{"id":1862,"date":"2024-06-21T10:41:34","date_gmt":"2024-06-21T13:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/?p=1862"},"modified":"2024-06-23T15:44:04","modified_gmt":"2024-06-23T18:44:04","slug":"arte-sobre-cicatrizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/arte-sobre-cicatrizes\/","title":{"rendered":"Arte sobre cicatrizes"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center\">Tatuagem e micropigmenta\u00e7\u00e3o promovem a transforma\u00e7\u00e3o de mulheres mastectomizadas atrav\u00e9s do resgate da feminilidade e autoafirma\u00e7\u00e3o<b><\/b><\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O c\u00e2ncer de mama gera a incerteza da cura, mas tamb\u00e9m ocasiona medos como o da morte, perda da maternidade, feminilidade al\u00e9m do medo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade, isso impacta profundamente a autoestima e a imagem corporal de mulheres que precisam realizar a retirada parcial ou completa da mama. A tatuagem pode ser uma ferramenta de reconstru\u00e7\u00e3o e autoafirma\u00e7\u00e3o para as mulheres que passaram por uma mastectomia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cMeu seio n\u00e3o \u00e9 um seio qualquer, \u00e9 um seio cheio de arte [&#8230;] que tamb\u00e9m demonstra minha for\u00e7a\u201d. Esse \u00e9 o relato de Beth\u00e2nia Oliveira, mulher com 55 anos, que descobriu o c\u00e2ncer de mama no in\u00edcio do ano passado e operou no final do mesmo ano<strong>,<\/strong> processo onde retirou toda a sua mama. Oliveira conseguiu a reconstru\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria depois de tr\u00eas meses ap\u00f3s a mastectomia, mas n\u00e3o conseguiu reconstruir a ar\u00e9ola devido \u00e0 falta de profissionais que realizassem esse tipo de procedimento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cNo in\u00edcio, eu s\u00f3 pensava em me curar do c\u00e2ncer, n\u00e3o me importei com a quest\u00e3o da beleza, mas depois de passar o tempo, isso foi me causando vergonha e tamb\u00e9m medo de eu n\u00e3o conseguir mais amar o meu corpo\u201d, conta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela menciona que sempre admirou tatuagens, tanto que possui tr\u00eas pelo corpo &#8211; no bra\u00e7o, pulso e panturrilha. Para ela, tatuar os seios n\u00e3o soou como m\u00e1 ideia, j\u00e1 que estava h\u00e1 algum tempo planejando algo diferente. \u201cEu estava planejando realizar uma tatuagem em estilo floral para o meu antebra\u00e7o e ia fazer com meu sobrinho que tatua. Com isso, apenas mudei o local a ser tatuado e achei o resultado maravilhoso\u201d, finaliza Oliveira.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;Isso foi me causando medo de n\u00e3o <\/strong><strong>conseguir amar o meu corpo.&#8221;<\/strong><br \/>\n<strong>&#8211; Beth\u00e2nia Oliveira<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Mastectomia radical \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nConforme apresenta o estudo realizado pela National Library of Medicine, o c\u00e2ncer de mama foi citado e descrito j\u00e1 em 1600 A.C., em papiros dos antigos eg\u00edpcios. Desde ent\u00e3o, o tratamento cir\u00fargico das doen\u00e7as mam\u00e1rias passou por algumas fases. Em 1889, o mastologista William Halsted realizou sua primeira mastectomia radical, o que inclui a remo\u00e7\u00e3o completa da mama que foi afetada pelo c\u00e2ncer juntamente com o tecido mam\u00e1rio adjacente, m\u00fasculos peitorais e tamb\u00e9m os linfonodos da axila.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Naquela \u00e9poca, o cirurgi\u00e3o acreditava que a reconstru\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria seria uma \u201cviola\u00e7\u00e3o do controle local da doen\u00e7a\u201d e advertiu para que cirurgi\u00f5es n\u00e3o realizassem opera\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas no local da mastectomia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entretanto, com o passar dos anos, a t\u00e9cnica mudou para a conserva\u00e7\u00e3o da mama e continua at\u00e9 os dias atuais como padr\u00e3o de tratamento para c\u00e2ncer de mama inicial. Com o avan\u00e7o da medicina, novas t\u00e9cnicas de aprimoramento como o uso de silicones e reutiliza\u00e7\u00e3o de tecidos musculares do pr\u00f3prio corpo s\u00e3o utilizadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 a t\u00e9cnica areolar existe desde 1986, quando o cirurgi\u00e3o Becker sugeriu tatuar a ar\u00e9ola mamilar de uma paciente para proporcionar um resultado melhor. Esse fato se popularizou e est\u00e1 presente at\u00e9 a atualidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a mastologista G\u00e9ssica Mendes, a reconstru\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria nem sempre inclui a reconstru\u00e7\u00e3o da ar\u00e9ola do paciente, e isso pode afetar a autoestima das mulheres. \u201cAp\u00f3s a mastectomia, a \u00e1rea do mamilo e da ar\u00e9ola quase sempre \u00e9 removida juntamente com a mama. Isso resulta em um aspecto visualmente diferente, que gera inc\u00f4modo para aquela mulher&#8221;, explica a m\u00e9dica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo Mendes, apesar da Lei da Reconstru\u00e7\u00e3o Mam\u00e1ria, que garante o direito das mulheres \u00e0 cirurgia de reconstru\u00e7\u00e3o, troca de silicone em casos de complica\u00e7\u00f5es e acompanhamento psicol\u00f3gico, tanto no SUS ou na rede <\/span><span style=\"font-weight: 400\">privada, ainda existem obst\u00e1culos como a falta de profissionais qualificados para realizar a reconstru\u00e7\u00e3o areolar, fato que impossibilita que o direito se cumpra.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_1863\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1863\" class=\"wp-image-1863\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Processo-finalizado.jpeg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"443\" \/><p id=\"caption-attachment-1863\" class=\"wp-caption-text\">A tatuagem \u00e9 uma ferramenta poderosa. Foto: Arquivo pessoal.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dessa forma, em busca do resgate \u00e0 feminilidade, beleza e a autoconfian\u00e7a perdida durante esse processo e, muitas vezes, como um processo de ressignifica\u00e7\u00e3o, as mulheres procuram na arte um caminho para a aceita\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios corpos. Seja por meio das tatuagens tradicionais ou da micropigmenta\u00e7\u00e3o areolar, uma t\u00e9cnica que reproduz atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de pigmentos na pele por meio de agulhas finas, a forma mais realista poss\u00edvel do formato, cor e tamb\u00e9m a textura dos mamilos reais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora Marli Dias, de 52 anos, descobriu o c\u00e2ncer em mar\u00e7o de 2020 e logo ap\u00f3s, recebeu a triste not\u00edcia de que precisaria fazer a retirada total da mama. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Dias fez a cirurgia de retirada de mama, e logo ap\u00f3s, fez a reconstru\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria com pr\u00f3tese de silicone no final de 2022. Entretanto, n\u00e3o foi poss\u00edvel realizar a reconstru\u00e7\u00e3o areolar porque o hospital n\u00e3o oferecia o servi\u00e7o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora conta que conheceu um est\u00fadio de tatuagem que fazia a t\u00e9cnica de micropigmenta\u00e7\u00e3o areolar por meio de indica\u00e7\u00e3o de amigas. Logo, buscou conhecer o trabalho de perto e, ao conversar com a tatuadora, entendeu que aquilo iria contribuir na maneira em que enxergaria o pr\u00f3prio corpo. \u201cO meu sentimento foi de al\u00edvio, eu me senti mulher novamente, \u00e9 um sentimento quase inexplic\u00e1vel. A micropigmenta\u00e7\u00e3o foi capaz de salvar a minha autoestima\u201d, afirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>A autoaceita\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o do corpo\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a psic\u00f3loga J\u00falia Almeida, a reconstru\u00e7\u00e3o areolar deixa de ser apenas um procedimento est\u00e9tico e passa a se tornar um aspecto crucial no processo na recupera\u00e7\u00e3o emocional e tamb\u00e9m psicol\u00f3gica das mulheres mastectomizadas. \u201cAo restaurar a apar\u00eancia da mama, promove-se a aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo, o que facilita no desenvolvimento para uma rela\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel e positiva com a imagem corporal\u201d, explica Almeida. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga pontua que em meio a toda situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica, desde o descobrimento do c\u00e2ncer at\u00e9 a retirada parcial, ou ainda, total da mama, a mulher passa por enfrentamentos que marcam toda a sua vida. A tatuagem ou a micropigmenta\u00e7\u00e3o vem como uma forma de alento e ressignifica\u00e7\u00e3o, o que consequentemente ajuda a mulher na supera\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da autoestima e amor pr\u00f3prio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201c\u00c9 como se elas tivessem de volta o que lhes foi arrancado a for\u00e7a, roubado delas\u201d. Esta \u00e9 a fala da tatuadora Ivy Rodrigues, que tatua h\u00e1 mais de 16 anos e faz trabalhos de micropigmenta\u00e7\u00e3o e tatuagem tradicional. A profissional criou no ano de 2016 um projeto pessoal de forma volunt\u00e1ria que ajuda a devolver a autoestima dessas mulheres que passaram pelo c\u00e2ncer de mama, por meio da reconstru\u00e7\u00e3o de ar\u00e9olas atrav\u00e9s de tatuagens realistas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A tatuadora relata que motivada pelo desejo de que seu trabalho fosse al\u00e9m e trouxesse alegria para as mulheres, decidiu realizar os trabalhos com a t\u00e9cnica de micropigmenta\u00e7\u00e3o areolar de forma completamente gratuita. Ela relembra o qu\u00e3o dif\u00edcil se torna para as mulheres passar por todo o processo do c\u00e2ncer. \u201cDesde a descoberta a mulher sofre, s\u00e3o muitas quest\u00f5es, muitas incertezas, medos e procedimentos. \u00c0s vezes, em alguns casos, at\u00e9 o abandono do parceiro. Isso \u00e9 terr\u00edvel!\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme conta a dermatologista Karen Macedo, a t\u00e9cnica de micropigmenta\u00e7\u00e3o areolar cria um efeito de sombra e textura que \u00e9 muito semelhante \u00e0 da ar\u00e9ola natural. Isso pode ajudar a restaurar a apar\u00eancia natural da mama e, contribuir para a reconstru\u00e7\u00e3o da autoestima e promover a melhora na qualidade de vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEm casos de reconstru\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria, \u00e9 utilizada para reconstruir e desenhar a ar\u00e9ola e mamilo na regi\u00e3o onde a mama foi removida. <\/span>Este procedimento ajuda a dar uma apar\u00eancia mais natural e sim\u00e9trica \u00e0 regi\u00e3o\u201d, explica.\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">A tatuadora Marina Alves conta que ap\u00f3s passar por um c\u00e2ncer de mama, duas mastectomias e algumas outras intercorr\u00eancias, nasceu o desejo de poder levar o trabalho de micropigmenta\u00e7\u00e3o para outras mulheres de forma gratuita. \u201cO trabalho vai bem al\u00e9m da est\u00e9tica, ajuda <\/span><span style=\"font-weight: 400\">a reconstruir n\u00e3o apenas a apar\u00eancia f\u00edsica, mas tamb\u00e9m a identidade e o senso de feminilidade das mulheres que foram mastectomizadas\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Marina cita que a arte pode curar feridas e florir onde existiu intensa dor. Para a tatuadora, o servi\u00e7o gratuito \u00e9 uma forma de fazer com que essas mulheres se sintam seguras e acolhidas para irem at\u00e9 o est\u00fadio realizar o procedimento. \u201cN\u00e3o teve uma cliente que saiu daqui sem um sorriso no rosto, consegui atender o desejo de cada uma delas. Algumas desejam a reconstru\u00e7\u00e3o areolar, outras gostam mesmo \u00e9 de algo mais simb\u00f3lico, como um desenho, o que significa o renascimento. \u00c9 muito emocionante acompanhar\u201d, conta orgulhosa.<\/span><b><\/b><\/p>\n<p><img class=\"wp-image-1865 alignleft\" src=\"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-content\/uploads\/sites\/236\/2024\/06\/Decalque-da-micropigmentacao.jpeg\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"423\" \/><\/p>\n<p><b>Um alerta para a preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), na \u00faltima d\u00e9cada, mais de 110 mil mulheres foram submetidas \u00e0 mastectomia por meio do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) em todo o pa\u00eds. A cirurgia pl\u00e1stica reparadora \u00e9 direito da mulher desde 2013, com a Lei da Reconstru\u00e7\u00e3o Mam\u00e1ria. No entanto, segundo a mastologista G\u00e9ssica Mendes, nem sempre a reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 imediata. Conforme a m\u00e9dica, quando feito em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, existem problemas de repasses de verbas, que n\u00e3o conseguem arcar com todos os custos desse procedimento. Por este motivo, essas mulheres encontram a solu\u00e7\u00e3o nos est\u00fadios de tatuagens. Ao realizar a reconstru\u00e7\u00e3o areolar ou cobrir as cicatrizes da cirurgia com desenhos personalizados e significativos, as mulheres mastectomizadas podem se sentir donas de seus corpos novamente. Al\u00e9m disso, a tatuagem funciona como uma forma de ressignifica\u00e7\u00e3o da dor e transforma as marcas f\u00edsicas em verdadeiras obras de arte.<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem e Fotos:<\/strong> Cristiane de Melo<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Gabriela Oliveira, Kailani Czornei e Juliana Lacerda<\/p>\n<p><strong>Supervis\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ivan Bomfim e Gabriela Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tatuagem e micropigmenta\u00e7\u00e3o promovem a transforma\u00e7\u00e3o de mulheres mastectomizadas atrav\u00e9s do resgate da feminilidade e autoafirma\u00e7\u00e3o O c\u00e2ncer de mama gera a incerteza da cura, mas tamb\u00e9m ocasiona medos como o da morte, perda da maternidade, feminilidade al\u00e9m do medo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade, isso impacta profundamente a autoestima e a imagem corporal de mulheres&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":728,"featured_media":2053,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,143],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1862"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/users\/728"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1862"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2054,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1862\/revisions\/2054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/nuntiare\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}