{"id":1812,"date":"2024-06-19T17:32:17","date_gmt":"2024-06-19T20:32:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1812"},"modified":"2024-06-23T19:14:11","modified_gmt":"2024-06-23T22:14:11","slug":"a-ameaca-silenciosa-da-automedicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/a-ameaca-silenciosa-da-automedicacao\/","title":{"rendered":"A amea\u00e7a silenciosa da automedica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center\">No pa\u00eds s\u00e3o registradas cerca de 20 mil mortes anuais pela ingest\u00e3o de rem\u00e9dios sem orienta\u00e7\u00e3o, afirma Abifarma<\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quem nunca sentiu uma dorzinha de cabe\u00e7a e tomou um relaxante muscular? Ou sentiu o nariz meio trancado e j\u00e1 partiu para tomar um remedinho para gripe? A automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica comum no Brasil, muitas vezes encarada como uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para sintomas conhecidos. Mas o que muitas pessoas nem imaginam \u00e9 que o simples ato de ingerir um rem\u00e9dio por conta pr\u00f3pria, ou tomar o \u201cchazinho milagroso&#8221;, pode vir a causar s\u00e9rias consequ\u00eancias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em fun\u00e7\u00e3o da ampla disponibilidade de medicamentos e das informa\u00e7\u00f5es superficiais (e muitas vezes falsas) divulgadas na internet, a automedica\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais frequente em nossa cultura. A soci\u00f3loga Simone Pinheiro destaca que a auto medica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica antiga, desencadeada principalmente por quest\u00f5es econ\u00f4micas. Segundo ela, grande parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es financeiras para realizar uma consulta m\u00e9dica. Isso ajudou essa cultura da automedica\u00e7\u00e3o a ganhar for\u00e7a e permanecer em alta at\u00e9 os dias atuais, especialmente entre as classes econ\u00f4micas mais baixas. \u201cHoje n\u00f3s temos mais acesso a v\u00e1rios medicamentos, gra\u00e7as \u00e0s Farm\u00e1cias Populares, por exemplo\u201d, aponta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com a quest\u00e3o financeira, a automedica\u00e7\u00e3o acabou se tornando popular, inclusive com o uso de rem\u00e9dios caseiros. O costume de fazer ch\u00e1s, compressas e outros m\u00e9todos como alternativa para tratar diversas doen\u00e7as \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o milenar que perpassa gera\u00e7\u00f5es. \u201cIsso vem l\u00e1 do Brasil Col\u00f4nia, onde havia falta de farm\u00e1cias. Depois, o acesso aos medicamentos e ao conhecimento acerca deles permaneceu dif\u00edcil para uma parcela da popula\u00e7\u00e3o, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">ainda mais com as farm\u00e1cias elitizadas\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>A automedica\u00e7\u00e3o desenfreada\u00a0<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_2027\" style=\"width: 441px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2027\" class=\"wp-image-2027\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/WhatsApp-Image-2024-06-23-at-14.45.10.jpeg\" alt=\"\" width=\"431\" height=\"290\" \/><p id=\"caption-attachment-2027\" class=\"wp-caption-text\">Algumas pessoas costumam montar kits de rem\u00e9dios para \u201cemerg\u00eancias\u201d. Foto: Eduarda Guimar\u00e3es.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A pr\u00e1tica de tomar rem\u00e9dios sem orienta\u00e7\u00e3o pode causar s\u00e9rios danos \u00e0 sa\u00fade. Entre as poss\u00edveis consequ\u00eancias est\u00e3o rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, intoxica\u00e7\u00f5es, agravamento da doen\u00e7a, efeitos colaterais graves, desenvolvimento de resist\u00eancia a medicamentos e depend\u00eancia. O abuso de antibi\u00f3ticos, em particular, levanta preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e9rias, pois contribui para o aumento da resist\u00eancia bacteriana. Um estudo realizado na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) aponta que, entre 2020 e 2022, houve um aumento de 65% na detec\u00e7\u00e3o de enterobact\u00e9rias, que parasitam o intestino, e alta de aproximadamente 61% de Pseudomonas aeruginosa, respons\u00e1vel por grande parte das infec\u00e7\u00f5es diagnosticadas nos hospitalares. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Victor Monteiro, estudante de computa\u00e7\u00e3o, admite fazer uso incorreto de antibi\u00f3ticos ao n\u00e3o respeitar os hor\u00e1rios em que devem ser tomados. \u201cSei que isso n\u00e3o faz bem, mas esque\u00e7o de colocar alarmes. Ent\u00e3o, nos primeiros dias eu tomo o medicamento de maneira correta, e depois come\u00e7o a atrasar os hor\u00e1rios\u201d, relata. Quando se trata de medicamentos mais leves, Monteiro sempre ingere sem nenhum tipo de prescri\u00e7\u00e3o, pois declara j\u00e1 ter conhecimento de quais medicamentos s\u00e3o \u201cbons\u201d para determinados sintomas. Para ele, o ideal \u00e9 ignorar o problema at\u00e9 que passe sozinho, mas quando os sintomas persistem, a automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 frequente. Victor afirma que se automedica todo m\u00eas: \u201cQuando n\u00e3o tomo rem\u00e9dio, acabo optando por bolsas de ervas quentes para dor de cabe\u00e7a e outras dores, por exemplo\u201d, conclui.<\/span><\/p>\n<p><b>O v\u00edcio\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica comum em muitos lares de Ponta Grossa. \u00c9 o caso de Andr\u00e9 Nobre, formado em software, que costuma fazer uso de Dorflex e Neosaldina quando sente dores musculares e sintomas iniciais de resfriado. Em 2016, ele desenvolveu depend\u00eancia no medicamento Neosoro, o que trouxe diversos preju\u00edzos para a sua sa\u00fade. Devido a crises constantes de rinite, ele s\u00f3 conseguia respirar normalmente com a aplica\u00e7\u00e3o do medicamento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Andr\u00e9 conta que o uso cont\u00ednuo do Neosoro atrofiou o m\u00fasculo do nariz e acabou precisando de <\/span><span style=\"font-weight: 400\">cirurgia para se recuperar. Al\u00e9m disso, o h\u00e1bito afetou seu sono, j\u00e1 que a cada 4 horas ele acordava com a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o conseguir respirar, sentindo a necessidade de usar o medicamento. \u201cHoje em dia, eu consegui largar esse v\u00edcio que tinha, foi dif\u00edcil&#8221;, relata.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para algumas pessoas, o v\u00edcio em rem\u00e9dios \u00e9 ainda mais evidente. Andreia Cardoso, agricultura em Ipiranga, recebe delivery de rem\u00e9dios em casa h\u00e1 anos. Ao menos uma vez por m\u00eas, ela faz o pedido em uma farm\u00e1cia que tem ofertas de medicamentos. Nas compras, os analg\u00e9sicos, anti\u00e1cidos e antial\u00e9rgicos sempre est\u00e3o presentes. \u201cEu aproveito pra comprar esses rem\u00e9dios mais leves, de dia a dia, porque costumam ter mais de 80% de desconto. Antibi\u00f3ticos e rem\u00e9dios para dormir eu n\u00e3o compro\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>O Anu\u00e1rio Estat\u00edstico do Mercado <span style=\"font-weight: 400\">Farmac\u00eautico de 2022 aponta que a venda medicamentos de tarja preta\/vermelha, que s\u00e3o mais nocivos e viciantes, representa faturamento de 73% para a ind\u00fastria farmac\u00eautica. A psic\u00f3loga Fernanda Moreira comenta sobre dois fatores muito comuns que acabam facilitando a depend\u00eancia em rem\u00e9dios fortes: \u201cO diagn\u00f3stico errado e a medica\u00e7\u00e3o inadequada podem causar v\u00e1rios preju\u00edzos, efeitos colaterais adversos e at\u00e9 mesmo o agravamento dos sintomas e da condi\u00e7\u00e3o em que o paciente se encontra\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Fernanda conta que \u00e9 muito comum casos de bipolaridade serem confundidos com depress\u00e3o. Ambas s\u00e3o tratadas com rem\u00e9dios controlados e que causam depend\u00eancia, al\u00e9m de riscos \u00e0 sa\u00fade devido \u00e0 intera\u00e7\u00e3o medicamentosa. Por isso, \u00e9 importante refletir: se mesmo com prescri\u00e7\u00e3o de um profissional o uso de um medicamento pode ser perigoso, que dir\u00e1 quando a utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por conta pr\u00f3pria, sem aux\u00edlio.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1813\" style=\"width: 445px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1813\" class=\"wp-image-1813\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/eduarda-delivery-remedios.jpg\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"302\" \/><p id=\"caption-attachment-1813\" class=\"wp-caption-text\">Bolsa de rem\u00e9dios para &#8220;emerg\u00eancias&#8221;. Foto: Eduarda Guimar\u00e3es.<\/p><\/div>\n<p><b>A cultura dos rem\u00e9dios caseiros\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pela dificuldade de realizar consulta m\u00e9dica na cidade onde mora, Silvia Martins, detetizadora em Ipiranga, costumava optar pela automedica\u00e7\u00e3o. Agora que est\u00e1 gr\u00e1vida, ela teve que abandonar esse h\u00e1bito e recorrer a rem\u00e9dios caseiros. Com o cuidado redobrado devido \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo alguns ch\u00e1s est\u00e3o fora de cogita\u00e7\u00e3o. \u201cQuando tenho dor de cabe\u00e7a, fa\u00e7o uma compressa de sal grosso torrado para colocar na testa. Sempre funciona. Agora que estou com enjoos, sigo o costume dos antigos de tomar caldo de\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">feij\u00e3o\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quanto aos ch\u00e1s caseiros, \u00e9 de conhecimento popular que o de boldo \u00e9 bom para o est\u00f4mago, o de rom\u00e3 para a garganta, entre outras op\u00e7\u00f5es. Para Stefane Gon\u00e7alves, formada em publicidade, os ch\u00e1s s\u00e3o um \u00f3timo \u201cquebra-galho\u201d quando se trata dos sintomas de ansiedade. \u201cMinha m\u00e3e, que aprendeu com minha av\u00f3, me ensinou a tomar ch\u00e1 de alecrim sempre que me sinto ansiosa\u201d, relata. Como Stefane faz terapia h\u00e1 4 anos, a automedica\u00e7\u00e3o se tornou menos frequente, pois ela conhece os riscos \u00e0 sa\u00fade. \u201cAntes eu tomava muito Seakalm [fitoter\u00e1pico utilizado para tratar ansiedade leve e melhorar o sono], mas agora costumo tomar ch\u00e1 de saquinho, para melhorar\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os rem\u00e9dios que utilizam ervas e demais componentes naturais s\u00e3o conhecidos como fitoter\u00e1picos. Eles passam por testes de qualidade e s\u00e3o registrados no \u00f3rg\u00e3o federal de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria (ANVISA) antes de serem comercializados. A fitoterapeuta Beatriz Padilha afirma que os ch\u00e1s, quando bem feitos, podem trazer benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade. Mas grande parte da popula\u00e7\u00e3o que faz uso de meios alternativos como forma de rem\u00e9dio, n\u00e3o sabe que h\u00e1 partes certas e plantas adequadas para utilizar. \u201c\u00c9 um erro pensar que, por serem naturais, as plantas medicinais n\u00e3o causam riscos \u00e0 sa\u00fade. Al\u00e9m do princ\u00edpio ativo terap\u00eautico, a planta pode conter subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e alerg\u00eanicas, ser contaminada por agrot\u00f3xicos, metais pesados e outros\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Beatriz destaca os perigos de alguns ch\u00e1s para gestantes, que podem causar m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o no feto, e para pessoas com hipertens\u00e3o, que devem evitar plantas com potencial para aumentar a press\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">sangu\u00ednea, como o alecrim. \u201cUma planta que ficou muito conhecida, principalmente nas redes sociais, foi a Berberina, que promete a perda de peso. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas de sua efic\u00e1cia. Ela pode causar dor abdominal, diarreia, v\u00f4mitos e dor de cabe\u00e7a\u201d, alerta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>A (falta de) responsabilidade da ind\u00fastria<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF), a porcentagem da popula\u00e7\u00e3o brasileira que se automedicava era 77%; em 2022 esse n\u00famero j\u00e1 tinha chegado a 89%. Esses dados s\u00e3o refor\u00e7ados pelo Instituto de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o para o Mercado Farmac\u00eautico (ICTQ) que fez um levantamento, em 2022, com uma coleta iniciada em 2014. Desde o in\u00edcio da coleta, 10 anos atr\u00e1s, at\u00e9 2022, o ICTQ constatou que 76% da popula\u00e7\u00e3o afirmou se automedicar. Em 2020 essa porcentagem j\u00e1 tinha aumentado para 81%. Al\u00e9m disso, os dados do CFF afirmam que, desses brasileiros que se automedicam, 47% faz pelo menos uma vez por m\u00eas e 25% faz uso dos rem\u00e9dios todo dia ou, ao menos, toda semana. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Instituto revela, ainda, que os medicamentos que lideram o ranking de mais utilizados s\u00e3o os antigripais (47%) e os relaxantes musculares (35%). Em 6% da popula\u00e7\u00e3o a automedica\u00e7\u00e3o para sintomas como ins\u00f4nia e estresse \u00e9 frequente. Para a soci\u00f3loga Simone Pinheiro a ind\u00fastria farmac\u00eautica \u00e9 diretamente respons\u00e1vel por essa cultura da automedica\u00e7\u00e3o. \u201cQualquer pessoa pode chegar l\u00e1, falar os sintomas e comprar um medicamento indicado pelo pr\u00f3prio farmac\u00eautico. Sem nenhum tipo de consulta com um m\u00e9dico especialista\u201d. Essa venda desenfreada acaba incentivando a automedica\u00e7\u00e3o uma vez que cria a falsa ideia de ser inofensiva, alimentando o mercado farmac\u00eautico.<\/span><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1812-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/AUDIO-ALICIA-KRUGER-FARMACEUTICA.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/AUDIO-ALICIA-KRUGER-FARMACEUTICA.ogg\">https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/AUDIO-ALICIA-KRUGER-FARMACEUTICA.ogg<\/a><\/audio>\n<h6 style=\"text-align: center\">Farmac\u00eautica Alicia Kr\u00fcger fala sobre o assunto<\/h6>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Eduarda Guimar\u00e3es<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Jo\u00e3o Pizani e Juliana Lacerda<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pa\u00eds s\u00e3o registradas cerca de 20 mil mortes anuais pela ingest\u00e3o de rem\u00e9dios sem orienta\u00e7\u00e3o, afirma Abifarma Quem nunca sentiu uma dorzinha de cabe\u00e7a e tomou um relaxante muscular? 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