{"id":1092,"date":"2023-02-13T21:16:50","date_gmt":"2023-02-14T00:16:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1092"},"modified":"2023-02-15T10:33:57","modified_gmt":"2023-02-15T13:33:57","slug":"ferrovia-patrimonio-cultural-de-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/ferrovia-patrimonio-cultural-de-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Ferrovia: patrim\u00f4nio cultural de Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Como a chegada do trem transformou o cotidiano do ponta-grossense<\/em><\/p>\n<p>Em Ponta Grossa, um dos elementos culturais que chamam a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 a marca deixada pela ferrovia. O impacto que a cultura ferrovi\u00e1ria causou na cidade pode ser observado at\u00e9 hoje, seja no nome do time da cidade, Oper\u00e1rio Ferrovi\u00e1rio Esporte Clube, no pr\u00e9dio da Esta\u00e7\u00e3o Saudade ou nos trilhos de trem que podem ser vistos no Parque Linear em Oficinas. A rela\u00e7\u00e3o de Ponta Grossa com a ferrovia come\u00e7ou l\u00e1 atr\u00e1s, no final do s\u00e9culo XIX.<br \/>\nSegundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural e Natural (APPAC), Leonel Brizolla Monastirsky, desde sua coloniza\u00e7\u00e3o por Portugal, o Brasil sempre serviu como fornecedor de mat\u00e9ria-prima, exportando Pau-Brasil, depois cana-de-a\u00e7\u00facar e ouro. A partir do come\u00e7o da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e o surgimento da ferrovia no mundo, os pa\u00edses europeus implantaram estradas de ferro nos pa\u00edses colonizados para melhorar a exporta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAs ferrovias de vias \u00fanicas eram chamadas de \u201crisco de giz\u201d e uma dessas sa\u00eda do porto de Paranagu\u00e1, passava por Curitiba e terminava em Ponta Grossa. \u201cPor isso que essa cidade \u00e9 chamada de boca do sert\u00e3o. Toda produ\u00e7\u00e3o de erva-mate e madeira que era produzida no interior do Paran\u00e1 vinha at\u00e9 Ponta Grossa de carro\u00e7\u00e3o e aqui tinha um terminal ferrovi\u00e1rio a partir de 1892, a Esta\u00e7\u00e3o Paran\u00e1, que mandava esse material para o porto de Paranagu\u00e1&#8221;, afirma Monastirsky.<\/p>\n<div id=\"attachment_1095\" style=\"width: 653px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1095\" class=\"wp-image-1095 \" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"643\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-300x225.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-768x576.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-1232x924.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/02\/20221026_103001-1440x1080.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 643px) 100vw, 643px\" \/><p id=\"caption-attachment-1095\" class=\"wp-caption-text\">A Esta\u00e7\u00e3o Saudade foi inaugurada em 1906; em 1990 foi tombada como Patrim\u00f4nio Cultural do Paran\u00e1.<\/p><\/div>\n<p><strong>Impactos<\/strong><br \/>\nEm 1906, foi inaugurada na cidade a Esta\u00e7\u00e3o Ponta Grossa, que hoje \u00e9 conhecida como Esta\u00e7\u00e3o Saudade. Naquela \u00e9poca, a cidade recebia outra ferrovia que ligava S\u00e3o Paulo ao Rio Grande do Sul, a Estrada de Ferro S\u00e3o Paulo-Rio Grande. Ponta Grossa se tornou um ponto de passagem de viajantes de todo o Brasil.<br \/>\nNo livro No Tempo do Trem, o professor Miguel Sanches Neto afirma que \u201cA futura estrada de ferro S\u00e3o Paulo-Rio Grande nos colocou no mapa, tornando a cidade um destino habitual, ponto de passagem e de estabelecimento de grandes figuras da economia, da arte e da ci\u00eancia\u201d.<br \/>\nA economia tamb\u00e9m foi marcada pela cultura ferrovi\u00e1ria. \u201cJ\u00e1 havia uma estrutura de exporta\u00e7\u00e3o e com a ferrovia isso se potencializou demais, ent\u00e3o entrou muito dinheiro. Toda a estrutura em torno da ferrovia se estabeleceu nas cidades ferrovi\u00e1rias, ent\u00e3o Ponta Grossa passou a ter mais serrarias, dep\u00f3sitos e f\u00e1bricas de erva-mate, dep\u00f3sitos de madeira e de outros produtos exportados\u201d, contextualiza Monastirsky.<br \/>\nA ferrovia tamb\u00e9m causou impacto na estrutura urbana de Ponta Grossa. Surgem assim hot\u00e9is, restaurantes e at\u00e9 lojas que vendem produtos para os passageiros, ampliando o centro da cidade. \u201cPonta Grossa era uma cidade que tinha como ponto de refer\u00eancia a igreja, como quase todas as cidades de origem portuguesa aqui no Brasil e depois, com a ferrovia, o centro passou a ser em torno da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria&#8221;, conclui Monastirsky.<\/p>\n<p><strong>Oper\u00e1rio Ferrovi\u00e1rio<\/strong><br \/>\nUm dos s\u00edmbolos culturais mais marcantes de Ponta Grossa \u00e9 o time da cidade, o Oper\u00e1rio Ferrovi\u00e1rio Esporte Clube. Sua origem tem rela\u00e7\u00e3o direta com a passagem da ferrovia por aqui. O futebol chegou ao Brasil por interm\u00e9dio da Inglaterra. De acordo com Leonel, v\u00e1rias frentes trouxeram o futebol para o pa\u00eds e uma das mais importantes foi a ferrovia.<br \/>\n\u201cQuando os ingleses vieram para c\u00e1 eles trouxeram o jogo de futebol. Ent\u00e3o os trabalhadores ferrovi\u00e1rios come\u00e7aram a jogar futebol e come\u00e7aram a aparecer equipes em todas as cidades ferrovi\u00e1rias do Brasil\u201d, explica Monastirsky. O Oper\u00e1rio foi criado em 1912, seis anos ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia inglesa S\u00e3o Paulo-Rio Grande em Ponta Grossa.<br \/>\nLeonel relata que houve uma ocasi\u00e3o em que teve a oportunidade de conversar com um senhor que trabalhava nas oficinas de trem. \u201cEle me contou que as oficinas eram muito grandes e tinham muitos trabalhadores ferrovi\u00e1rios. Nessas oficinas haviam times de futebol que jogavam no Campeonato Ponta-grossense de Futebol Amador\u201d. Ali surgiram duas equipes, a Rede Via\u00e7\u00e3o Paran\u00e1-Santa Catarina e Riachuelo Sport Clube, que mais tarde se juntaram e tornou-se o time que hoje conhecemos como Oper\u00e1rio Ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><br \/>\n<strong>Reportagem:<\/strong> Levi de Brito<br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o e Publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Lucas M\u00fcller<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Muriel E. P. Amaral<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> C\u00e2ndida de Oliveira e Carlos Alberto de Souza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a chegada do trem transformou o cotidiano do ponta-grossense Em Ponta Grossa, um dos elementos culturais que chamam a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 a marca deixada pela ferrovia. 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