{"id":1853,"date":"2024-06-21T10:24:53","date_gmt":"2024-06-21T13:24:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1853"},"modified":"2024-06-23T18:08:42","modified_gmt":"2024-06-23T21:08:42","slug":"tradicao-de-bandas-marciais-e-fanfarras-marcam-a-historia-de-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/tradicao-de-bandas-marciais-e-fanfarras-marcam-a-historia-de-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o de bandas marciais e fanfarras marcam a hist\u00f3ria de Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center\">A hist\u00f3ria das bandas na cidade iniciou h\u00e1 mais de 100 anos<\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ponta Grossa \u00e9 uma cidade marcada pela tradi\u00e7\u00e3o de bandas marciais. A Banda do Seu Camargo \u00e9 a primeira a ser registrada em documentos. Ap\u00f3s a morte do criador da banda pioneira, por volta de 1876, a Banda rompeu e os membros se dividiram para dar origem \u00e0 Banda do Theatro e a Banda Lyra dos Campos. De acordo com o artigo publicado por Luiz Ricardo Pauluk em 2011, as duas bandas entraram em conflito pelo dom\u00ednio musical da cidade. A disputa ganhou propor\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, fazendo com que a elite local apoiasse a Banda do Theatro e, assim, as apresenta\u00e7\u00f5es da Lyra dos Campos eram prejudicadas. Pauluk diz que elas contribu\u00edram para o desenvolvimento cultural da cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ambas se desenvolveram atrav\u00e9s das apresenta\u00e7\u00f5es c\u00edvicas realizadas pelo Ex\u00e9rcito Brasileiro e incorporam a marcha como movimento corporal, entretanto, \u00e9 preciso ter conhecimento da diferen\u00e7a entre elas. As fanfarras contam com bateria, caixa, pratos, tri\u00e2ngulos e bombo e os instrumentos de percuss\u00e3o. J\u00e1 as bandas marciais s\u00e3o compostas, principalmente, por instrumentos de metal, como trombones, trompetes, flugueos, trompas, bombardinos e tubas. Esses grupos s\u00e3o encontrados com maior frequ\u00eancia em escolas, universidades, entre outras institui\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre as bandas marciais e fanfarras que atuam na cidade, pode-se citar a Banda Lyra dos Campos, Banda Marcial Marista Pio XII, Banda Marcial Sant\u2019Anna, Fanfarra do Col\u00e9gio Instituto de Educa\u00e7\u00e3o de Ponta Grossa, Banda Fanfarra Sagrada Fam\u00edlia, Fanfarra Regente Feij\u00f3 e a Banda do 13\u00ba BIB.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O professor de licenciatura em m\u00fasica da Universidade Estadual de Ponta Grossa e maestro da Banda Lyra dos Campos e da Banda Marcial Marista Pio XII, Rafael Dalalibera Rauski, ressalta que a constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria das bandas de Ponta Grossa se d\u00e1 ao longo de 100 anos. Para Rauski, a Banda Lyra dos Campos apresenta grande import\u00e2ncia para o cen\u00e1rio musical pontagrossense, \u201ca Lyra dos Campos \u00e9 uma das bandas mais antigas e saudosas, que t\u00eam um longo tempo de estrada e mant\u00e9m uma tradi\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">na cidade\u201d, relata o professor.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O maestro explica que a partir da d\u00e9cada de 1970 houve um movimento expressivo das escolas p\u00fablicas e privadas de investirem em atividades musicais. De acordo com Rauski, na d\u00e9cada de 1990, Ponta Grossa possu\u00eda cerca de nove bandas marciais e fanfarras. Hoje em dia, a cidade conta com oito bandas.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2047\" style=\"width: 688px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2047\" class=\"wp-image-2047\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/CREDITO_-WESLEY-MACHADO-4.jpg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"452\" \/><p id=\"caption-attachment-2047\" class=\"wp-caption-text\">Ensaio Banda Marista na cidade de Amparo &#8211; SP. Foto: Wesley Machado.<\/p><\/div>\n<p><b>Desenvolvimento e hist\u00f3ria das bandas <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Banda Marcial Marista Pio XII completou 40 anos em 2021, ao longo desses anos conquistaram t\u00edtulos de relev\u00e2ncia, sendo seis vezes campe\u00e3 geral em campeonatos nacionais. A banda surgiu como uma fanfarra no ano de 1981, com o objetivo de realizar eventos institucionais e privados. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A mesma se popularizou na cidade por meio do incentivo das fam\u00edlias participantes e, consequentemente, foi aberta para o p\u00fablico externo. Hoje em dia o grupo conta com mais de 400 trof\u00e9us e por volta de 60 membros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O coordenador da Banda Marista, Ant\u00f4nio Carlos Schmidt, explica que para os integrantes poderem participar de campeonatos municipais, estaduais e nacionais \u00e9 necess\u00e1rio passar pela escola de aprendizes durante o per\u00edodo de um ano. \u201cAl\u00e9m da parte musical tem a parte de apresenta\u00e7\u00f5es, que inclui marcha, ordem unida, e <\/span><span style=\"font-weight: 400\">outros requisitos necess\u00e1rios para um campeonato de banda; mas participar, com dedica\u00e7\u00e3o, qualquer pessoa realmente interessada pode\u201d, fala Schmidt.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Banda do Col\u00e9gio Sant\u2019Ana surgiu de uma gincana cultural no ano de 1995. Hoje, ela conta com 70 membros e todos s\u00e3o ou j\u00e1 foram alunos do col\u00e9gio. O maestro Carlos Taques participa desde o surgimento e explica que os ensaios, realizados de segunda-feira \u00e0 s\u00e1bado, ocorrem durante todo ano letivo. Em 2023, a banda participou de um festival internacional de bandas marciais e fanfarras em Montevid\u00e9u, no Uruguai. Segundo o maestro, os estudantes s\u00e3o convidados e incentivados a participar da banda. \u201c\u00c9 uma atividade disciplinar, \u00e9 necess\u00e1rio que os componentes tenham comprometimento e estejam dispostos a aprender\u201d, comenta Carlos.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2048\" style=\"width: 577px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2048\" class=\"wp-image-2048\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/CREDITO_-WESLEY-MACHADO-3.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"378\" \/><p id=\"caption-attachment-2048\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Wesley Machado.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Banda Marcial do Col\u00e9gio Sagrada Fam\u00edlia foi fundada em 1973, e atualmente possui 70 alunos. O maestro Anderson Margraf relata que a partir do 6\u00ba ano do Ensino Fundamental II \u00e9 poss\u00edvel participar. Os ensaios ocorrem durante o ano letivo, entre fevereiro e janeiro. Os alunos se apresentam em jogos escolares, eventos do col\u00e9gio e desfiles c\u00edvicos. \u201cNeste ano n\u00e3o estamos apenas convidando de sala em sala, estamos levando um instrumento para poderem ver como funciona e despertar o interesse\u201d, exp\u00f5e Anderson.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Col\u00e9gio Estadual Regente Feij\u00f3 \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es de ensino p\u00fablico que possui fanfarra desde sua funda\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada de 1930. De acordo com o diretor do Col\u00e9gio, Rudnei Roza de Abreu, a fanfarra era utilizada para que os alunos realizassem apresenta\u00e7\u00f5es em eventos e comemora\u00e7\u00f5es da cidade. A partir do segundo semestre os alunos s\u00e3o convidados a integrarem a banda e em seguida \u00e9 contratado pela Associa\u00e7\u00e3o de Pais, Mestres e Funcion\u00e1rios (APMF). A Fanfarra do Col\u00e9gio conta com 40 integrantes, al\u00e9m de 40 alunas que s\u00e3o porta bandeiras e dan\u00e7arinas nas apresenta\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um diferencial da Fanfarra Regente Feij\u00f3 \u00e9 que os professores e demais integrantes da comunidade escolar tamb\u00e9m participam e se apresentam. A fanfarra do col\u00e9gio se apresenta apenas no desfile em comemora\u00e7\u00e3o ao anivers\u00e1rio de Ponta Grossa, em 15 de setembro. O diretor relata que aqueles que j\u00e1 pertencem a banda se apresentam para os estudantes para motivar outros a participar, \u201c\u00e9 pela pr\u00f3pria iniciativa dos alunos de se apresentar que os outros se motivam a participar da banda\u201d, conta. A banda de fanfarra \u00e9 uma atividade extra-classe, onde os alunos ensaiam em per\u00edodos em que n\u00e3o possuem aulas.\u00a0<\/span><b><\/b><\/p>\n<p><b>A import\u00e2ncia da m\u00fasica\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O trompetista Gabriel Poplavicz, iniciou sua experi\u00eancia na m\u00fasica em 2019. Ele come\u00e7ou a estudar trompete na Banda Marcial Marista Pio\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">XII e por conta da pandemia de COVID-19, as atividades foram encerradas, somente em 2021 pode participar de uma apresenta\u00e7\u00e3o, um concerto em comemora\u00e7\u00e3o aos 40 anos da banda. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;Conheci a banda por meio de um amigo que me relatou o quanto ela era relevante para ele. Eu e meu irm\u00e3o fizemos uma visita e logo no primeiro dia tivemos contato com os instrumentos\u201d, fala Gabriel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Poplavicz a participa\u00e7\u00e3o em uma banda marcial possibilitou que realizasse novas amizades e que viajasse para diferentes cidades do pa\u00eds, \u201cminha primeira viagem com a banda foi para Campos do Jord\u00e3o, \u00e9 uma das minhas melhores lembran\u00e7as, tenho certeza de que ser\u00e1 cada vez melhor\u201d, exp\u00f5e. Ele comenta que ao integrar uma banda marcial ou uma fanfarra \u00e9 preciso assumir compromissos e se dedicar aos ensaios.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1855\" style=\"width: 502px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1855\" class=\"wp-image-1855 \" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Copia-de-wesley-ensaio-de-metais-na-banda-marcial-marista.jpg\" alt=\"\" width=\"492\" height=\"328\" \/><p id=\"caption-attachment-1855\" class=\"wp-caption-text\">Ensaio de metais na Banda Marcial Marista. Foto: Wesley Machado.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O maestro Carlos Taques tamb\u00e9m aponta que para aprender m\u00fasica \u00e9 preciso se dedicar e estudar, \u201caqui temos que nos soltar, conhecer e estudar, ler partitura e aprender a diferenciar as notas, mas acho que devemos incentivar eles e mostrar que aprender m\u00fasica \u00e9 um ensinamento levado para vida inteira\u201d. Carlos conta que aqueles que aprendem a tocar um instrumento manter\u00e3o a paix\u00e3o por anos, e n\u00e3o esquecem os ensinamentos adquiridos. O maestro explica que o interesse e admira\u00e7\u00e3o pelo mundo da m\u00fasica \u00e9 passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o dentro das fam\u00edlias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para o maestro e professor de licenciatura em m\u00fasica, Rafael Rauski, a m\u00fasica na sociedade \u00e9 vista como algo que precisa ser justific\u00e1vel, \u201cmuitos fazem o questionamento do por que investir em m\u00fasica, por n\u00e3o ser uma necessidade b\u00e1sica como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo Rauski, os profissionais do meio da educa\u00e7\u00e3o musical percebem a necessidade da m\u00fasica para o desenvolvimento cognitivo, humano e social.<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Rafaela Koloda e Wesley Machado<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0 Kailani Czornei e Juliana Lacerda<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria das bandas na cidade iniciou h\u00e1 mais de 100 anos Ponta Grossa \u00e9 uma cidade marcada pela tradi\u00e7\u00e3o de bandas marciais. A Banda do Seu Camargo \u00e9 a primeira a ser registrada em documentos. 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