{"id":1312,"date":"2023-05-03T09:52:10","date_gmt":"2023-05-03T12:52:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1312"},"modified":"2023-05-03T09:52:10","modified_gmt":"2023-05-03T12:52:10","slug":"grupo-porto-sem-mar-traz-o-maracatu-para-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/grupo-porto-sem-mar-traz-o-maracatu-para-pg\/","title":{"rendered":"Grupo Porto Sem Mar traz o maracatu para PG"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><i><span style=\"font-weight: 400\">O projeto faz ensaios abertos para quem estiver interessado em aprender ritmos de percuss\u00e3o<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A movimenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou t\u00edmida, por volta das 16 horas, as pessoas ainda estavam a procura do local exato do ensaio, previsto para acontecer no Parque Ambiental no Centro de Ponta Grossa, onde o fluxo de pessoas \u00e9 geralmente grande. Rostos familiares come\u00e7aram a se reconhecer at\u00e9 o in\u00edcio da atividade, cerca de 20 minutos depois do combinado. Os instrumentos de percuss\u00e3o chegaram com a ajuda de alguns integrantes, cada um pegou aquele que tinha mais afinidade e os batuques que levariam ao ritmo do maracatu come\u00e7aram. A idealizadora do projeto contou a hist\u00f3ria e os\u00a0 pontos importantes do estilo musical. Ent\u00e3o apareceram as batidas graves e os agitos agudos, at\u00e9 chegar no maracatu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esse foi o segundo ensaio do Grupo Percussivo Porto Sem Mar. O projeto de percuss\u00e3o \u00e9 gratuito e aberto, e busca ensinar pessoas interessadas em aprender instrumentos musicais de percuss\u00e3o e em compreender o maracatu, a hist\u00f3ria do ritmo no Brasil. O projeto come\u00e7ou logo ap\u00f3s o carnaval deste ano, quando Ponta Grossa iniciou o movimento de forma mais organizada enquanto uma atividade cultural.\u00a0 Segunda a idealizadora do grupo, Melu do Brasil, o projeto foi pensado para circular a cultura o ano todo na cidade. \u201cPensamos nesse projeto pela necessidade de Ponta Grossa ter mais atra\u00e7\u00f5es e movimentos de rua, j\u00e1 que esse momento fica reservado para o carnaval, que tamb\u00e9m iniciou com a cultura dos blocos de rua\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1324\" style=\"width: 656px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1324\" class=\"wp-image-1324\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"646\" height=\"431\" srcset=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-300x200.jpg 300w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-768x512.jpg 768w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-1232x821.jpg 1232w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-1620x1080.jpg 1620w, https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/DSC_0073-subir-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><p id=\"caption-attachment-1324\" class=\"wp-caption-text\">Grupo ensaia no Parque Ambiental pelo comando da professora Melu do Brasil<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As musicalidades tradicionais brasileiras s\u00e3o o foco de estudos do grupo. Por isso, o ensaio \u00e9 baseado no conhecimento de estilos\u00a0 musicais como o maracatu de baque virado, o samba de coco e o afox\u00e9. Segundo Melu, esses estilos tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados \u00e0 hist\u00f3ria do Brasil. \u201cTocar esses ritmos exige dedica\u00e7\u00e3o, estudo, conscientiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas sobre a maneira de tocar, mas olhar para suas hist\u00f3rias e trajet\u00f3rias enquanto movimentos de resist\u00eancia na cultura brasileira\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><b>Estilos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O\u00a0 maracatu de baque virado tem como caracter\u00edstica o momento que os integrantes do grupo executam que os tambores \u201cdobram\u201d a base r\u00edtmica da percuss\u00e3o e fazem o que chamam de vira\u00e7\u00e3o. Os tambores seguram o compasso da marca\u00e7\u00e3o, enquanto ao mesmo tempo, \u201cviram\u201d a batida percussiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O samba de coco tem como caracter\u00edstica a oralidade. A marca\u00e7\u00e3o do tempo com palmas \u00e9 um dado t\u00edpico das rodas de coco. A estrutura \u00e9 de di\u00e1logo, sendo o puxador uma esp\u00e9cie de solista e os demais dan\u00e7antes, o coro da resposta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 o afox\u00e9 tem tr\u00eas instrumentos b\u00e1sicos que fazem parte do ritmo:\u00a0 o afox\u00e9, caba\u00e7a coberta por uma rede formada de sementes ou contas, \u00e9 percutido agitando-se a rede, que bate no corpo do instrumento. Os atabaques, de tr\u00eas tipos, com tr\u00eas tamanhos diferentes em conjunto traduzem o som do ijex\u00e1, tocado no afox\u00e9 atualmente.<\/span><\/p>\n<div style=\"width: 1920px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-1312-1\" width=\"1920\" height=\"1080\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/dsc-0202_ExTjtm5W.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/dsc-0202_ExTjtm5W.mp4\">https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/05\/dsc-0202_ExTjtm5W.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Descentraliza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outra caracter\u00edstica do grupo \u00e9 buscar uma descentraliza\u00e7\u00e3o da cultura em Ponta Grossa e fugir dos lugares e momentos que a cidade leva cultura para o p\u00fablico. Al\u00e9m do Porto Sem Mar ser produzido fora da \u00e9poca do carnaval, ele ainda procura ter uma caracter\u00edstica itinerante: com o desenvolvimento maior do grupo, o objetivo \u00e9 fazer ensaios em v\u00e1rios pontos e n\u00e3o apenas no centro, como foram os primeiros ensaios, de acordo com a idealizadora. Essa caracter\u00edstica ganha relev\u00e2ncia no projeto, promovendo uma reflex\u00e3o sobre a centraliza\u00e7\u00e3o da cultura em Ponta Grossa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os integrantes compreendem que as pessoas da\u00a0 periferia fazem parte da hist\u00f3ria que a m\u00fasica e os estilos carregam. \u201cAs culturas que estamos estudando s\u00e3o, majoritariamente, perif\u00e9ricas. Quando resolvemos nos debru\u00e7ar sobre elas \u00e9 um servi\u00e7o de respeito e responsabilidade que n\u00e3o esteja apenas ao alcance de uma minoria\u201d, explica Melu. A percussionista comenta que Ponta Grossa \u00e9 carente de uma mobilidade urbana de qualidade, de um sistema de transporte p\u00fablico que possibilite \u00e0s pessoas da periferia a deslocarem-se ao centro da cidade para atividades de lazer. \u201cA ideia para o futuro \u00e9 que mais pessoas das periferias tamb\u00e9m estejam conosco, em contato com essas tradi\u00e7\u00f5es\u201d, exp\u00f5e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As pessoas que v\u00e3o at\u00e9 o projeto n\u00e3o precisam conhecer m\u00fasica e nem ter qualquer conhecimento te\u00f3rico ou pr\u00e1tico para participar. Uma das participantes do projeto, Nayla Beraldo, conheceu o Grupo Percussivo Porto Sem Mar a partir de uma amiga, se interessou e come\u00e7ou a participar dos ensaios. Ela acredita que o grupo \u00e9 um bom come\u00e7o para que as pessoas reconhe\u00e7am esse estilo musical em Ponta Grossa, mesmo sendo uma atividade nova na cidade. \u201cAcho incr\u00edvel existir esse projeto, j\u00e1 que \u00e9 o \u00fanico que traz o maracatu e outros ritmos para a cidade. E ser aberto para a comunidade \u00e9 outro ponto, mesmo com as dificuldades de acesso \u00e0 cultura para toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d, reflete.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Nayla o importante \u00e9 que o projeto tenha come\u00e7ado e que aos poucos alcance o maior n\u00famero de pessoas. \u201cLevando em considera\u00e7\u00e3o que a gente est\u00e1 falando de uma cidade do sul, que ainda \u00e9 muito conservadora, o projeto consegue trazer uma quebra de preconceitos\u201d, comenta a integrante.<\/span><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Reportagem: <\/strong>Catharina Iavorski<br \/>\n<strong>Foto\/v\u00eddeo: <\/strong>Catharina Iavorski<br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Leriany Barbosa<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Luiza Carolina dos Santos<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>C\u00e2ndida de Oliveira e Muriel E.P. Amaral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto faz ensaios abertos para quem estiver interessado em aprender ritmos de percuss\u00e3o A movimenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou t\u00edmida, por volta das 16 horas, as pessoas ainda estavam a procura do local exato do ensaio, previsto para acontecer no Parque Ambiental no Centro de Ponta Grossa, onde o fluxo de pessoas \u00e9 geralmente grande. 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