{"id":1688,"date":"2023-09-26T12:04:57","date_gmt":"2023-09-26T15:04:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1688"},"modified":"2023-09-26T12:04:57","modified_gmt":"2023-09-26T15:04:57","slug":"comunidade-lgbtqia-nas-telas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/comunidade-lgbtqia-nas-telas\/","title":{"rendered":"Comunidade LGBTQIA+ nas telas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Heartstopper e a representatividade para as novas gera\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por muito tempo, a representa\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ trazidas na televis\u00e3o e nos filmes foram carregadas de sofrimento, estere\u00f3tipos, de finais tristes e de quest\u00f5es que me fizeram questionar \u201cSer\u00e1 que um dia eu vou poder ser feliz amando outra mulher?\u201d. Por anos, desde a minha descoberta na adolesc\u00eancia, enquanto uma mulher que ama outras mulheres, me perguntava se sempre seria dif\u00edcil amar e ser amada. Me ver representada fora dos padr\u00f5es estigmatizados era imposs\u00edvel. As representa\u00e7\u00f5es apresentadas n\u00e3o condiziam com o que realmente era ser uma adolescente que faz parte da comunidade.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que as novas gera\u00e7\u00f5es que se identificam como LGBTQIA+ s\u00e3o visibilizadas em produtos audiovisuais? Um exemplo de produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea nesse sentido \u00e9 a s\u00e9rie Heartstopper, da <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/81059939\">Netflix<\/a>, que \u00e9 baseada em uma saga de cinco livros. Heartstopper estreou em 2022 e no m\u00eas de agosto o <em>streaming<\/em> lan\u00e7ou a segunda temporada. A s\u00e9rie, assim como o livro, de t\u00edtulo hom\u00f4nimo, em formato de hist\u00f3ria em quadrinhos (Editora Schwarcz, 2021), conta as descobertas das sexualidades dos adolescentes Charlie (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/joelocke03\/\">Joe Locke<\/a>) e Nick (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/kit.connor\/\">Kit Connor<\/a>). Al\u00e9m dos dois personagens, o enredo tamb\u00e9m envolve outras pessoas que fazem parte da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Temporadas que representam<\/strong><\/p>\n<p>A primeira temporada da s\u00e9rie apresenta, superficialmente, os personagens e suas hist\u00f3rias. Tamb\u00e9m mostra o desenvolvimento do romance entre Charlie e Nick, um adolescente gay e outro bissexual. Ainda na primeira temporada, a representa\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQIA+ \u00e9 mais restrita, uma vez que n\u00e3o apresenta personagens queer ou assexuais. Entretanto, na segunda temporada, o personagem Isaac (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tobiedonovan_\/\">Tobie Donovan<\/a>), que se identifica como assexual, ganha mais destaque na trama.<\/p>\n<div id=\"attachment_1689\" style=\"width: 1824px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1689\" class=\"size-full wp-image-1689\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2023\/09\/Resenha-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1814\" height=\"1188\" \/><p id=\"caption-attachment-1689\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Catharina Iavorski<\/p><\/div>\n<p>Nos novos epis\u00f3dios lan\u00e7ados em agosto, \u00e9 percept\u00edvel a preocupa\u00e7\u00e3o de apresentar personagens diversificados e com hist\u00f3rias profundas. Na segunda parte da s\u00e9rie, a gente acompanha o desenvolvimento do namoro de Charlie e Nick e como eles assumem a rela\u00e7\u00e3o para amigos e familiares. A s\u00e9rie tamb\u00e9m conta a hist\u00f3ria do amigo do casal Tao <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/will.gao_\/\">(William Gao<\/a>) e de Elle (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/yazdemand\/\">Yasmin Finney<\/a>), uma mulher transsexual. A rela\u00e7\u00e3o entre esses dois personagens vai al\u00e9m do fato dela ser trans. Pois, nos conflitos, em nenhum momento tal quest\u00e3o \u00e9 motivo das discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>Em certa medida, isso \u00e9 bom. Porque a personagem n\u00e3o \u00e9 resumida apenas enquanto uma mulher trans, mas descrita e apresentada como uma personagem talentosa, com sonhos. Outro ponto positivo \u00e9 que a atriz que interpreta Elle tamb\u00e9m \u00e9 uma mulher trans. Logo, percebe-se que a dire\u00e7\u00e3o de Heartstopper preocupa-se em colocar atores e atrizes que condizem com os personagens que ser\u00e3o interpretados, dando oportunidade para profissionais da comunidade.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie se esfor\u00e7a em trazer certa interseccionalidade nos enredos ao apresentar personagens gays, bissexuais, l\u00e9sbicas e negros. Por\u00e9m, a hist\u00f3ria ainda \u00e9 muito apegada a um contexto social de privil\u00e9gio econ\u00f4mico, no qual os personagens n\u00e3o precisam se preocupar com a quest\u00e3o financeira. O ambiente \u00e9 bem problem\u00e1tico, em termos de bullying e preconceito, mas ainda assim \u00e9 uma realidade privilegiada.<\/p>\n<p>Por exemplo, se os personagens fossem pessoas com renda inferior, talvez outros marcadores sociais teriam destaque e possivelmente mudariam o enredo. Apesar de a s\u00e9rie apresentar diversidade, mais uma vez, os protagonistas s\u00e3o homens brancos, cisg\u00eaneros e de classe m\u00e9dia. Contudo, a s\u00e9rie traz alguns elementos importantes de representatividade e consegue criar um clima de leveza nas descobertas da sexualidade, por mostrar que \u00e9 poss\u00edvel ser feliz sendo LGBTQIA+.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reportagem:<\/strong> Catharina Iavorski<br \/>\n<b>Artes: <\/b>Catharina Iavorski<br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Leriany Barbosa<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luiza Carolina dos Santos<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> C\u00e2ndida de Oliveira e Muriel E.P. Amaral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heartstopper e a representatividade para as novas gera\u00e7\u00f5es &nbsp; Por muito tempo, a representa\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ trazidas na televis\u00e3o e nos filmes foram carregadas de sofrimento, estere\u00f3tipos, de finais tristes e de quest\u00f5es que me fizeram questionar \u201cSer\u00e1 que um dia eu vou poder ser feliz amando outra mulher?\u201d. 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