{"id":1654,"date":"2023-09-26T11:07:05","date_gmt":"2023-09-26T14:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1654"},"modified":"2023-09-26T11:07:05","modified_gmt":"2023-09-26T14:07:05","slug":"sindrome-da-feiura-imaginaria-o-transtorno-com-maior-indice-de-suicidios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/sindrome-da-feiura-imaginaria-o-transtorno-com-maior-indice-de-suicidios\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome da fei\u00fara imagin\u00e1ria: o transtorno com maior \u00edndice de suic\u00eddios"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Redes sociais contribuem para o desenvolvimento do transtorno em adolescentes e jovens\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Olhar-se no espelho de maneira incontrol\u00e1vel, praticar exerc\u00edcio f\u00edsico por horas, n\u00e3o sair de casa por vergonha da apar\u00eancia, enxergar defeitos no corpo e viver obsessivamente para mud\u00e1-los. Esses comportamentos s\u00e3o alguns sintomas apresentados por quem possui S\u00edndrome da Fei\u00fara Imagin\u00e1ria, conhecida tamb\u00e9m como Transtorno Dism\u00f3rfico Corporal (TDC), segundo a psic\u00f3loga especialista em transtornos alimentares e de imagem, Debora Stadler.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para o profissional de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Ericson Dias, redes sociais influenciam no emocional das pessoas e contribuem para agravar a dissocia\u00e7\u00e3o de imagem corporal, sobretudo em adolescentes. Ericson relata o caso de um novo aluno que o buscou na academia em que trabalha como personal trainer de muscula\u00e7\u00e3o. \u201cNa avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ele mostrou a foto de um fisiculturista muito famoso e disse que queria treinar para ficar igual. Paralisei, porque ele n\u00e3o esperou nem eu falar qual era o seu biotipo, contar das medidas, explicar como seriam montado os treino. Ele, simplesmente, n\u00e3o estava ligando para o pr\u00f3prio corpo, s\u00f3 queria ser igual \u00e0 outra pessoa que ele viu no Instagram que treina h\u00e1 anos e utiliza v\u00e1rios horm\u00f4nios e anabolizantes para estar com aquele tipo f\u00edsico\u201d, relata. O caso envolvia um novo aluno de 17 anos que, no seu primeiro dia de muscula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 indicou in\u00fameros defeitos em seu corpo e apontou qual era seu objetivo, de certa forma irreal e prejudicial ao pr\u00f3prio corpo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2021, o jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Wall Street <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">teve acesso aos relat\u00f3rios das pol\u00edticas de privacidade do Instagram, que revelavam que a empresa sabia do potencial nocivo da rede para os adolescentes, pois muitos se comparavam e se sentiam mal com o pr\u00f3prio corpo. A pesquisa exp\u00f4s que a cada tr\u00eas adolescentes, um tinha rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com si pr\u00f3prio, mas que a rede social transformou esse v\u00ednculo para nocivo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p><img class=\"alignnone size-full wp-image-1661\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/09\/CORPO-DO-TEXTO-MADU.jpg\" alt=\"\" width=\"4000\" height=\"2250\" \/><\/p>\n<div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s o vazamento desse relat\u00f3rio, muito foi falado sobre dissocia\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o de imagem. Contudo, engana-se quem pensa que esses transtornos existem h\u00e1 pouco tempo. Mesmo sendo citado pela primeira vez em 1891, pelo m\u00e9dico italiano Enrico Morselli, h\u00e1 anos o TDC \u00e9 mal diagnosticado por especialistas que o deixam passar despercebido e o confundem frequentemente com diversos tipos de transtornos alimentares. Entretanto, transtornos alimentares como anorexia e bulimia s\u00e3o apenas consequ\u00eancias do TDC, que ultrapassa de maneira agravante qualquer um dos transtornos alimentares citados. Em seu livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Transtorno Dism\u00f3rfico Corporal: Uma Desordem Completa, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">a psic\u00f3loga argentina e especialista em TDC Tania Borda revela que \u201c\u00e9 um dos transtornos com maior \u00edndice de tentativas de suic\u00eddio da psicopatologia\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A busca incessante para mudar sua apar\u00eancia virou rotina na vida de Fernanda*, aos 11 anos de idade, ap\u00f3s receber um coment\u00e1rio sobre seu corpo. Fernanda afirma que sem a sensibilidade da m\u00e3e para notar o que estava acontecendo e sem acompanhamento psicol\u00f3gico, ela ainda estaria em um ciclo vicioso de auto sabotagem e busca por mudar o pr\u00f3prio corpo. Hoje, Fernanda \u00e9 professora de bal\u00e9 e identifica pequenos sinais de dismorfia em suas alunas e alunos. \u201cEu sempre noto os coment\u00e1rios que eles fazem sobre o corpo dos famosos quando veem fotos no Instagram e se lamentam por n\u00e3o serem iguais\u201d, aponta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga especialista Debora Stadler explica que a dismorfia corporal n\u00e3o tem cura, mas tem controle. Por isso, \u00e9 importante o acompanhamento do indiv\u00edduo com um profissional da psicologia, pois, se n\u00e3o controlado, a dismorfia pode ocasionar causas mais s\u00e9rias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Pe\u00e7a ajuda\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Acha que sofre de dismorfia corporal? Pe\u00e7a ajuda! Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sozinho nessa.\u00a0<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS) &#8211; (42) 3220-1021\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV) &#8211; n\u00famero 188 ou atrav\u00e9s do site <\/span><a href=\"http:\/\/www.cvv.org.br\"><span style=\"font-weight: 400\">www.cvv.org.br<\/span><\/a><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS)<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Unidade de Pronto Atendimento (UPA)<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Hospitais<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">*Nome fict\u00edcio dado a entrevistada para preservar sua imagem e rela\u00e7\u00e3o com seus alunos do bal\u00e9.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/div>\n<div><strong>Reportagem:<\/strong> Maria Eduarda Ribeiro<\/div>\n<div><strong>Artes:<\/strong> Maria Eduarda Ribeiro e Victoria Sellares<\/div>\n<div><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Maria Luiza Pontaldi<\/div>\n<div><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luiza Carolina dos Santos<\/div>\n<div><strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> C\u00e2ndida de Oliveira e Muriel E.P. Amaral<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Redes sociais contribuem para o desenvolvimento do transtorno em adolescentes e jovens\u00a0 &nbsp; Olhar-se no espelho de maneira incontrol\u00e1vel, praticar exerc\u00edcio f\u00edsico por horas, n\u00e3o sair de casa por vergonha da apar\u00eancia, enxergar defeitos no corpo e viver obsessivamente para mud\u00e1-los. 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