de 17 homens. Os crimes possu\u00edam requintes de crueldade e ocorreram entre os anos de 1978 e 1991, nos Estados Unidos. Como se n\u00e3o bastasse a brutalidade dos seus atos, Dahmer ainda praticava canibalismo e necrofilia com as v\u00edtimas. A s\u00e9rie fez tanto sucesso que foi renovada por mais duas temporadas pela Netflix, que tamb\u00e9m pretende trazer \u00e0 tela hist\u00f3rias de outros criminosos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">No Brasil, as produ\u00e7\u00f5es da est\u00e9tica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> tamb\u00e9m foram roteirizadas nas plataformas digitais, inclusive o mesmo acontecimento foi percebido por diferentes olhares. Estamos falando dos filmes \u201cA menina que matou os pais\u201d e \u201cO menino que matou meus pais\u201d, exibidos pela plataforma Prime V\u00eddeo. As duas produ\u00e7\u00f5es abordam a morte dos pais de Suzane Von Richtofen, Manfred e Marisa Von Richtofen, em 2002, com a participa\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o namorado de Suzane, Daniel Cravinhos e o irm\u00e3o dele, Cristian Cravinhos. O primeiro t\u00edtulo apresenta a vers\u00e3o de Suzane e o outro mostra a percep\u00e7\u00e3o de Daniel. A jovem de 19 anos e de classe m\u00e9dia planejou a morte dos pais para ter posse da heran\u00e7a da fam\u00edlia e viver com o namorado, j\u00e1 que o relacionamento n\u00e3o era aprovado pelos pais. Pelas lentes do diretor Maur\u00edcio E\u00e7a, o caso pode ser acompanhado tanto pelo olhar de Suzane quanto pela perspectiva dos irm\u00e3os Cravinhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Outro exemplo de produ\u00e7\u00e3o brasileira que movimentou a audi\u00eancia foi o podcast Caso Evandro, dirigido e produzido por Ivan Mizanzuk, que depois deu origem ao document\u00e1rio de mesmo nome veiculado pela plataforma Globoplay. As produ\u00e7\u00f5es abordam o desaparecimento e morte misteriosa do menino Evandro Ramos Caetano, de seis anos de idade, em Guaratuba, no litoral do Paran\u00e1. A morte dele estava associada a rituais de magia negra e o envolvimento equivocado da Celina e Beatriz Abagge, primeira-dama de Guaratuba e sua filha, respectivamente. O caso foi conhecido como \u201cAs bruxas de Guaratuba\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>Cultura de f\u00e3s<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Atualmente, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> ganha cada vez mais admiradores e f\u00e3s. Al\u00e9m de simples consumidores de conte\u00fados por puro entretenimento, os f\u00e3s apaixonam-se por algo que sobre eles exerce fasc\u00ednio. Assim, passam a acompanhar e consumir tudo aquilo que os cativam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Malu Bueno se considera uma grande f\u00e3 do g\u00eanero <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Ela come\u00e7ou a consumir esse tipo de conte\u00fado entre 2018 e 2019, aumentando significativamente na pandemia. Entre todas as plataformas de conte\u00fado, o seu favorito s\u00e3o os podcasts sobre a tem\u00e1tica, sendo o seu favorito o \u201cCaf\u00e9 com Crime\u201d produzido pela jornalista Stefanie Zorub. Ao ser questionada sobre o tempo que consome<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"> true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, Malu fala que varia muito, pois o conte\u00fado pesado nem sempre a agrada. \u201cTem semanas que eu escuto um caso por dia, tem semanas que eu n\u00e3o escuto nada, depende do meu humor\u201d.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Acompanhe na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da revista Nuntiare outros exemplos de produ\u00e7\u00e3o true crime e a palavra de profissionais para explicar como a est\u00e9tica teve grande audi\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p>Reportagem: Yasmin Orlowski<\/p>\n<p>Arte: Levi de Brito e Yasmin Orlowski<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: Luiza Sampaio<\/p>\n<p>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o: Muriel E. P. Amaral<\/p>\n<p>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o: C\u00e2ndida de Oliveira e Carlos Alberto de Souza<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A est\u00e9tica true crimes cria legi\u00f5es de admiradores e fasc\u00ednios, principalmente entre mulheres Se h\u00e1 alguns anos a m\u00e1xima de que a arte imita a vida, ou vice-versa, fazia sentido, agora a frase perde for\u00e7as. 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