{"id":1061,"date":"2023-02-08T09:12:32","date_gmt":"2023-02-08T12:12:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1061"},"modified":"2023-02-08T09:12:32","modified_gmt":"2023-02-08T12:12:32","slug":"de-cuba-para-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/de-cuba-para-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"De Cuba para Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em><span style=\"font-weight: 400\">Julio Jorge Amaguer Segura deixa a ilha em nome da liberdade<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Diariamente muitas pessoas deixam seus pa\u00edses de origem em busca de oportunidade em outro local. A fuga da guerra, fome ou necessidade de alcan\u00e7ar outras possibilidades de vida motivam fam\u00edlias a atravessar fronteiras. Uma dessas fam\u00edlias \u00e9 a de Julio Jorge Almaguer Segura, natural de Cuba. Ele veio ao Brasil com a sua esposa e filhos em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. O cubano escolheu Ponta Grossa, a partir de pesquisas em redes sociais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A emo\u00e7\u00e3o tomou conta de Julio quando vieram as lembran\u00e7as e motivos que o fizeram sair do pa\u00eds. Ele deixou na ilha de Fidel, os pais e amigos; teve que vender a casa, em busca de liberdade. Para ele, esse foi o principal motivo para sair de Cuba. \u201c\u00c9 o direito b\u00e1sico do ser humano, o direito de pensar e se expressar. Poder escolher o futuro que voc\u00ea quer para voc\u00ea e seus filhos No meu pa\u00eds as pessoas n\u00e3o t\u00eam isso. Voc\u00ea tem que agir como o sistema diz\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m da dificuldade de deslocamento e de adapta\u00e7\u00e3o a outro pa\u00eds, ele encontra outro desafio: encontrar uma institui\u00e7\u00e3o de ensino superior que valide seu diploma. Por muitas vezes, tentou contatar universidades para homologar, mas sem \u00eaxito. Ele \u00e9 formado em engenharia industrial e era respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o em uma empresa hidr\u00e1ulica. Atualmente, trabalha como auxiliar de operador de m\u00e1quina fixa em uma metal\u00fargica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo\u00a0 n\u00e3o atuando na sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o, ele est\u00e1 feliz em ter uma oportunidade de emprego e aprender algo novo. \u201c\u00c9 dif\u00edcil fazer uma coisa que est\u00e1 fora da sua \u00e1rea de trabalho, que n\u00e3o seja preciso colocar\u00a0 seus conhecimentos na pr\u00e1tica. Mas estou grato pela oportunidade. \u00c0s vezes precisamos renunciar algumas coisas, e ainda assim eu estou feliz\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sua viagem de Cuba para o Brasil foi longa, durou sete dias. O primeiro voo foi at\u00e9 Panam\u00e1, l\u00e1 eles ficaram por um dia. Em seguida, foram a Goi\u00e2nia e, depois, a Boa Vista, em Roraima, onde ficaram dois dias. Depois pegaram um voo at\u00e9 Bras\u00edlia e em seguida de S\u00e3o Paulo at\u00e9 Curitiba. Julio mora em Ponta Grossa desde janeiro de 2021 e, durante este intervalo, o principal desafio foi encontrar um emprego. \u201cMinha experi\u00eancia no Brasil \u00e9 positiva, mas o que mais me custou foi arrumar um trabalho\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entrar em contato com culturas e h\u00e1bitos diferentes pode ser t\u00e3o chocante como aprender um novo idioma e com Julio n\u00e3o foi diferente. Antes de vir ao Brasil, estudou brevemente o portugu\u00eas com a sua fam\u00edlia por v\u00eddeo-aulas, mas foi na pr\u00e1tica que aprendeu a se comunicar. \u201cA gente conversando e escutando as outras pessoas, vamos pegando o jeito e conhecendo novas palavras\u201d, lembra.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Imigrantes em Ponta Grossa<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os imigrantes fazem parte da hist\u00f3ria do Paran\u00e1 desde a d\u00e9cada de 1870. De acordo com o banco de dados da Prefeitura de Ponta Grossa, foi nesse per\u00edodo que houve o movimento migrat\u00f3rio oficial, quando um grande n\u00famero de russos-alem\u00e3es vieram ao Paran\u00e1. J\u00e1 na cidade, foi entre os anos de 1877 e 1878 que chegaram 2.381 russos-alem\u00e3es e, desde ent\u00e3o, outros grupos chegam \u00e0 cidade como poloneses, italianos, s\u00edrios, austr\u00edacos e portugueses. A Prefeitura ainda afirma que a presen\u00e7a desses imigrantes trouxe mudan\u00e7as para a regi\u00e3o, impulsionando as atividades industriais, al\u00e9m de contribuir com outros setores, como o com\u00e9rcio, transporte e cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a assessoria da Prefeitura, atualmente o munic\u00edpio n\u00e3o disp\u00f5e de um equipamento social que realize servi\u00e7os de atendimento espec\u00edfico \u00e0 popula\u00e7\u00e3o migrante. As informa\u00e7\u00f5es sobre os processos imigrat\u00f3rios ficam por conta da C\u00e1ritas Diocesana, que realiza o atendimento e orienta\u00e7\u00e3o. Conforme dados da institui\u00e7\u00e3o, por informa\u00e7\u00f5es repassadas pela Pol\u00edcia Federal, durante os \u00faltimos anos, 2.170 pessoas chegaram em PG, entretanto este n\u00famero pode ser maior, devido a muitos terem vindo de forma ilegal. Atualmente, 610 imigrantes s\u00e3o atendidos pela entidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Prefeitura oferece apoio aos imigrantes da mesma forma que \u00e9 oferecido aos demais cidad\u00e3os, seja brasileiro ou de qualquer outra nacionalidade. Existe o Comit\u00ea do Migrante (Decreto n\u00ba 19.728\/2021), decretado pelo Poder P\u00fablico, juntamente com a participa\u00e7\u00e3o de outros \u00f3rg\u00e3os, para discutir a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o para esse p\u00fablico. As principais motiva\u00e7\u00f5es que fazem com que os imigrantes escolham o munic\u00edpio para viver \u00e9 relacionada a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social de seu pa\u00eds de origem, e a qualidade de vida que a nova cidade pode lhes proporcionar. E os principais pa\u00edses de origem desses imigrantes, no momento, s\u00e3o o Haiti e a Venezuela. Destes dois pa\u00edses est\u00e3o vindo os maiores contingentes de imigrantes para Ponta Grossa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reportagem<\/strong>: Larissa Godoi<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e Publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Andr\u00e9 Ribeiro<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Muriel E.P. Amaral<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: C\u00e2ndida de Oliveira e Carlos Alberto de Sousa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julio Jorge Amaguer Segura deixa a ilha em nome da liberdade Diariamente muitas pessoas deixam seus pa\u00edses de origem em busca de oportunidade em outro local. A fuga da guerra, fome ou necessidade de alcan\u00e7ar outras possibilidades de vida motivam fam\u00edlias a atravessar fronteiras. 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