{"id":1826,"date":"2024-06-21T09:26:10","date_gmt":"2024-06-21T12:26:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1826"},"modified":"2024-06-23T14:49:49","modified_gmt":"2024-06-23T17:49:49","slug":"amanha-estara-mais-caro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/amanha-estara-mais-caro\/","title":{"rendered":"Amanh\u00e3 estar\u00e1 mais caro"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center\">Ap\u00f3s uma sucess\u00e3o de planos econ\u00f4micos fracassados, o Plano Real foi bem sucedido em combater a hiperinfla\u00e7\u00e3o que assombrou o pa\u00eds entre os anos 1980 e 1990<b><\/b><\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De manh\u00e3, um telefonema. Era a distribuidora avisando sobre o aumento do pre\u00e7o do leite. De tarde, mais um. E l\u00e1 vai o funcion\u00e1rio remarcar o pre\u00e7o dos produtos outra vez. Nos anos 1980, a rotina nos mercados do pa\u00eds era assim: uma corrida contra o tempo. \u201cEra s\u00f3 chegar a um supermercado, em qualquer hor\u00e1rio, que voc\u00ea ouvia o barulho da maquininha remarcando os pre\u00e7os, check, check\u201d, relembra o tabeli\u00e3o M\u00e1rio Pietroski, de 77 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa era a trilha sonora da hiperinfla\u00e7\u00e3o, um alerta para correr at\u00e9 a pr\u00f3xima prateleira e conseguir um item com os valores ainda n\u00e3o ajustados. Era comum ver carrinhos abarrotados de compras, numa tentativa de garantir o essencial antes que se tornasse ainda mais caro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;O poder de compra da popula\u00e7\u00e3o era muito pequeno. Houve um momento em que o melhor investimento foi comprar comida\u201d, afirma o economista Jeferson Cararo. De acordo com Cararo, quando as pessoas recebiam o sal\u00e1rio n\u00e3o queriam ficar com o dinheiro guardado porque logo ele iria desvalorizar, assim, iam ao supermercado e compravam o m\u00e1ximo de produtos poss\u00edveis para fugir da infla\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em fevereiro de 1986 a infla\u00e7\u00e3o mensal, medida pelo IPC (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor), foi de 12,72%, a mais alta desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O sal\u00e1rio m\u00ednimo neste per\u00edodo era de 600 mil cruzeiros, mas isso pouco valia. Um pote de margarina, segundo an\u00fancios da \u00e9poca, custava 43 mil cruzeiros, e um conjunto de panelas n\u00e3o sairia por menos de um milh\u00e3o de cruzeiros.<\/span><\/p>\n<p><img class=\" wp-image-1828 alignleft\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Cedula-de-maior-valor-ja-lancada-no-Brasil-no-auge-da-hiperinflacao-Fonte-Banco-Central.jpg\" alt=\"\" width=\"356\" height=\"166\" \/><\/p>\n<p><b>Pol\u00edtica\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No \u00faltimo dia daquele m\u00eas, o presidente Jos\u00e9 Sarney realizou um pronunciamento na televis\u00e3o para anunciar as novas medidas do governo. O mandat\u00e1rio anunciou a extin\u00e7\u00e3o do Cruzeiro e a cria\u00e7\u00e3o de uma nova moeda, o Cruzado, que nasceu com tr\u00eas zeros a menos. O sal\u00e1rio m\u00ednimo foi definido em 804 cruzados. Por\u00e9m, a medida mais pol\u00eamica do governo foi o congelamento total de pre\u00e7os, tarifas e servi\u00e7os por tempo indeterminado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Brasil enfrentava, nas palavras de Sarney, \u201cuma guerra de vida ou morte contra a infla\u00e7\u00e3o\u201d. E o presidente chamava a popula\u00e7\u00e3o a defender o seu plano: \u201cCada brasileiro ou brasileira ser\u00e1 um fiscal de pre\u00e7os. Ningu\u00e9m poder\u00e1, a partir de hoje, praticar a ind\u00fastria da remarca\u00e7\u00e3o. O estabelecimento que o fizer<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">poder\u00e1 ser fechado, e esta pr\u00e1tica ensejar\u00e1 a pris\u00e3o dos representantes. Convoco o povo brasileiro para viver este grande momento\u201d, afirmava.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das cenas mais emblem\u00e1ticas desse per\u00edodo foi protagonizada pelo paranaense Omar Marczynski, um dia ap\u00f3s o lan\u00e7amento do Plano Cruzado, quando foi a um supermercado de Curitiba para fazer compras e verificou que houve reajuste no pre\u00e7o de alguns produtos. Indignado, Marczynski declarou em voz alta que estava fechando o estabelecimento \u201cem nome do Jos\u00e9 Sarney e do povo\u201d, sob aplausos de uma multid\u00e3o de consumidores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cTodos n\u00f3s, naquela \u00e9poca, fomos fiscais do Sarney\u201d, afirma M\u00e1rio Pietroski. Segundo ele, havia uma expectativa muito grande de que o Plano Cruzado eliminaria de vez a infla\u00e7\u00e3o, e esse se tornou um sentimento de uni\u00e3o nacional. As medidas do governo realmente surtiram efeito, a curto prazo. A infla\u00e7\u00e3o mensal, que era superior a 12%, caiu para 0,78% no m\u00eas seguinte ao lan\u00e7amento da nova moeda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNum primeiro momento, o plano teve um \u00eaxito enorme. Pela primeira vez em muitos anos, as pessoas conseguiam saber o real valor do seu sal\u00e1rio\u201d, relata Jeferson Cararo. A popula\u00e7\u00e3o passou a ter poder de compra e houve uma explos\u00e3o de consumo no Brasil. Contudo, o aumento da demanda por parte dos consumidores n\u00e3o foi acompanhado pela ind\u00fastria, ou seja, a produ\u00e7\u00e3o continuou igual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O economista Alexandre Lages, coordenador do \u00cdndice Cesta B\u00e1sica (ICB) de Ponta Grossa, conta que a partir do momento em que h\u00e1 o congelamento, ocorre desabastecimento e uma press\u00e3o para que esses pre\u00e7os voltem ao normal. \u201cA hora que voc\u00ea libera o pre\u00e7o, todo mundo remarca absurdamente e muito acima do que normalmente seria\u201d, explica Lages. Assim, a infla\u00e7\u00e3o voltou a crescer desenfreadamente no final de 1986.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s o fracasso do Plano Cruzado, os pr\u00f3ximos anos da economia brasileira seriam marcados por outras tentativas de eliminar a hiperinfla\u00e7\u00e3o. Ainda durante o governo de Jos\u00e9 Sarney, foi lan\u00e7ado o Plano Cruzado II, o Plano Bresser e o Plano Ver\u00e3o, al\u00e9m de diversas outras medidas econ\u00f4micas. Entretanto, nenhuma teve sucesso.<\/span><b><br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>O Plano Collor\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Primeiro presidente desde 1960 a ser eleito pelo povo, Fernando Collor iniciou seu mandato em 15\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">de mar\u00e7o de 1990 com uma a\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dr\u00e1stica para tentar conter a infla\u00e7\u00e3o. O Plano Collor teve como principal medida o bloqueio dos dep\u00f3sitos em contas poupan\u00e7a e das aplica\u00e7\u00f5es financeiras. O confisco da poupan\u00e7a, como ficou conhecido, era uma medida pol\u00eamica que j\u00e1 vinha sendo discutida desde a elei\u00e7\u00e3o do ano anterior.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O bi\u00f3logo Ademir Rosso conta que, durante a implanta\u00e7\u00e3o do Plano Collor, ele e sua esposa estavam se mudando de Jequi\u00e9 (Bahia) para Florian\u00f3polis (Santa Catarina), a fim de estudar na universidade, mas quando chegaram a cidade n\u00e3o conseguiam encontrar im\u00f3veis para alugar, devido ao custo elevado. \u201cCom aquela infla\u00e7\u00e3o chegando a 80%, o sal\u00e1rio nunca conseguia pagar as contas, ent\u00e3o a gente vivia de pedalada fiscal, ou seja, comprando no cart\u00e3o de cr\u00e9dito e jogando as contas pra frente, mas pagando juros\u201d, relata. O bi\u00f3logo guardava no banco o dinheiro do sal\u00e1rio e um aux\u00edlio, que esperava usar para se instalar em Florian\u00f3polis, por\u00e9m teve esses bens retidos pelo governo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Assim como aconteceu com os planos econ\u00f4micos anteriores, o Plano Collor conseguiu produzir uma queda na infla\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o foi duradoura. A infla\u00e7\u00e3o voltou a crescer em maio de 1991, e o governo lan\u00e7aria mais tr\u00eas planos econ\u00f4micos, todos fracassados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em dezembro de 1992, Collor, acusado de envolvimento em corrup\u00e7\u00e3o e fraudes financeiras, renunciou \u00e0 presid\u00eancia para escapar de um processo de impeachment. Mais uma vez, o cargo de presidente da Rep\u00fablica ca\u00eda no colo de algu\u00e9m que n\u00e3o tinha sido eleito para o cargo. Vice de Collor, Itamar Franco assumiu o governo com uma infla\u00e7\u00e3o anual de 1.100%, mas que atingiria 6.000% no ano seguinte.<\/span><b><\/b><\/p>\n<p><b>O Plano Real, que deu fim \u00e0 hiperinfla\u00e7\u00e3o <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A infla\u00e7\u00e3o era a grande preocupa\u00e7\u00e3o nacional e o Minist\u00e9rio da Fazenda, consequentemente, o cargo de maior visibilidade do governo. De 1980 at\u00e9 1994, 17 pessoas passaram pelo comando da pasta, entre interinos e efetivos. S\u00f3 Itamar Franco chegou a ter 6 ministros. Os tr\u00eas primeiros, Gustavo Krause, Paulo Roberto Haddad e Eliseu Resende, ficaram cada um cerca de dois meses no cargo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em maio de 1993, Itamar Franco nomeou para o Minist\u00e9rio da Fazenda o ent\u00e3o chanceler Fernando Henrique Cardoso, popularmente conhecido como FHC. Isso aconteceu, segundo o pr\u00f3prio ministro, sem o seu consentimento, que ficou sabendo da nomea\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da imprensa. FHC n\u00e3o era economista, mas sim soci\u00f3logo de forma\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Itamar deu liberdade a FHC para a forma\u00e7\u00e3o de sua equipe t\u00e9cnica. Com isso, Arm\u00ednio Fraga, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Pedro Malan e Winston Fritsch foram alguns dos nomes escolhidos para compor a equipe do Minist\u00e9rio da Fazenda. Havia tamb\u00e9m P\u00e9rsio Arida e Andr\u00e9 Lara Resende, os formuladores da Proposta Larida, considerada a precursora do Plano Real. Segundo Cararo, o plano se diferenciava dos planos econ\u00f4micos anteriores, pois n\u00e3o tinha como objetivo eliminar a infla\u00e7\u00e3o, mas sim control\u00e1-la. O Plano Real era dividido em tr\u00eas fases.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1827\" style=\"width: 632px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1827\" class=\"wp-image-1827\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Taxa-de-inflacao-anual-com-fundo-branco.png\" alt=\"\" width=\"622\" height=\"454\" \/><p id=\"caption-attachment-1827\" class=\"wp-caption-text\">Infogr\u00e1fico: Jo\u00e3o Vitor Pizani.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A primeira buscava restituir a confian\u00e7a das pessoas no mercado e no governo. Para isso, foi criada uma moeda transit\u00f3ria, o Cruzeiro Real. O segundo movimento envolveu a cria\u00e7\u00e3o de um indexador, a Unidade Real de Valor (URV), que valia um d\u00f3lar, moeda que era usada de forma n\u00e3o oficial no Brasil. A terceira fase do Plano Real envolveu a introdu\u00e7\u00e3o de uma \u00e2ncora cambial e de uma \u00e2ncora monet\u00e1ria, obrigando o governo a diminuir seus gastos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o economista Alexandre Lages, durante a hiperinfla\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o e produto n\u00e3o existia porque as pessoas n\u00e3o tinham nenhuma refer\u00eancia. \u201cQualquer valor que cobrassem, voc\u00ea n\u00e3o saberia dizer se est\u00e1 caro ou barato, ent\u00e3o acabava ficando na m\u00e3o de quem vende\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em junho de 1994, \u00faltimo m\u00eas do Cruzeiro Real como moeda oficial do Brasil, a infla\u00e7\u00e3o mensal foi de 46%. Em julho, caiu para apenas 6%. \u201cO Plano Real foi a salva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, porque da maneira que se encontrava a economia era dif\u00edcil de suportar\u201d, afirma Mario Pietroski. Surfando na popularidade do Plano Real, o ministro que deu in\u00edcio a sua implementa\u00e7\u00e3o, Fernando Henrique Cardoso, elegeu-se presidente da Rep\u00fablica em outubro daquele ano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Se hoje o d\u00f3lar equivale a cerca de cinco reais houve um momento em que a moeda brasileira chegou a valer at\u00e9 mais do que a moeda americana. Em outubro de 1994, alguns meses ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Real, o d\u00f3lar custava R$ 0,82. A paridade entre as duas moedas se manteve at\u00e9 1999, quando FHC, poucos dias depois de tomar posse em seu segundo mandato como presidente, anunciou a extin\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio fixo. Com isso, o d\u00f3lar voltou a disparar no Brasil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img class=\" wp-image-1832 alignright\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Nota-de-1-real-Fonte-Banco-Central.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"185\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cPara muitos economistas, o Plano Real terminou em 1999, ele se extinguiu\u201d, comenta Cararo. Isso ocorreu porque, apesar de n\u00e3o ter sido trocado o nome da moeda, as a\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas mudaram. Neste ano, foram abolidas as \u00e2ncoras (cambial e monet\u00e1ria), justamente o que, nas palavras do economista, \u201cfez o Real dar certo\u201d. Foi substitu\u00eddo pelo regime de metas de infla\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 em vigor at\u00e9 hoje.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Trinta anos ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o da sua atual moeda, a economia brasileira continua crescendo menos do que a m\u00e9dia mundial e ainda tem alta depend\u00eancia das exporta\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias-primas para o mundo, como soja e outros produtos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Jo\u00e3o Vitor Pizani<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Rafaela <strong><span style=\"font-weight: 400\">Colman e Juliana Lacerda<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s uma sucess\u00e3o de planos econ\u00f4micos fracassados, o Plano Real foi bem sucedido em combater a hiperinfla\u00e7\u00e3o que assombrou o pa\u00eds entre os anos 1980 e 1990 De manh\u00e3, um telefonema. 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